Londres (Inglaterra) – No evento que marca sua despedida do circuito profissional, Daniel Evans estreou com vitória no qualifying de Wimbledon. O veterano britânico de 36 anos derrotou o boliviano Juan Carlos Prado Angelo por 7/6 (7-2) e 6/3 em 1h41 de partida nesta segunda-feira.
Ex-número 21 do mundo, Evans anunciou neste mês que encerrará a carreira após Wimbledon. Atualmente apenas o 297º colocado do ranking, ele sofreu uma queda brusca depois de fraturar o punho durante um torneio na China, em setembro do ano passado, e não vencia uma partida de nível ATP desde Washington, em julho de 2025.
A vitória teve um sabor especial para o britânico. “Foi incrível. Eu não tenho jogado muito tênis e, como estou me aposentando, você nunca sabe se aquela pode ser sua última partida. Fiquei muito nervoso no começo e especialmente no fim”, contou Evans. “Estou feliz com a decisão de parar, mas não vou mentir: nos torneios de grama tem sido difícil manter o foco. Hoje consegui fazer isso muito bem. Foi uma temporada complicada, mas construí minha carreira lutando em quadra, e foi exatamente isso que fiz hoje”.
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Sem receber convite para a chave principal, Evans também falou sobre a experiência de jogar o quali em sua despedida. “Estou muito feliz por ter acabado jogando o quali e por poder atuar diante desta atmosfera incrível.” Em busca de sua 11ª participação na chave principal em Wimbledon, ele enfrentará na segunda rodada o australiano Tristan Schoolkate, que evitou um duelo britânico ao derrotar o convidado Johannus Monday por 7/5 e 6/3.
Goffin não passa da estreia
Quem não teve o mesmo desfecho foi David Goffin. Ex-número 7 do mundo, o belga se despediu de Wimbledon ao perder para o italiano Andrea Guerrieri por 3/6, 7/5 e 6/2. Aos 35 anos, Goffin anunciou em março que 2026 será sua última temporada no circuito e fez questão de incluir o All England Club em sua turnê de despedida. O italiano enfrenta o francês Kyrian Jacquet, algoz de Pedro Boscardin.
“Joguei o qualifying duas vezes e a chave principal nove vezes. Foi uma longa jornada, mas uma jornada muito bonita aqui na grama”, afirmou o belga, que alcançou as quartas de final em 2019 e 2022. “Quando anunciei que seria minha última temporada, quis voltar aos torneios de que mais gosto. Wimbledon estava no topo da lista. Mesmo sendo no quali, era importante me despedir mais uma vez deste lugar. É uma superfície de que gosto muito e onde tenho ótimas lembranças, grandes jogos e bons resultados.”
Outro nome conhecido que caiu logo na estreia foi o búlgaro Ivan Ivanov. Campeão juvenil de Wimbledon em 2025, ele disputou pela primeira vez o quali profissional do torneio e acabou derrotado pelo húngaro Zsombor Piros por duplo 6/2. Piros encara o britânico Billy Harris, que derrotou o italiano Stefano Napolitano por duplo 6/2.
Coria salva o dia dos argentinos, Barrios também avança
Entre os argentinos, Federico Coria foi o principal destaque. O experiente tenista venceu o convidado britânico Oliver Bonding por 7/6 (7-5) e 6/2 e avançou à rodada decisiva do quali. Já o cabeça de chave número 1, Francisco Comesaña, caiu diante do espanhol Alejandro Moro Cañas por 4/6, 7/6 (7-5) e 6/4. Também foram eliminados Facundo Díaz Acosta, Lautaro Midón, Genaro Olivieri, Alex Barrena, Juan Pablo Ficovich e Federico Gómez.
Nos demais países sul-americanos, o chileno Tomás Barrios Vera e o colombiano Nicolas Mejia avançaram. Barrios venceu o italiano Marco Cecchinato por 7/6 (7-2) e 6/3, enquanto Mejía derrotou o português Henrique Rocha por 6/4, 6/7 (7-9) e 6/2. Mejia, aliás, é o próximo adversário de Gustavo Heide, único brasileiro a ter vencido na rodada de estreia. Já o boliviano Hugo Dellien perdeu para o chinês Bu Yunchaokete. Também foram eliminados o peruano Gonzalo Bueno, o uruguaio Franco Roncadelli e o equatoriano Andrés Andrade.













Nada fora do normal. Os sul Americanos gostam mais do saibro!