Gauff celebra semi inédita: “Consegui me preparar desta vez”

Coco Gauff (Foto: Jon Super/AELTC)

Londres (Inglaterra) – Coco Gauff demonstrou enorme sensação de alívio após enfim avançar pela primeira vez às semifinais em Wimbledon. A norte-americana levou a melhor sobre a compatriota Jessica Pegula e explicou que a boa campanha se deve ao preparo ideal para competir na grama.

Gauff ainda comentou sobre o fato de o Grand Slam britânico contar com tantas campeãs diferentes ao longo dos anos e como utilizou o tempo após a queda na terceira rodada em Roland Garros para se preparar melhor para a grama.

De acordo com a número 7 do ranking, o curto espaço de tempo entre os eventos dificulta a adaptação. “Acho que esse é o principal fator para haver tantas campeãs diferentes em Wimbledon. No ano passado foi muito difícil até descansar. Você vem de uma longa sequência no saibro, passa semanas em Paris e chega esgotada”, disse. Em 2025, ela conquistou Roland Garros e caiu na estreia em Wimbledon.

Motivada a mudar a história, a atleta de 22 anos celebrou a grande forma. “Este foi o primeiro ano em que realmente tive uma boa preparação e tempo para treinar na grama. Pude focar no trabalho de pernas, como queria jogar e trabalhar em alguns detalhes”, comentou.

“Acho que isso explica por que estou tendo sucesso e também por que Wimbledon é tão difícil de se defender. Quem vai muito longe em Roland Garros nem sempre consegue jogar tão bem aqui”, avaliou a ex-vice-líder do ranking.

Gauff ainda destacou que diminuiu a cobrança sobre si para poder jogar mais solta em Londres. “Talvez seja mais satisfatório quando as expectativas são baixas e você consegue superá-las. Em Paris, eu me coloquei sob enorme pressão. Acho que acabei me bloqueando mentalmente”.

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Agora com semifinais em todos os torneios de Grand Slam, Gauff comemora o momento, mas prega cautela. “Significa muito, principalmente porque a minha caminhada aqui não foi nada fácil, com tantos jogos de três sets e adversárias duras”, relatou.

“Quando passei pela Belinda Bencic (nas oitavas de final) senti como se um peso enorme tivesse saído das minhas costas. Hoje eu entrei em quadra e, sinceramente, não estava nervosa. Só fiquei nervosa no match-point”, admitiu.

Capacidade atlética e força mental como diferenciais

Embora esteja em alta, Gauff evita projetar sua campanha no All England Club e prefere aproveitar a experiência. “Independentemente de como este torneio terminar, sinto que aprendi muito e que isso pode me preparar para ter sucesso aqui no futuro”, garantiu.

A norte-americana destacou a forma física, um dos seus pontos fortes, principalmente na virada sobre Pegula. “Acho que o maior fator para eu ir bem em todas as superfícies é a minha capacidade atlética. Eu me movo muito bem, e isso se traduz em qualquer piso”, pontuou.

A precocidade também foi apontada pela cabeça de chave 7 como fator essencial para alcançar excelentes resultados no circuito. “Jogo Grand Slam desde os 15 anos, então tive mais oportunidades do que muita gente para ganhar experiência. Essa vivência precoce me deu confiança. Sempre entrei acreditando que podia chegar pelo menos às quartas”, assegurou.

Por fim, ela endossou a importância do equilíbrio mental para superar confrontos complicados. Ela terá a tcheca Karolina Muchova na próxima fase, em busca da final. “O principal é sair da quadra orgulhosa da partida que realizei, independentemente do resultado. Essa tem sido a minha principal mentalidade durante todo o torneio”, encerrou Gauff.

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