Notícias | Top Spin
Falar várias línguas pode ser cansativo às vezes
25/01/2011 às 22h15

Falar várias línguas pode ser cansativo às vezes

Melbourne (Austrália) - Roger Federer fala fluentemente inglês, alemão, francês e o dialeto alemão falado na Suíça. Mas após uma vitória, em um palco tão importante quanto o de um Grand Slam, repleto de jornalistas do mundo inteiro, ele às vezes se arrepende de ter aprendido a falar o francês. Pois dominar tantos idiomas e atender a todos dá trabalho. 

O poliglota campeão de 16 torneios de simples de Grand Slam bem pode ser um bom representante das Nações Unidas. Vale lembrar que também tem sangue sul-africano pelo lado materno. 

O lado chato disso é que o astro de 29 anos é obrigado a, após cada vitória, falar em inglês de seu jogo, adversários, estatísticas e da possibilidade de se tornar o maior tenista de todos os tempos. Depois, tem de repetir tudo em francês e, então, em alemão para a imprensa germânica e suíça.

"De vez em quando, desejaria nunca ter aprendido francês", admite Federer. Mas o tenista da Basileia logo acrescenta que ter aprendido o francês, junto com outrs línguas, lhe permitiu se relacionar com mais pessoas. 

"Faz parte do que tenho de fazer no mundo do tênis", comentou. "É o preço a se pagar, mas eu não ligo. Procuro me divertir com isso", afirmou depois de eliminar o compatriota Stanislas Wawrinka e alcançar as semifinais do Aberto da Austrália pela oitava vez consecutiva. 

Federer fez uma revelação. "Eu tenho diferentes humores em cada uma destas línguas, o que é divertido. Conhecer-me através de diferentes idiomas é, na verdade, bem interessante para mim", disse.

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis