Notícias | Dia a dia
Federer liderou o ranking por 285 semanas
19/10/2010 às 16h04

Federer liderou o ranking por 285 semanas

Foto: Arquivo

Estocolmo (Suécia) - Retomar a vice-liderança do ranking foi apenas um passo de Roger Federer em direção ao seu verdadeiro objetivo nesse momento da carreira, voltar a ser o melhor tenista do mundo. "Para mim, há o número 1 e nada mais. Não é importante ser segundo, terceiro ou quarto. Sempre estou tentando voltar à liderança, é no que penso a cada semana", confessou o suíço, que joga o ATP 250 de Estocolmo nessa semana.

No entanto, Federer reconhece que Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray não devem facilitar as coisas para ele. "É complicada a disputa entre os quatro melhores, somos todos bons jogadores e vencemos uns aos outros inúmeras vezes", ressalvou o campeão de 16 Grand Slam.

Geralmente ausente dos ATP 250, Federer surpreendeu ao se inscrever no torneio sueco. "Estou animado de jogar logo depois de Xangai", justificou Federer. "Há uma combinação de muitas coisas por trás dessa decisão. Eu gosto de jogar tênis e não venho aqui há dez anos. Deveria ter vindo em 2008, mas estava com dores nas costas".

Sobre a temporada atual, na qual venceu "apenas" dois torneios, Federer diz que está contente com seu jogo depois de Wimbledon, ou seja, o período que tem trabalhado com Paul Annacone. O suíço credita sua derrota na China a um "dia ruim". "É uma pena, mas o Murray me pressionou muito. Porém, mentalmente, tenho muito ainda para gastar até o fim do ano".

"Reconheço que perdi algumas partidas nesse ano que não deveria, mas tenho que fazer com que isso não aconteça com tanta frequência. Espero conseguir reverter essa situação", confessa Federer. Mas o número 2 lembra que é mais exigido exatamente pelas marcas históricas que atingiu na carreira. "Fui tão bem-sucedido, que estou sendo comparado comigo mesmo no passado, o que é complicado".

Enquanto não tem a chance de ultrapassar Nadal, Federer busca motivação para continuar vencendo aos 29 anos, depois de ter batido a maioria dos recordes no tênis. "Eu treino, jogo e sempre há pessoas torcendo e me apoiando, querendo um autógrafo, uma foto. É isso que me faz continuar", finalizou Federer.

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis