Matosevic ficará suspenso até 2030 por facilitar acesso ao doping

Marinko Matosevic (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Londres (Inglaterra) – A Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) anunciou nesta segunda-feira que o australiano Marinko Matosevic, ex-top 40 do ranking e atualmente treinador, foi suspenso por quatro anos, punição que se estende até 15 de março de 2030.

Segundo a entidade, um tribunal independente concluiu que Matosevic cometeu cinco violações ao Programa Antidoping do Tênis (TADP) entre 2018 e 2020. Entre elas estão o uso de método proibido por meio de doping sanguíneo enquanto ainda era jogador, além de facilitar que outro atleta recorresse ao mesmo método, aconselhar jogadores sobre como evitar resultados positivos em exames e uso e posse da substância proibida clenbuterol.

Durante boa parte do processo, Matosevic negou todas as acusações, admitindo apenas pouco antes da audiência que havia praticado doping sanguíneo. O presidente do tribunal independente, Michael Heron KC, afirmou que as ações do australiano “foram muito além de uma associação passiva e constituem participação intencional” em violações do programa antidoping, destacando que a conduta “ataca diretamente a integridade do sistema antidoping”.

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A investigação da ITIA teve início em 2024, quando surgiram evidências de possíveis irregularidades. O treinador foi formalmente acusado em maio de 2025 e o caso acabou encaminhado para julgamento após ele contestar as acusações. A audiência foi realizada por videoconferência em 9 de fevereiro de 2026, mas Matosevic optou por não comparecer, apesar de diversas notificações. Em 16 de março de 2026, o tribunal confirmou as infrações e aplicou a suspensão de quatro anos.

Além da punição, o australiano teve resultados e premiações obtidos nos challengers de Morelos e Indian Wells, em fevereiro de 2018, anulados, período próximo à violação envolvendo doping sanguíneo. Durante a suspensão, ele está proibido de jogar, treinar, trabalhar como técnico ou participar de qualquer evento de tênis sancionado por entidades ligadas à ITIA, como ATP, ITF, WTA e federações nacionais.

Outros dois australianos cumprem suspensão no momento

O caso amplia a lista de problemas recentes do tênis australiano com o antidoping. O país tem outro jogador suspenso, o duplista Max Purcell, ex-top 10 do ranking da modalidade, que aceitou uma punição de 18 meses após admitir ter recebido duas infusões intravenosas acima do limite permitido de 100 ml em um período de 12 horas. Embora o caso não envolva substância proibida, o método é vetado pelas regras antidoping e também resultou em sanção.

Além deles, o australiano Dayne Kelly, ex-252º do mundo, também cumpre suspensão provisória enquanto é investigado por múltiplas possíveis violações das regras antidoping.

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