Santiago (Chile) – O chileno Cristian Garin, campeão do Rio Open de 2020, comentou sobre possíveis mudanças da temporada sul-americana em entrevista à ESPN do Chile. Ele disse apoiar uma troca de data no calendário, mas defende que o torneio permaneça sendo no saibro.
“A identidade daqui é 100% o piso de saibro. Em Santiago, 99% das quadras são de saibro, em Buenos Aires parecido, no Rio desconheço, mas acho que parecido. Então seria uma loucura mudar de superfície. Talvez a data. Há torneios onde jogadores não vão mais, sobretudo no final do ano”, comentou Garin.
“A própria gira da Ásia, muitos não desfrutam, não vão. Se tivesse que fazer uma mudança seria de data, mas sem dúvida o tênis na América do Sul é distinto. Há torneios ATP que não tem ninguém na torcida. Aqui, em Buenos Aires e no Rio está cheio. Nós vivemos de outra maneira, então seria uma loucura mudar de superfície”, opinou o 93 do mundo.
Em 2020, ele conquistou o maior título de sua carreira no Rio e recebeu o troféu das mãos de Guga Kuerten. Atualmente, está nas oitavas de final do ATP 250 de Santiago, onde deu a declaração.
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Apesar de controversa, a mudança de piso dos torneios sul-americanos é uma questão bastante antiga, e vem sendo considerada com a entrada do Masters da Arábia Saudita, em 2028.
Mesmo com a opinião de Garin, a organização do torneio parece pensar de forma diferente. Na última edição do Rio Open, na semana passada, Lui Carvalho, diretor do campeonato, acredita que a mudança para quadra rápida esteja próxima.
“Essa questão do piso é bem antiga. Um pedido meu à ATP há seis, sete anos. Confio que estamos perto de um desfecho feliz, de fazer essa mudança. Viemos trabalhando para posicionar o evento de forma que a ATP enxergue a América do Sul como um mercado com potencial para o futuro. Há outras regiões que giram a economia do tênis mais rápido, mas essa área aqui tem um potencial enorme. Acredito que a transição para a quadra dura vai beneficiar o torneio ao atrair grandes jogadores para o Brasil”, disse em entrevista coletiva.









Claro q é contra. Sempre faturou uns pontos faceis aqui.
Concordo 100%. América do Sul é saibro! É tradição!
Sim, há este aspecto da tradição. Mas a situação da gira sul americana, em especial do Rio Open, tende a ficar bem mais difícil se não houver a mudança do piso… Principalmente quando entrar no calendário aquele décimo Masters 1000 árabe.
Por uma simples questão geográfica, a América do Sul já é fora de mão. Ser uma gira de saibro espremida em meio a um período já estabelecido em quadra dura, entre o Australian Open em Janeiro e o Sunshine Double (Indian Wells e Miami) em Março, é mais um baita de um problema.
Justamente isto que estão tentando resolver. Os tenistas do topo já tem um severo desgaste no Australian Open, daí tem que fazer a adaptação para o saibro, viajar para a América do Sul, jogar os torneios… e depois adaptar novamente para a quadra dura em Março nos Estados Unidos. Ninguém merece…
Se não mudar para a quadra dura, iremos lentamente assistir à perda de relevância destes torneios, ou até mesmo a sua extinção.
Concordo plenamente. Se for aceitar a pressão só vai ter um tipo de piso no circuito.
Totalmente de acordo com Garin. SulAmerica é saibro desde sempre. Mudar para piso duro seria um grande erro. Isso não vai trazer mais tenistas. Ao contrário, entre dois torneios comuns de cemento os tenistas vão preferir o que distribuía mais dinheiro que seguramente vão ser os árabes.
Quem devem defender o saibro são os dirigentes das associações e os tenistas dos diferentes países sul-americanos e não deixar em mãos de eventuais empresários de algum torneio.motivados por algum negócio de curto prazo.
O que sim tem que mudar é a data. Não se pode jogar na época de chuva e na hora da chuva.
Se o calendário é puxado. Pra que mais um Master 1000 em fevereiro? Só pode ser questões financeiras.