Jogador a ser batido, Sinner mantém o foco: “Feliz de estar nessa posição”

Jannik Sinner (Foto: Jean-Baptiste Autissier/FFT)

Paris (França) – Um ano depois de ter ficado a um ponto do título de Roland Garros, Jannik Sinner volta a Paris com mais uma oportunidade de conquistar o troféu inédito. Líder do ranking mundial, o italiano venceu os três Masters 1000 da temporada de saibro, em Monte Carlo, Madri e Roma, e chega embalado por uma sequência de 29 vitórias consecutivas. Além disso, não terá a concorrência do bicampeão Carlos Alcaraz, afastado por lesão no punho.

Com 36 vitórias e apenas duas derrotas na temporada, Sinner sabe que será o principal alvo dos adversários em Paris, mas tenta manter o foco apenas no próprio desempenho. “Todo mundo está tentando me vencer, mas isso é a coisa mais normal do mundo. Você precisa estar preparado”, afirmou. “Partidas em melhor de cinco sets são diferentes. Você tem mais tempo para entender como vencer um adversário e até para encontrar soluções depois de um começo ruim”.

O italiano também reconheceu o desgaste provocado pela sequência de torneios, embora veja o momento atual de forma positiva. “Foi um período muito longo, mas extremamente positivo. Sou feliz por estar nessa posição”, comentou. “Acho melhor estar numa situação em que você vence e começa a sentir cansaço do que se sentir muito bem e perder cedo”. Sinner explicou ainda que tenta equilibrar intensidade e recuperação nos treinamentos para chegar em boas condições à estreia.

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Depois do título em Roma, o primeiro de um italiano no torneio desde Adriano Panatta em 1976, Sinner passou alguns dias com a família antes de viajar para Paris. O número 1 do mundo destacou também a ligação especial que criou com Roland Garros após a campanha do ano passado. “É um torneio muito especial para mim e a cada ano as coisas ficam melhores. No ano passado estivemos muito perto. A conexão com o público foi muito legal e guardo sentimentos positivos daqui”.

Protestos contra a direção de Roland Garros

Sinner estreia diante do francês Clément Tabur e, assim como outros nomes importantes do circuito, também falou sobre a insatisfação dos jogadores com as premiações em Roland Garros. Sua entrevista coletiva foi limitada a 15 minutos, número que representa o percentual aproximado da receita atualmente destinado aos atletas.

“Não é nada contra os jornalistas. Estamos felizes em cumprir nossas obrigações”, explicou o italiano. “Estamos apenas tentando nos colocar numa posição em que possamos ter alguma voz. Esperamos há mais de um ano por uma pequena resposta e tentamos iniciar algo”. Sinner ressaltou ainda que as reivindicações não envolvem apenas premiação, mas também aposentadoria e participação dos jogadores nas decisões dos torneios que compõem o Grand Slam.

Ao comentar sobre um possível boicote no futuro, o líder do ranking não descartou a possibilidade, mas afirmou que qualquer medida dependerá da união entre os atletas. “Sem nós os torneios não podem existir”, disse. “Vamos ver como os outros torneios vão reagir depois deste evento e então decidiremos o que fazer”.

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Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
21 dias atrás

Sinner é acima da média em todos os sentidos! Um jovem muito especial!

Wanderson
Wanderson
21 dias atrás

Grande Sinner número 1 indiscutível uma verdadeira bênção para o tenis

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