Notícias | Dia a dia
No Brasil, Cirstea recomeça após ano perdido
29/02/2016 às 07h54

Ex-top 30 já recuperou quase cem posições no ranking

Foto: Eric Visintainer
Mário Sérgio Cruz
fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d

São Paulo (SP) - Uma das principais promessas do tênis feminino de sua geração, Sorana Cirstea recomeça a carreira no Brasil. Recuperada de lesão no ombro direito, a romena 25 anos celebra o fato de jogar sem dor e trabalha passo a passo no retorno aos grandes palcos do circuito.

Cirstea já foi 21ª do mundo em 2013, tem 13 vitórias contra top 10, venceu seu primeiro e único WTA com apenas 18 anos em 2008 e chegou às quartas de final de Roland Garros na temporada seguinte. Atualmente ocupando o modesto 155º lugar, ela precisa disputar torneios nível ITF para recuperar seu ranking.

Palco de seis torneios no início do ano, o Brasil foi o destino escolhido pela romena. Cirstea foi finalista de ITF no Guarujá no fim de janeiro e campeã em Bertioga na semana seguinte, em quadras duras. Na mudança para o saibro, recebeu convite para o Rio Open e foi semifinalista, seu melhor resultado na WTA em três anos. Já na última semana, foi semifinalista em São Paulo, e agora segue para Campinas e Curitiba, antes de voltar para seu país. Ela hoje reside na capital, Bucareste.

Embora não tenha precisado parar de jogar, já que fez "apenas uma pequena intervenção" no ombro, ela encara a temporada passada como perdida. "Fiquei parada por um ano e meio e foi um período muito difícil para mim", disse Cirstea ao TenisBrasil. O incômodo começou ainda em 2014, quando desistiu de torneios no saibro português e na grama inglesa, e durou até o fim do ano passado.

"Estou sem dor desde novembro, então consegui fazer uma boa pré-temporada e fico feliz por começar o ano jogando bem", disse a jogadora que gosta de impôr um tênis agressivo com seu forehand. "É uma sensação ótima poder voltar a competir sem dor. Isso é o melhor para mim até agora". Ela já recuperou quase cem posições em relação ao 244º lugar em que terminou o ano passado, graças às 15 vitórias e apenas 3 derrotas no início de 2016.

Voltar ao topo não é uma experiência inédita para ela, que já saiu do top 100 em 2011 após sequência de maus resultados e conseguiu voltar com três títulos de ITF. "Agora sou mais experiente e tive o azar de que as lesões vieram quando jogava meu melhor tênis, era 21ª do ranking quando comecei a ter problemas no ombro", contou a romena, que também já sofreu com lesões no abdome.

Exatamente por já ter passado por sequências negativas e duras derroras, ela relata que ofensas vindas das redes sociais, em parte atribuídas a apostadores, são frequentes. "Todos os tenistas temos que lidar com esse 'bullying'. Todo dia eu recebo tuítes maldosos e mensagens ofensivas. Acho que quanto melhor você é, mais recebe isso. Todo jogador recebe e o melhor a fazer é não dar atenção", avalia.

Durante muito tempo, a romena teve o apoio técnico do Adidas Development Program, encerrado no ano passado. Ela agora faz aposta caseira, com técnico romeno Marius Comanescu, de 49 anos. "Ele é bem experiente e nós nos comunicamos muito bem. Acho que é a primeira vez que eu tenho um técnico que se comunica tão bem comigo e isso me ajudou muito. Estou aproveitando mais e entendendo melhor o esporte".

Cirstea evita colocar pressão sobre si mesma ou meta sobre resultados este ano. "Não penso tanto no ranking, mas em melhorar o meu jogo e em me manter saudável. O ranking é consequência daquilo que você faz. O mais importante agora é fazer muitas partidas", disse a romena. "Eu não tenho ídolos, acredito em disciplina. Se você faz as coisas certas todos os dias, tiver um bom jogo e trabalhar duro, as coisas vão caminhar na sua direção".

Comentários
Loja - livros
Suzana Silva