Kostyuk critica decisão do COI: “Quero vencer todas as russas”

Marta Kostyuk (Foto: AELTC)

Londres (Inglaterra) – Marta Kostyuk voltou a comentar o impacto da guerra na Ucrânia e condenou a decisão do Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o fim da suspensão do Comitê Olímpico Russo. Após assegurar vaga inédita nas semifinais em Wimbledon, a ucraniana não escondeu a indignação e afirmou que pretende conversar com outras jogadoras e autoridades ucranianas.

A número 13 do mundo passou sem sustos pela italiana Jasmine Paolini, mas demonstrou estar pensando já no futuro, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028. Ela reiterou como tem sido difícil conciliar a vida pessoal com o circuito profissional e que vai se manter engajada contra o conflito.

“Minha opinião é que isso é terrível e está muito, muito longe do fair play para todos os países envolvidos, e não apenas para a Ucrânia. Eu discordo 100% dessa decisão do COI. Muita gente já se manifestou sobre o assunto e obviamente também não concorda. Não acho que algo vá mudar, então só quero entrar em quadra e vencer todas as russas que eu enfrentar nos Jogos Olímpicos”, disparou.

A atleta de 24 anos ainda avalia como agirá daqui em diante e vai buscar o diálogo com outros interessados, como a compatriota Elina Svitolina. “Tenho certeza de que vamos fazer alguma coisa a respeito disso. Definitivamente não será antes da minha semifinal aqui em Londres”, afirmou.

“Talvez eu fale mais sobre isso no US Open ou em outro momento, quando tiver tempo de conversar com a equipe, com as outras jogadoras e também com o governo para ver o que vamos fazer. Mas, agora, não é nisso que estou focada”, prosseguiu.

Ciente da voz que tem para representar atletas e falar sobre o tema, Kostyuk relatou o momento atual de seu país. “Espero que isso signifique muito para a Ucrânia. Não é fácil me desligar completamente do que está acontecendo”, lamentou.

“Foi mais uma noite muito difícil, com muitas pessoas mortas, inocentes, crianças. Não é fácil. Tento estar ciente de tudo o que está acontecendo e, ao mesmo tempo, fazer com que isso não me afete demais, mas cada dia é diferente. Vou lidando com isso conforme as coisas acontecem”.

A ucraniana aproveitou para dedicar o triunfo nas quartas aos familiares. “Eu estava pensando em minha mãe e no meu avô. Fico muito feliz por conseguir viver isso enquanto ele ainda está vivo, com 89 anos, e me manda mensagem depois de cada partida dizendo o que eu deveria fazer melhor”, comentou emocionada.

“Nas últimas partidas, ele só tem dito o quanto está orgulhoso e o quanto estou jogando bem. Isso já é uma vitória para mim. Estou muito feliz por eles poderem testemunhar esse momento. Eles sacrificaram tanto tempo e energia pelo meu tênis, pela minha carreira e ainda fazem isso. Eles merecem isso tanto quanto eu”, destacou.

Kostyuk celebra evolução e trata semi como “mais um jogo”

A ucraniana vai desafiar a jovem tcheca Linda Noskova, a quem venceu na campanha do título em Madri. Apesar do retrospecto positivo, ela garante que são situações distintas. “São dois torneios diferentes, o piso é diferente. Então, sinceramente, nem penso nisso. Vou entrar nessa partida como se fosse apenas mais um jogo”, garantiu. O duelo acontece nesta quinta-feira, no segundo jogo da Quadra Central, por volta de 11h30 (horário de Brasília).

Sobre a ascensão nos últimos meses, Kostyuk avaliou como busca se desenvolver constantemente. “Quando alguma coisa não está funcionando, isso mostra onde você não está fazendo o suficiente ou o que está fazendo errado. Eu acho que derrotas e momentos difíceis são ótimos para evoluir. Abraço esse desafio, embora não tenha sido fácil pensar assim durante boa parte da minha vida. Isso exigiu muito trabalho”, reconheceu.

A cabeça de chave 12 demonstrou maturidade ao examinar seu grande momento. “Perder sets, games ou o que quer que fosse me mostrou que eu não estava me dando chance de respirar nem de tentar realmente fazer algo nessa superfície. Depois, fui melhorando nesse aspecto”, ponderou.

“Comecei a jogar melhor e a estrutura do meu jogo começou a aparecer. Todos nós trabalhamos muito duro todos os dias, então tento tirar o máximo disso, especialmente quando as coisas não estavam indo bem”, resumiu Kostyuk.

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Ramires
Ramires
23 horas atrás

Não tem sentido querer a punição de atletas russas por razões políticas

Neto Gomes
Neto Gomes
1 dia atrás

O erro é trazer questões políticas para dentro da quadra.
Motivação a mais para vencer as partidas?
Patriotismo?
Marketing?
Fato é que as tenistas russas não são responsáveis pela guerra.

Leo Gavio
Leo Gavio
1 dia atrás
Responder para  Neto Gomes

Errado, o problema não são os atletas russos, mas a mensagem que é passada ao publico russo, que tá tudo normal e não está, a punição não é aos atletas e sim contra o regime russo diante da população russa. O professor HOC publicou um video, ontem, mostrando as barbaridades que soldados russos fazem contra mulheres e meninas ucranianas, aquilo não é normal, não pode ser normalizado e a suspensão dos atletas russos é uma forma de comunicar ao povo russo que a Rússia (regime Putin e seu exercito) está cometendo crimes contra a humanidade.

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
1 dia atrás

Desta vez a Kostyuk me desapontou!

Sergio
Sergio
1 dia atrás

Postura absurda da ucraniana. Nada a ver. Até o COI já está revendo essa questão. Sinal de que o problema em si não tem nada a ver com os atletas russos ou bielorrussos.

Fernando Venezian
Fernando Venezian
1 dia atrás

Se as coisas fossem Justas, os EUA estariam banidos das competições desde de muitas décadas atrás! Aquele país comete as maiores barbaridades pelo mundo e nada acontece! Essa hipocrisia já encheu o saco!

Última edição 1 dia atrás by Fernando Venezian
Mário Mendonça
Mário Mendonça
1 dia atrás
Responder para  Fernando Venezian

E Israel?

Fernando Venezian
Fernando Venezian
23 horas atrás
Responder para  Mário Mendonça

Mário, Israel é o fantoche americano no Oriente Médio! Só cometem tantas atrocidades, pq sabem que seguirão impunes! O mundo tá uma vergonha!

Última edição 23 horas atrás by Fernando Venezian
Sergio
Sergio
1 dia atrás

Muito arrogante é prepotente
Tomara que perca

Petit
Petit
1 dia atrás

Ela fala como se as atletas russas apoiassem a guerra, o que não é o caso. Se esquece que é muito difícil para as russas se posicionarem publica e abertamente contra tudo isso em um regime que não aceita represálias.

Evandro
Evandro
1 dia atrás

“quero entrar em quadra e vencer todas as russas que eu enfrentar nos Jogos Olímpicos”. Já? Confederação ucraniana amou tanto que ela já se considera convocada.

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás

Fantástica a Kostuk! Talvez seja ela a próxima número 1 ao invés da Rybakina.

Craig
Craig
1 dia atrás
Responder para  Ronildo

“emocionado”……

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
1 dia atrás
Responder para  Ronildo

A Kostyuk está com 24 anos, é 3 anos mais nova que a Rybakina. Quando ganhou Wimbledon em 2022, a Rybakina tinha 23 anos, idade menor que a da ucraniana atualmente. É muito fácil elogiar uma jogadora quando ela está em boa fase e é fácil também duvidar de outras jogadoras que estão em momento de baixa. Vamos ver se você vai pensar da mesma forma se a Kostyuk não ganhar este torneio de Wimbledon.

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