Brasília (DF) – A primeira semifinal do challenger de Brasília já está definida e o representante nacional nela será o cearense Thiago Monteiro. Nesta sexta-feira, ele levou a melhor no duelo 100% brasileiro pelas quartas com o catarinense Pedro Boscardin, dominando o compatriota com uma vitória por 6/1 e 6/2, em 1h12 de confronto.
“Estava preparado para uma batalha, mas felizmente consegui jogar muito bem. Ele errou um pouquinho mais e eu foi aproveitando as oportunidades que apareceram. Estou confiante para a semifinal e tem tudo para ser mais um grande jogo amanhã”, disse o canhoto cearense após a vitória.
Seu próximo adversário na competição será o português Henrique Rocha, cabeça de chave número 5, que mais cedo fez valer o favoritismo e abriu o dia derrotando o boliviano Juan Carlos Padro Angelo em sets diretos, com duplo 6/3 anotado em apenas 69 minutos. Será o primeiro duelo entre Monteiro e Rocha no circuito profissional.
“Tenho que estar firme porque ele é um cara muito intenso. Não posso deixá-lo ficar confortável, tenho que me impor com meu saque e tomar a iniciativa, ao mesmo tempo não posso deixar que os erros alimentem seu jogo. Será bem tático e equilibrado”, avaliou o brasileiro sobre o próximo jogo.
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Mesmo com a boa campanha desta semana, Monteiro precisa de mais vitórias pare evitar uma dura queda no ranking. Atual número 232 do mundo, ele está caindo provisoriamente para o 256º lugar com a semi. O cearense pode ficar entre os 240 se for para a final e até subir para o 217º posto em caso de título.
Embora tenha a possibilidade de perder terreno no ranking, Monteiro não se mostra preocupado com isso. “Não penso muito na defesa dos pontos e sim no que posso somar. Se conseguir treinar e competir bem, sem dúvida eu vou acabar somando o que preciso”, comentou.
A quantidade de erros de Boscardin realmente fez a diferença na partida, com o catarinense cometendo 31 erros não forçados contra 19 de Monteiro, que por sua vez anotou o dobro de winners (14 a 7). Nos break-points, o cearense aproveitou quatro dos seis que teve a seu favor e salvou os dois que teve contra.












Esse Monteiro, é um guerreiro. Bora buscar esse título e subir na tabela.
Dominou mesmo. Mas Boscardin estava abaixo hoje, além de estratégia errada, jogando muito pelo forehand do Monteiro. Meio para o final mudou para o back do Monteiro e equilibrou mais o jogo, mas já era tarde.
Monteiro foi bem hoje realmente(sobretudo no aproveitamento com o saque) mas, o placar dilatado foi mais fruto da partida desastrosa do Boscardin do que de qualquer outra coisa.. menos de 50% dos pontos ganhos com o 1º serviço, 7 winners x 31(!) erros não forçados.. complicado..
De qualquer modo, boa sorte ao Monteiro nas SF, na torcida!
Não vi o jogo hoje, mas ontem o Boscardin teve um baixo aproveitamento de acerto do primeiro saque, dependendo muito do segundo.
Mesmo num momento complicado do ranking, Monteiro e Wild tem golpes bem mais pesados que os nossos jogadores da nova geração (Boscardin, Heide, Reis). O forehand deles é bem pesado (quando tá calibrando).
Infelizmente essa queda dos pontos das campanhas do ano passado tá prejudicando demais as campanhas do Monteiro. Mês passado ele era o 208º, e agora tá caindo pra mais de 250º. Surreal pra ele. Monteiro não tem jogo pra ficar em 250.
Sugiro uma pauta sobre o que considero ser uma indecência: a quase impossibilidade de acessar o Challenger de Brasília.
O torneio Brasília Tennis Open só é open para quem é sócio do Iate Clube de Brasília, sede do evento.
O público externo está impedido de assistir aos jogos do esvaziado torneio. A única milagrosa forma de acompanhar in loco é ser um dos 70 agraciados por ingressos distribuídos no Instagram do clube.
Pergunto: quem tem obrigação de acompanhar o Instagram do clube? Que evento sério faz isso? Quem é obrigado a ter conta no Instagram pra acessar um torneio?
Terminei o trabalho mais cedo para apreciar o esporte que amo e prestigiar o torneio. Mas entusiastas e torcedores não estão no foco da CBT? Fico me perguntando quais são as prioridades da confederação.
Liguei na sede da instituição e o atendimento foi descabido. A informação é que eles só cedem a data. E que a organização é de responsabilidade do Grupo Try.
Não há qualquer referência ao tal grupo nos banners na entrada do clube ou no material de divulgação. As logos presentes são da ATP e da CBT.
Uma vergonha o tratamento dado aos torcedores de Brasília. Pra não ter público local, não é necessário trazer o torneio pra cá. Infelizmente, isso é uma tristeza pro tênis nacional.
A explicação dos promotores é que a restrição é norma do clube. O Iate Clube sequer queria autorizar a entrada de não-sócios e os promotores conseguiram essa cota de 75 pessoas diárias.
Olha Dalcin eu não sei dos detalhes da situação em Brasilia mas, no challenger em Itajai em Janeiro desse ano, no clube Itamirim, eu presenciei isso in loco: um evento que recebeu aporte financeiro da prefeitura municipal da cidade e que os promotores alegavam que “as entradas estariam disponiveis gratuitamente ao publico em geral via solicitação do ingresso no site indicado a partir das 10h da manhã do dia anterior”.. pois você podia entrar todos os dias rigorosamente as 10h da manhã no bendito site que constava: “ingressos já esgotados”..
Acabei conseguindo ir prestigiar as semi finais do torneio porque justamente uma colega sócia do clube tinha direito a “x entradas” por dia de jogos que não iria usar mas, achei sim constrangeador esse verdadeiro estelionato aplicado aos torcedores sem contatos.. se usa dinheiro público, dizem querer “popularizar o esporte” mas na prática as coisas são feitas para manter o tênis como um esporte elitista no Brasil..
Deixo por fim aqui um exemplo positivo nesse sentido: o Challenger de Florianópolis, também disputado no Iate Clube da cidade: fui ao evento nos dois últimos anos e ali de fato a entrada era livre e gratuita ao público em geral, se respeitando apenas a ordem de chegada para ocupar os assentos disponíveis, esse evento sim é o exemplo a ser seguido!
Sou particularmente contra o uso de dinheiro público em torneios profissionais. Ele só deveria ser aplicado em eventos amadores e trabalhos de massificação. Mas pior ainda é se o torneio “patrocinado” ainda cobra entrada ou limita a presença de público.
Muito boa noite, José Nilton Dalcim. Quando houve o evento na Sociedade Esportiva Sanjoanense em São João da Boa Vista, SP, onde a Nauhany Silva foi campeã, todos os torcedores entraram gratuitamente sendo sócios ou não do clube. Isto deveria ser uma regra geral, só barrando quando for atingido o público total permitido para o local. Abraços e continue o belo trabalho que faz de divulgação das conquistas dos tenistas brasileiros.
Concordo, Airson!
Caro Dalcim,
Obrigado pelo retorno. Se o clube não aceita “forasteiros”, a organização deve procurar outra sede. Os torneios realizados no Clube do Exército e no complexo da Play Tennis costumam ser ótimos e acessíveis. Por que organizar num lugar que não aceita público?
Esse é só mais uma situação triste do tênis brasileiro. A vontade de segregar é evidente. Quem lucra com isso? A meu ver, todos perdem. A CBT, a responsável de fato, não dá a mínima pra ter audiência nos eventos.
Não tenho interesse em acompanhar o torneio interno do Iate. Só queria ver o “Open” da minha cidade, torneio que, infelizmente, não quer a minha presença.
Menos mal que não levei minhas filhas.
Abraço,
Hugo
Infelizmente, acabam trabalhando para desmotivar o público e os amantes do tênis. Deveria ser totalmente o oposto.
O Iate Clube dessa cidade sem rio nem mar deve ser tão elitista, que odeia até mesmo os fãs de tênis. Fizeram um torneio challenger pros sócios proprietários do clube. Escandaloso.
Perfeito. O IATE deveria ser punido pela ATP. Tal restrição ao público é absurda.
Tentei hoje ir ao clube TB. Foi a msm história. Até nos jogos dos brasileiros tinha pouca gente.
Temos o que merecemos! Se ninguém se mobiliza, tudo fica na mesma. Apartheid social!
Não vi o jogo, para avaliar o nível de tênis, mas foi até certo ponto surpreendente a fácil vitória do Monteiro. Sua 1º semifinal do ano. Vai tentar chegar a sua 18º final de Challenger na carreira. Bora Monteiro
Parabéns Monteiro
Partida terrível do Boscardin
Grande Monteiro! Bora copar!
Parabéns Monteiro, mas vale um comentário. Não a toa o ganhador já foi top 100 por anos, o outro nem no top 200… Boscardin precisa treinar muito e jogar muito mais.
Torneio com péssima organização e elitista para um Challenger. Absurdo!