Fritz tenta quebrar jejum da temporada contra ascendente Jódar

Rafael Jodar (Foto: Mubadala DC Open)

Washington (EUA) – Sem dar sinal de problemas no joelho, Taylor Fritz superou o também norte-americano Brandon Nakashima por 6/3, 3/6 e 6/3, e vai tentar pela quarta vez na temporada acabar com o jejum de títulos que já dura 15 meses. Seu adversário na decisão do ATP 500 de Washington será a nova sensação espanhola Rafael Jódar, de 19 anos, que obteve grande virada em cima do canhoto chileno Alejandro Tabilo, com parciais de 6/7 (8-6), 6/4 e 6/4. O jogo está previsto para as 15h30 deste domingo.

Terceiro principal favorito, Fritz foi o único cabeça de chave a atingir a semifinal de Washington, depois de salvar um match-point nas quartas de final contra Alex Michelsen. Chega a sua 23ª final da carreira e vai em busca do 11º título, o primeiro desde junho do ano passado, quando conquistou Eastbourne, na grama.

Nesta temporada, Fritz já fez três finais, duas delas de nível 500, e não obteve sucesso, tendo perdido Dallas para Ben Shelton e Halle para Frances Tiafoe. Também foi superado na decisão do 250 de Stuttgart para Shelton. De qualquer forma, ele é o único na temporada a decidir três eventos 500, nível de torneio em que sua eficiência é muito baixa em finais, tendo vencido apenas Tóquio em 2022 e perdido as outras quatro.

Para anotar sua quarta vitória em cinco confrontos diante de Nakashima, Fritz precisou de bolas perfeitas de ataque, já que o primeiro serviço ficou apenas em 52% de acerto. Ainda assim não permitiu qualquer break-point e aproveitou a única chance que apareceu, logo no segundo game. Saiu de quadra com menos winners (24 a 26) e aces (13 a 14), mas diferença importantes nos erros não forçados (16 a 27).

Grande atuação de Jódar

Mostrando ótima adaptação ao piso sintético, Jódar está em sua segunda final da jovem carreira, a primeira de nível 500. Em abril, ele foi campeão no 250 de Marrakesh. Depois de garantir presença inédita no top 20, o espanhol aparecerá pelo menos no 15º posto na segunda-feira e poderá ser 12º em caso de título. Ele enfrentou Fritz nas oitavas de final de Delray Beach, em fevereiro, e caiu por equilibrados 7/6 (7-4) e 6/4.

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A vitória sobre o experiente Tabilo exigiu frieza e boa mudança de atitude de Jódar. O primeiro set foi bem apertado, não viu quebras e o único break-point foi evitado pelo espanhol no 11º game. O tiebreak também seguiu equilibrado, mas sempre com Tabilo na liderança do placar, especialmente porque correu mais riscos.

Jódar mudou de postura, foi mais firme com o primeiro serviço e com isso ficou mais ofensivo, a ponto de se aventurou bem mais nos voleios ao longo do segundo set. Conseguiu a quebra essencial no sétimo game e não deu espaço para reação. Manteve o momento e já saiu com quebra na série decisiva, mantendo a vantagem com autoridade e postura.

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Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
1 mês atrás

Rodar é extremamente promissor!

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
1 mês atrás

Parabéns ao Jódar pela evolução. O desafio agora é manter a consistência. Ele pode servir de inspiração para os demais jovens da geração dele, inclusive para o Fonseca. É assim que funciona a vida. Se copia o que está dando certo para os outros e vai fazendo as adaptações ao estilo individual de cada um e paralelamente vai se tentando criar novas habilidades conforme o seu próprio estilo de jogo. E a cabeça comandando todo o processo pra conseguir manter a disciplina, foco e dedicação necessários para alcançar os resultados. Vou torcer para o Fritz mas se o espanhol ganhar, terá sido merecido.

Tomé
Tomé
1 mês atrás

Parece que o Toni Nadal tinha razão. E antes que os bobos se ofendam, isso não significa menosprezar o João Fonseca, mas sim tratar as coisas como são. Independentemente do resultado dessa final (até torcerei pelo Fritz) está muito claro que, salvo uma evolução repentina e inesperada, o teto do Jodar é mais alto que o do Fonseca. Tecnicamente ele já é superior em quase tudo (exceto saque e forehand plantado), mas a maior diferença não só em relação ao Fonseca, mas tbm a todos os outros Next Gens é na atitude. Jodar entra pra matar e mesmo nos momentos de baixa nunca parece que ele está entregue.

Cássio
Cássio
1 mês atrás
Responder para  Tomé

Cabeça muito forte. Treinado para aguentar. Isso faz muita diferença hoje. Flutua menos, tipo Sinner.

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Tomé

Pode ser, mas é preciso levar em consideração a escolha do calendário. Com essa final, o Jodar terá disputado exatamente o dobro de partidas do João na temporada (56 a 28). E somou praticamente o dobro de pontos até aqui (2009, podendo chegar a 2169; o João tem 1060).

Pode ser que o Toni esteja correto, mas acho que essa temporada não muda muita coisa pensando no longo prazo. Nos torneios mais importantes (Slams) o Jodar e o João só não estão rigorosamente iguais porque o espanhol ganhou uma partida no AO.

LEONEL
LEONEL
1 mês atrás
Responder para  Tomé

Garoto tem talento mas pode estar pressionado para ter sucesso. O corpo e a mente pode esgotar sim. Tanto Sinner como Alcaraz já estão apresentando “problemas”. Gostam de.jogar mas não ensinam sabedoria porque o que interessa são os milhões a ganhar e com urgência. Treinadores sabem que são substituíveis portanto vão tirar o máximo e deixar o bagaço.

Ricardo Schwery
Ricardo Schwery
1 mês atrás

Jodar pronto para chegar ao Top Ten e fazer historia!

Guilherme ES Ribeiro
Guilherme ES Ribeiro
1 mês atrás

Essse espanhol veio pra ficar. Já está no Top15. E uma pequena correção, Fritz busca seu 11° título na carreira, o 6° no hard, e não o 10° como a matéria fala.

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