Melbourne (Austrália) – Atual campeã do Australian Open, Madison Keys não esquecerá tão cedo de Oleksandra Oliynykova, número 92 do ranking, que deu trabalho para a norte-americana conseguir defender seu favoritismo no torneio nesta terça-feira.
A croata venceu os quatro primeiros games, mas a experiência de Keys fez com que o jogo pudesse virar, marcando um placar vitorioso de 7/6, (8-6) e 6/1. Em entrevista, a campeã elogiou o nível da adversária, que não só estreou em um Grand Slam nesta partida, como também fez sua primeira aparição em um torneio de nível profissional.
O último jogo de Oliynykova havia sido no início de dezembro, no WTA 125 de Quito. Além disso, sua disputa mais recente em uma quadra dura foi em agosto, em Flushing Meadows, quando a australiana Lizette Cabrera a eliminou no quali. Tudo isso torna sua batalha contra Keys ainda mais interessante, e gera expectativas sobre a croata nos próximos torneios.
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“Minha adversária hoje foi incrível. Ela começou muito bem, é uma competidora fantástica e definitivamente dificultou as coisas para mim… Com certeza não é o estilo típico que se vê todos os dias, o que eu acho que torna tudo um pouco mais complicado, como as mudanças de ritmo com as bolas mais altas e o slice, além da velocidade, fizeram com que ela alcançasse muitas bolas”, elogiou Keys.
“Então, isso realmente me fez me esforçar mais do outro lado da rede hoje, o que eu consegui fazer, foi que no final, eu consegui confiar em mim mesma, dar um passo para trás e simplesmente arriscar meus golpes”, completou.
Retorno ao palco de seu primeiro Slam
Keys também comentou que estava pensando há muito tempo sobre seu retorno ao único Grand Slam que já conquistou, e destacou a importância de aproveitar o momento.
“Eu estava pensando nesse momento praticamente durante um ano”, disse Keys. “Foi incrível entrar em quadra pela primeira vez desde que saí há um ano… Eu estava conversando com a Lindsay Davenport ontem e ela me lembrou que poucas pessoas conseguem ser campeãs de um Grand Slam. Então, estou tentando aproveitar ao máximo e, apesar do nervosismo no início, estou muito feliz por estar de volta e por ter conseguido vencer essa partida”, disse.
“No momento em que eles dizem: ‘Preparar, jogar’, tudo te atinge de uma forma que eu acho que você nunca conseguiria explicar para alguém. Mas por mais tenso e estressante que isso possa ser, continuo me lembrando de como poucas pessoas têm a oportunidade de vivenciar esse momento”, completou.
Na segunda rodada, a norte-americana enfrentará a sua compatriota Ashlyn Krueger, de 21 anos e atual número 62 do mundo, que, nesta terça venceu a tcheca Sara Bejlek com duplo 6/3.












Acho a Keys uma grande jogadora, pois tem algum recurso técnico, saca bem e tem uma boa direita, porém a sua fragilidade é a mobilidade. Após a grande conquista do AO parece que ela se acomodou ou perdeu o foco, e aí o nível caiu, agora tem que correr atrás do prejuízo que certamente se não chegar nas finais do AO cairá do ranking infelizmente, seria uma pena porque a Keys é jogadora top 10 tranquilamente e ficar atrás da Bencic é complicado.
Agora é uma pena ver a Ucrânia sendo esmagada por um tirano, por isso que sempre alerto aqui para entenderem e não condenarem atleras ucranianas porque só elas sabem a dor que carregam, então se notam a tristeza delas pós-jogos, mas tem insensatos aqui e até sem humanidade a condenam só porque elas não cumprimentam a Sabalenka ou outros, ora bolas, falam isso é porque não sabem a dor de quem vivem em guerra, claro sou contra elas culparem os atletas russos e Belarus, mas também sei enxergar a situação que elas vivem e não as condeno por isso. Vendo a coletiva da ucraniana, que perdeu para Keys, se nota a tristeza dela e é difícil até para ela ou outras serem profissionais, espero que as falas da Oleksandra abram um sentimento de humanidade daqueles que aqui criticam as sofridas ucranianas.