Melbourne (Austrália) – Depois de ficar em quadra por apenas 59 minutos nesta sexta-feira, Alejandro Davidovich Fokina falou sobre os motivos que o fizeram abandonar a partida contra o norte-americano Tommy Paul pela terceira rodada do Australian Open. Em entrevista ao Eurosport, o espanhol de 26 anos e número 14 do ranking conta que sentiu uma lesão na coxa esquerda, que o impediu de continuar em quadra.
Atualmente com o melhor ranking da carreira, Fokina não conseguiu repetir as oitavas de final do ano passado em Melbourne. O algoz Tommy Paul, de 28 anos e 20º colocado, havia marcado um duplo 6/1 nas duas primeiras parciais. O norte-americano será o próximo adversário de Carlos Alcaraz, líder do ranking mundial e que busca um título inédito em Melbourne. Alcaraz lidera o histórico por 5 a 2.
“Eu senti no segundo ou terceiro game do primeiro set. Deslizei para uma direita e percebi uma fisgada no posterior da coxa esquerda. A partir daí foi piorando, eu não conseguia impulsionar o saque, nem apoiar o backhand… então, contra um jogador como o Tommy Paul, com uma perna só, é praticamente impossível ganhar”, explicou. “Ele também estava jogando muito bem, mas fico irritado porque algo parecido já tinha acontecido comigo no ano passado, também no segundo ou terceiro game. Não sei, são coincidências da vida”.
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Fokina contou que optou por abandonar para não agravar o problema. “Preferi parar para não continuar me machucando, porque em cada game de saque e em cada backhand eu sentia bastante. No ano passado eu cheguei a terminar a partida, mas desta vez achei que não valia a pena seguir mais um set, porque eu não iria competir de verdade. Só estaria perdendo tempo, o meu e o da minha equipe”, afirmou. “A temporada é muito longa, então prefiro voltar para casa, ver exatamente o que tenho e tirar as dúvidas. Estou frustrado, porque fisicamente eu estava me sentindo muito bem, mas são coisas que acontecem e fogem do nosso controle”.
O espanhol também lamentou a forma como deixou o torneio. “Prefiro jogar bem e perder do que sair assim, abandonando. Eu venho aqui para disputar as fases finais. Se alguém me vence porque jogou melhor naquele dia, tudo bem. Mas ir embora da Austrália dessa forma dói muito, porque eu estava me sentindo bem”, desabafou. “É um golpe duro no começo do ano, mas sei que não é algo grave, não rompi nem rompi o músculo. Mesmo assim, senti a fisgada e preferi não arriscar”.
Por fim, Fokina afirmou que não quer estabelecer metas específicas para 2026. “Quero competir toda semana no meu melhor nível. A partir daí, vamos ver o que acontece. Claro que existem objetivos ao longo do ano, mas prefiro guardá-los para mim. Neste momento, quero ir com calma, sem me colocar tanta pressão, e estar tranquilo comigo mesmo”.











