Londres (Inglaterra) – Único representante do Big 3 ainda em atividade no circuito, aos 39 anos, o sérvio Novak Djokovic foi bastante elogiado por um de seus maiores rivais, o espanhol Rafael Nadal, que em entrevista à CNBC Sport garantiu que enquanto ‘Nole’ estiver bem fisicamente e seguir jogando, sempre será candidato aos principais títulos.
“Novak continua lá porque ama este esporte e porque é apaixonado por competir. Enquanto ele mantiver essa motivação e seu corpo permitir, continuará com chance de lutar nos maiores torneios. O que ele conquistou é extraordinário. Todos nós levamos nossas carreiras ao limite e ele continua fazendo isso”, ponderou o canhoto de Mallorca
“Quando alguém conquista tanto quanto nós, o único motivo para continuar é porque ainda gosta da competição e sente que pode se manter competitivo”, acrescentou o espanhol, que garante ter dado um ponto final à sua carreira e não pretende retornar ao circuito como fez a norte-americana Serena Williams.
Perguntado sobre uma possível volta, ele foi enfático: “Para mim, esse capítulo está completamente encerrado. Não sinto falta de competir. Obviamente, ainda sinto falta de algumas sensações, porque são emoções que dificilmente voltarei a experimentar em qualquer outra área da minha vida. Mas estou em paz com a decisão que tomei”
Rivalidade com Federer
Maior antagonista de Nadal em seu começo de carreira e terceiro membro do Big 3, o suíço Roger Federer também não foi esquecido pelo espanhol. “Roger foi provavelmente o jogador mais elegante que já existiu. Acho que o que tornou nossa rivalidade única foi que eu era completamente diferente”, comentou.
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“Ele dava a impressão de ter tudo sob controle, enquanto eu lutava por cada bola, batia em posições muito difíceis e muitas vezes parecia apenas sobreviver aos pontos. No meu caso, eu não dava a impressão de que tudo estava sob controle. Esse contraste entre nossos estilos de jogo e também entre nossas personalidades nos fez melhorar, aprender um com o outro e oferecer algo muito especial ao público”, acrescentou.
Nova geração em boas mãos
Nadal também acredita que a nova geração está em boas mãos com o compatriota Carlos Alcaraz e o italiano Jannik Sinner. “Acho que eles têm todos os ingredientes para construir uma rivalidade muito especial”, ponderou o ex-número 1 do mundo.
“Eles são dois jogadores extraordinários, com estilos diferentes e personalidades distintas. Isso sempre ajuda as pessoas a se identificarem com um ou com o outro e torna o esporte muito mais interessante”, complementou o canhoto de Mallorca.













“Todos nós levamos nossas carreiras ao limite e ele continua fazendo isso”
É bem isso mesmo, eu já acho extraordinário o sérvio ainda ter nível para bater qualquer um aos 39 anos, porém o tempo é implacável e esse declínio físico é natural.
Os três deixaram um legado esportivo sem precedentes e, ao mesmo tempo, foram/são um exemplo de profissionalismo, respeito e caráter. Tenho muita admiração por eles como atletas e como pessoas.
Motivação ele tem, senão já estaria aposentado. O que falta é velocidade e stamina, que são perdas naturais pela idade.
Verdade. Não fosse essa decadência física inexorável, estaria ainda amealhando títulos de Slam, mesmo com Sinner e Alcaraz no páreo.
Mesmo faltando gás e velocidade, derrotou Sinner na semi do AO 2026 e, na sequência, abriu 6 a 1 na final contra Alcaraz.
Desta vez o Bovino Miúra gabaritou.
Pelo visto não puxou o Tio Toni no quesito de falar bobagens.