Londres (Inglaterra) – A ótima temporada da ucraniana Marta Kostyuk ganhou mais um capítulo importante nesta quarta-feira, quando ela se garantiu na segunda semifinal consecutiva de Grand Slam. Depois do sucesso no saibro de Roland Garros, ela agora está na penúltima rodada sobre a grama de Wimbledon e para isso despachou com autoridade a italiana Jasmine Paolini, vice-campeã de 2024, com as parciais de 6/3 e 6/2.
Sua adversária já nesta quinta-feira sairá do duelo em andamento entre a tcheca Linda Noskova e a belga Elise Mertens. Venceu a tcheca rumo ao título de Madri três meses atrás e também lidera por 2 a 1 contra a belga, com duas vitórias em 2024.
“Alô, Central”, brincou a ucraniana, que pela primeira vez jogou no icônico estádio. “Minha treinadora me trouxe aqui ontem para eu dar uma olhada e sentir o clima. Estive aqui nove anos atrás para assistir a Roger (Federer) e foi tão incrível. Estar aqui foi incrível”. Ela também destacou a importância da vitória rápida diante do calor de 31 graus.
Número 13 do ranking aos 24 anos, Kostyuk garante provisoriamente um inédito lugar no top 10 do ranking. Caso Noskova avance na outra partida de quartas de final, será também um duelo direto pelo posto. De qualquer forma, o 11º já garantido será sua mais alta classificação da carreira.
Curiosamente, Kostyuk chegou a este Wimbledon sem nenhuma vitória sobre a grama desde o torneio de 2024, tendo sofrido três derrotas no ano passado e não ter feito preparatórios depois da grande campanha em Paris. Ela chega também a 27 vitórias em 32 partidas desde janeiro, tendo vencido dois títulos seguidos sobre o saibro, em Rouen e Madri.
Kostyuk tem agora quartas de final de Slam em três pisos diferentes, já que foi à quinta rodada do Australian Open de dois anos atrás, e assim é apenas a segunda jogadora de seu país a obter tal feito, igualando Elina Svitolina, que fez semifinais em Wimbledon em 2019 e 2023.
Paolini entrou em quadra não apenas com experiência superior na grama, mas também com histórico de duas vitórias consecutivas sobre Kostyuk, a mais recente delas em Cincinnati de 2023. O jogo no entanto só foi equilibrado nos primeiros games. A ucraniana logo impôs suas bolas bem mais profundas e pesadas e passou gerar muitas dificuldades para a italiana se manter nos pontos.
Kostyuk obteve a primeira quebra ainda no quinto game, ameaçou no sétimo e voltou a quebrar no nono, tendo perdido apenas três pontos com seu próprio serviço. O domínio prosseguiu no segundo set, quando abriu logo 3/1 e só então teve um game de saque mais exigente. Finalizou o jogo com 19 winners contra oito e 19 erros diante de 26.














Caro Dalcim, na sua opinião, o que falta para a tcheca Muchova para ganhar um Grand Slam?!
Penso que talvez um aprimoramento da parte física. O que você acha?
Sim, mas ela também não tem tido sorte com as lesões. Acho que ela precisa confiar um pouco mais em si própria. Talvez seja um caso parecido com o Zverev, ou seja, um bloqueio que pode sumir quando enfim ganhar o primeiro Slam.
Que fase da Marta Kostyuk! Duas belas semifinais, leste europeu colocando 3/4 nas SF.