Londres (Inglaterra) – O conto de fadas do britânico Arthur Fery, que ganhou um convite em Wimbledon e foi até as semifinais do torneio como 114º do mundo, subindo para o 36º lugar nesta segunda-feira, não pode desviar a atenção dos verdadeiros problemas do tênis britânico, alertou o jornal Independent.
Em uma coluna, a publicação britânica relembra que, exceto a grande campanha de Fery, o desempenho dos britânicos no All England Club foi muito ruim, com 15 tenistas da casa eliminados logo na primeira rodada.
“Embora a campanha mágica de Fery tenha roubado as manchetes e conquistado os corações dos torcedores em Wimbledon, ela contrasta fortemente com o desempenho geral dos anfitriões. A Grã-Bretanha sofreu seu pior primeiro dia de torneio em Wimbledon, com 10 derrotas em 10 partidas”, destaca o texto do jornalista Flo Clifford.
O texto destaca que há 19 homens entre os 300 melhores, mas poucos conseguiram realmente se destacar desde a aposentadoria de Andy Murray, algo que só Cameron Norrie tem feito com alguma consistência nos últimos anos. A inevitável comparação com a Itália, que vem se destacando muito nos últimos anos, também foi feita pela publicação.
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“Apesar de ter muito mais poderio financeiro, principalmente por sediar um Grand Slam que gera uma enorme parcela da receita total do circuito, o sistema de tênis do Reino Unido está anos-luz atrás de países como a Itália, com oito homens entre os 100 melhores, incluindo o número 1 Jannik Sinner”, salientou o jornal britânico.
“A campanha de Fery até as semifinais é uma conquista impressionante e não deve ser menosprezada. Mas isso não deve obscurecer os problemas mais profundos do tênis britânico. deveria ser o catalisador para transformar essas campanhas em sucesso sustentado e consistência no topo, para colocar o talento britânico entre a elite do tênis”, finalizou.











Safra são safras! É impossível sempre ter um Murray. Como TB é impossível ter sempre um Guga pra gente!