Nadal diz que ganhar 14 vezes em Paris é mais difícil que 24 Slam

Foto: Rafa Nadal Museum

Madri (Espanha) – Em seu recém-lançado documentário na Netflix, o espanhol Rafael Nadal faz uma afirmação forte e que divide opiniões. Para ele, bater o seu recorde de títulos em Roland Garros é algo mais difícil do que superar a marca de 24 Grand Slam alcançada por Novak Djokovic.

“Acho que será mais difícil quebrar meu recorde em Roland Garros do que o recorde de 24 títulos de Grand Slam do Djokovic. Se eu tivesse que apostar dinheiro, diria que levará mais tempo para ultrapassar 14 títulos de Roland Garros do que 24 títulos de Grand Slam”, afirmou Nadal.

Pensando unicamente em questão de tempo, o espanhol está correto, uma vez que são necessários pelo menos 14 temporadas para conseguir superar seu recorde em Paris, ao passo que matematicamente é possível igualar os 24 títulos de Grand Slam de Djokovic em seis temporadas.

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Armando Terribili Filho
Armando Terribili Filho
1 mês atrás

Se ganhar 24 Grand Slam é mais fácil, porque Nadal não fez o fácil? Essa polêmica é uma tentativa de desvalorizar aquilo que não conseguiu e super-valorizar suas conquistas…

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
1 mês atrás

O mais difícil eu não sei. Mas sem dúvida um dos maiores recordes de toda a história do tênis!

Sidnei MV
Sidnei MV
1 mês atrás

Opinião dele, cada um tem a sua. Por exemplo, pra mim, ganhar cada um dos 4 Grande Slam pelo menos 3 vezes (feito de Novak Djokovic, o GOAT) é ainda mais difícil..

Herald Santos
Herald Santos
1 mês atrás

Não vejo polêmica na declaração. Diria que é quase impossível chegar em 14 Grand Slams no saibro. O sujeito tem que jogar praticamente 15 anos sem perder. Os 24 Grand Slams acho mais factível (mas não fácil).

Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 mês atrás

Tudo certo, assim como ele já disse que Djokovic é o GOAT três vezes e na semana passada que faz parte do top 10 de maiores atletas da história.

Analdo
Analdo
1 mês atrás

Muito difícil de ser batido o recorde de 14 slans do Nadal, Talvez o Sinner e o Alcaraz possam chegar no recorde de slan que já é dificílimo, pois terão que manter o domínio e torcer para não aparecer ninguém no mesmo nível para dividir os títulos.

Neto Gomes
Neto Gomes
1 mês atrás

Minha aposta é que nem daqui a 50 anos os recordes de Nadal e de Djokovic serão quebrados.
O record de Nadal é realmente mais difícil, num piso que exige muito do físico.
Sobre o record de Djokovic, eu penso que nem Sinner nem Alcaraz irão quebrar.
Durante 15 ou 20 temporadas, ter um preparo físico, manter a chama acessa (motivação), continuar evoluindo e não surgir fortes adversários….é muito difícil isso ocorrer.

Wanderson
Wanderson
1 mês atrás

Não acho tão polêmica assim, realmente 14 títulos de RG arriscaria que nunca vai ser igualado assim como as 273 semanas consecutivas de Federer como número 1

Zan
Zan
1 mês atrás

Nadal, como de costume, só diz coisas lógicas. O leitor precisa se atentar ao que ele disse, pois o modo como é colocado pode confundir alguns menos atentos. Para levar 14 Rolanga, leva no mínimo 14 anos. Já 24 slams, no minimo 6 anos. Ter a consistência por 14 anos de ser o melhor no saibro é, provavelmente, único. Num rápido exercicio: se um dos Big3 nao existisse, bem possível os outros 2 Big chegassem a 24 Slams. Mas se Nadal não existisse, será que Federer ou Djoko ou outro chegariam a 14 Rolanga? Não creio.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Zan

Esse é o ponto mais contundente da afirmação de Nadal: 14 anos x 6 anos.
Nos 6 anos de 4 GS, podem acontecer eventos que facilitem o acúmulo deles, como por exemplo, determinado tenista dominante não participar ou perder cedo, além da completa mudança de ares que os quatro têm entre si, sem contar na pressão extra de ter que ganhar sempre o mesmo.

Mateus Cruz Tamiasso
Mateus Cruz Tamiasso
1 mês atrás

Faz sentido…

Leo Gavio
Leo Gavio
1 mês atrás

É tão bobo dizer isso, uma vez que RG só tem 1 a cada 12 meses, enquanto que GS tem 4 a cada 12 meses, em 8 anos, um cara do nivel do Federer 2006 ou Djoko 2015, focando só em slams, fecha facil os 24. pra fazer 14 RG, no minimo voce vai precisar de 16 anos de carreira. Ou seja, o sujeito tem chance até 2 vezes mais chance de morrer antes de chegar no decimo sexto ano, e ainda precisaria estar em forma o suficiente e não aparecer ninguem forte nos 16 anos.

Última edição 1 mês atrás by Leo Gavio
Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
1 mês atrás
Responder para  Leo Gavio

Como sempre o senhor Gavio viajando na maionese, até os coments acima já explica tudo , e parece que ele leu e fingiu não entender kkkkk

Expedito
Expedito
1 mês atrás
Responder para  Leo Gavio

Acho que não é bobo, e sim, óbvio. Sua explicação mostra isso.

Realista
Realista
1 mês atrás

Catorze é difícil mesmo, mas temos de refletir que Roland Garros e Austrália são os slams mais fáceis de acumular, enquanto Wimbledon e Us Open é muito mais difícil que os outros dois para acumulação. Os resultados dos grandes tenistas corroboram com essa afirmação.
Resumindo, é mais fácil empilhar 5 RG ou 5 AO do que 5 dos dois últimos slams

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Realista

Considerando apenas a Era Aberta (1968-presente), os maiores campeões masculinos de cada Slam são:

| Australian Open | Títulos |
| Novak Djokovic | 10 |
| Roger Federer | 6 |
| Andre Agassi | 4 |
| Jannik Sinner | 3 |
| Mats Wilander | 3 |

| Roland Garros | Títulos |
| Rafael Nadal | 14 |
| Björn Borg | 6 |
| Ivan Lendl | 3 |
| Gustavo Kuerten | 3 |
| Novak Djokovic | 3 |

| Wimbledon | Títulos |
| Roger Federer | 8 |
| Pete Sampras | 7 |
| Novak Djokovic | 7 |
| Björn Borg | 5 |
| John McEnroe | 3 |

| US Open | Títulos |
| Jimmy Connors | 5 |
| Pete Sampras | 5 |
| Roger Federer | 5 |
| John McEnroe | 4 |
| Rafael Nadal | 4 |

Se ignorarmos os dois maiores outliers (Nadal em RG e Djokovic no AO), a evidência parece apontar na direção oposta da tua afirmação original.

Wimbledon: três com pelo menos 7 títulos (Federer, Sampras e Djokovic).

US Open: três jogadores com 5.

Roland Garros: sem Nadal, 6 e depois vários com 3.

Australian Open: sem Djokovic, cai para 6.

Ou seja, a tua tese é furada. Não encontra apoio evidente nos dados.

O que vemos, é que o US Open parece ser o Slam mais difícil de ganhar. Wimbledon não. Pelo contrário.

Mais autocrítica na análise de dados. Melhor não citá-los no comentário se não mostrá-los. Mais evidências e menos desejos.

Realista
Realista
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

Temos de se ater aos fatos e não ao “se” ou o contorcionismo que você faz ao retirar Nadal e Djoko para chegar na sua conclusão.
Que bom sua conclusão: “wimbledon é o mais fácil”. Os tenistas adorariam ter essa mesma conclusão.
E temos de lembrar que o Nadal não teve grandes saibristas pra concorrer. Basicamente era ele e o Ferrer, Djoko e Federer tiveram de se tornar saibristas na marra para ocupar essa lacuna.
E sobre a Austrália, todo mundo sabe que o Djokovic teve caminho livre entre o início do seu auge em 2011 até 2023 com o crescimento de Sinner e Alcaraz.
E você sabe que no mundo todo o Wb e Us são bem mais valorizado e desejado pelos tenistas

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Realista

Não há contorcionismo nenhum. Queremos medir o efeito Nadal-Djokovic, com eles e sem eles (um procedimento estatístico bastante comum). Não muda a conclusão retirando o maior vencedor de Wimbledon e do US Open.

O que os atletas desejam é irrelevante. O que importa é a realidade dos fatos.

Realista
Realista
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

Você está sendo clubista e olhando com base na sua idolatria no Djokovic e Nadal. Tente olhar de maneira imparcial e sem fazer malabarismo. O mundo do tenis prefere e acha mais dificil e importante Us e Wb. Não é o que o Fernando Prado acha. E os números mesmo que você colocou embasa que os mais fáceis são RG e AO.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
1 mês atrás
Responder para  Realista

“O mundo do tenis prefere e acha mais dificil e importante Us e Wb”
De onde você tirou essa conclusão? Nos apresente a sua fonte.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 mês atrás
Responder para  Realista

Caminho livre surrando Federer, Nadal e Murray na maioria de suas conquistas.

Wimbledons do Federer valem menos, já que não ganhou de ninguém na maioria deles.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Realista

“temos que se ater aos fatos mesmo”.
O fato é que nenhum outro tenista, fora Nadal, passou de 6 RG até hoje, em mais de 100 anos de competição.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

Bill Tilden é o recordista do US OPEN com 7 títulos.

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Paulo Sérgio

Faleceu em 1953. A era aberta começou em 1968.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

No entanto, continua como o recordista com 7 estatuetas.

Jonas
Jonas
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

Ótima lista, só que o Sinner tem apenas 2 Australian Open até então. Considero os 10 AO do Djokovic um recorde muito complicado de cair.

Roland Garros é o Slam mais difícil de longe, os 14 do Nadal são imbatíveis. Talvez Alcaraz chegue aos 6 do Borg, difícil porém possível.

Wimbledon é onde tem mais risco do recorde cair ou ser dividido. Djokovic pode tentar empatar com os 8 do Federer. Ele tem 3 anos para tentar isso. Esse recorde pode vir a ser ameaçado por Sinner ou Alcaraz também.

US Open também acho bem possível Sinner/Alcaraz ou outro atleta chegar a 5 conquistas ou até mais, mas boa lista.

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Jonas

Obrigado, Jonas! A falha foi minha: pedi a tabela pra IA e não conferi as informações.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

Perfeito.
Isso mostra que falar com paixão, ás vezes provoca dar com burros n’água.
Salvo engano, Sinner é “só” bi na Austrália.

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás
Responder para  Realista

Nunca vi um “Realista-fale” tão fora da realidade… É mais do que óbvio que Roland Garros, só pelo fato de ser no desgastante saibro, é muito mais difícil de se acumular que Wimbledon ou Australian Open ou US Open!!!

Realista
Realista
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Não, não é mais difícil. É mais difícil para quem não é saibrista. Assim como Wimbledon é difícil para quem não sabe sacar bem e tem devolução ruim. Assim como pisos duros rápidos são mais difíceis para saibristas. Só que no saibro, há pouca concorrência. NO caso do Nadal era ele sozinho e a concorrência era baixa com apenas Ferrer e os caras de piso rápido que preenchiam essa lacuna.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Realista

Bjorn Borg discorda veementemente de você.

Edu Martins
Edu Martins
1 mês atrás

Alguns se esquecem que para chegar a números como esses, 14 ou 24, trata-se do final de carreira em jogo, números alcançados em 20 anos de carreira, depende de quanto o jogador se preservou e conseguiu chegar neste final, ganhar os 5 ou 10 primeiros é teoricamente muito mais fácil do que os próximos até o fim de carreira, então quando vemos jogadores novos agora com a aparência de que vão bater todos os recordes em 5 anos, é um verdadeiro engano, o físico vai cobrando seus desgastes entre outras variáveis, é o que estamos vendo ainda muito cedo com os dois “foguetes” atuais que tem pisado bastante no acelerador, Sinner e Alcaraz!

Então o que o Nadal fez acho que vai ser muito mais dífícil repetir, acho que ele teve um pouco de sorte também quando apareceu ou acentuou os problemas, no pé é muito mais contornável que no quadril, os desgastes no saibro é reconhecidamente maior pra vencer, e curiosamente é onde muitos sem chance na grama e piso duro tentam como seu único possível sucesso, a concorrência sempre foi dura, pois quase sempre ocorre o inverso, os na grama e piso duro não conseguem muito sucesso no saibro!

Última edição 1 mês atrás by Edu Martins
Jonas
Jonas
1 mês atrás
Responder para  Edu Martins

Você tem razão. Vamos pegar o exemplo do Federer: ele tinha 16 Slams aos 29 anos e o mundo inteiro achava que ele passaria dos 20 Slams. De repente a fonte seca, sendo que não houve qualquer tipo de lesão na época.

Por isso o tênis é tão interessante. É um esporte muito dinâmico. No início do ano, muita gente cravava mais um Australian Open para o Sinner e o que vemos agora? Ele está com 4 Slams no total e não vence um desde Wimbledon. São muitas variáveis: nível técnico e físico do atleta, novas gerações, gerações mais veteranas etc etc.

José Afonso
José Afonso
1 mês atrás

Falou o óbvio, mas fica feio vindo dele próprio. A não ser que tenha vindo no contexto de uma pergunta, aí deve responder mesmo, sem fugir da raia.

Eu acredito que nunca verei esse recorde quebrado — e espero viver mais 60 anos, pelo menos. Mas se o tênis seguir existindo por séculos, pode ser que surja outro monstro do saibro que quebre, embora extremamente improvável.

O recorde do GOAT é bem difícil, mas muito mais viável. Ele próprio teria mais de 24 se não fosse a pandemia e bolada em juíza, fatores de puro azar do destino.

Edu Martins
Edu Martins
1 mês atrás
Responder para  José Afonso

Realmente, a bolada e pandemia tiraram a oportunidade deste recorde absoluto (considerando o feminino junto) ainda perseguido por ele! A partida com Medvedev que tirou o Grand Slam dele foi outro destino imperdoável que aconteceu! É o tenis!

José Afonso
José Afonso
1 mês atrás
Responder para  Edu Martins

Infelizmente, Edu!

Há jogadores que dão muita sorte (Alcaraz, até 2026) e outros muito azar, como Novak Dojokovic.

Ruy Machado
Ruy Machado
1 mês atrás
Responder para  José Afonso

Verdade, poderia ter mais GS… e o Nadal? Esqueceu da Síndrome de Müller-Weiss no pé esquerdo que começou a afetá-lo aos 19 anos? Ou seja, quase 2 décadas sofrendo de uma doença degenerativa que, ao defender o pé lesionado, acumulou lesões no corpo inteiro! Por baixo, ganharia uns 30 GS e 50 M1000? Vou usar suas palavras: fatores de puro azar do destino…

José Afonso
José Afonso
1 mês atrás
Responder para  Ruy Machado

Ruy, é verdade, Nadal também é um azarado. Caso fosse 100% saudável, é evidente que teria mais títulos de Grand Slam, quem sabe mais do que Djokovic, de quem sou fã.

Eu não gosto do Nadal e tenho Federer como segundo predileto, mas também é inegável que este teria ficado ainda mais pra trás se não fossem a pandemia e os problemas físicos de Nadal.

Sem a pandemia e a bolada, acredito que Djoko teria 27 títulos. Nadal totalmente saudável é imprevisível pra mim, pois não sei quantos torneios de Grand Slam ele perdeu por esses problemas nem quantos deixou de participar.

Ruy Machado
Ruy Machado
1 mês atrás
Responder para  José Afonso

Eu te respondo quantos ele deixou de participar… 18 GS

Daniel Ferreira
Daniel Ferreira
1 mês atrás

É um feito monstruoso, praticamente inalcançável, mas ele mesmo acabou de diminuí-lo. Pra quê?
Comparação desnecessária e unidimensional….

Sergio
Sergio
1 mês atrás

Nadal quase invencível em Roland Garros. Concordo com ele.

NFdS
NFdS
1 mês atrás

Nenhuma polêmica nessa declaração. É uma obviedade matemática.

Nei Costa
Nei Costa
1 mês atrás

Então porque ele não ganhou 24 slams?kkkkkkk

Luciano Antonio
Luciano Antonio
1 mês atrás

Óbvio que ele está certo! Duvido muito que mesmo o Sinner e o Alcaraz mantendo o alto nível, cheguem a 14 taças em Paris! Nadal no saibro, acredito eu, que foi único. Dificilmente aparecerá outro como ele na terra batida!

Ronildo
Ronildo
1 mês atrás

Sim, com certeza. Nadal está repleto de razão. Alguns projetam 30 slans para Alcaraz. Porém ninguém imagina ele ganhando 14 em nenhum deles.

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