Roterdã (Holanda) – Após oito meses de afastamento por lesão na lombar, Arthur Fils retornou ao circuito nas últimas semanas. No ATP 500 de Roterdã, em entrevista ao site da organização, o francês compartilhou sobre o momento mais difícil de sua carreira até agora.
“Foi um tempo muito, muito longo, cerca de oito meses, então estou muito feliz por estar de volta. É uma sensação muito boa. Sentir a emoção novamente, a torcida, a atmosfera”, disse o tenista.
Apesar da expectativa positiva para o torneio holandês, Fils foi derrotado na primeira rodada por Alex De Minaur, em um placar de 7/6 (7-3) e 6/2.
As dificuldades físicas começaram em maio, quando precisou desistir de Roland Garros antes da terceira rodada, depois, ficou fora de toda a temporada de grama. Em agosto, retornou para Toronto, mas as costas ainda não estavam recuperadas.
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O francês só voltou a competir no ATP 250 de Montpellier, na semana passada, em que chegou até às quartas de final. Diante de tudo isso, destacou a exigência psicológica de se afastar da rotina de campeonatos.
“Para ser sincero, foi muito mental. Foi mais o fato de estar afastado do que a dor em si. A certa altura, parei completamente de assistir ao tênis porque só queria estar lá. Quando você não pode estar lá e está assistindo às partidas, é mais doloroso. Você sente que está perdendo algo todas as semanas. Achei isso um verdadeiro desafio e, às vezes, um pouco solitário”, explicou.
Para não comprometer ainda mais o físico, Fils disse que precisou de uma estratégia de tempo para se recuperar, resistindo à tentação de voltar às quadras antes de estar 100% recuperado. “Tivemos que levar o tempo necessário. Primeiro, ganhamos força na academia e, depois, voltamos lentamente às quadras. Minha equipe e eu fomos muito cuidadosos, porque as costas são uma área muito importante. Precisávamos fortalecer lentamente, com muito trabalho de fortalecimento e flexibilidade para ganhar mobilidade. Não adiantava apressar nada”, destacou.
Antes do afastamento, o tenista de 21 anos estava no auge de sua carreira e ocupava o número 14 do ranking. Em 2023, conquistou o título do ATP de Lyon e, em 2024, o de Hamburgo e de Tóquio.
“Você tem que pensar nos sucessos passados para seguir em frente. Eu sabia que estava jogando um tênis muito bom antes de me lesionar e já tinha feito algumas coisas boas no circuito. Então, disse a mim mesmo: ‘Você só precisa esperar, dar tempo ao tempo e, quando voltar, jogará tão bem quanto antes’”, compartilhou.
Ainda assim, confessou que havia dúvidas sobre seu desempenho no primeiro retorno ao circuito. “O mais importante em Montpellier era ver como o corpo se sentiria. Após oito meses, a primeira partida nunca é fácil. Você sempre tem dúvidas. Mas o corpo estava bem e a mente também. Esse foi o maior ponto positivo”, finalizou.










