Londres (Inglaterra) – A britânica Tara Moore, atualmente cumprindo uma suspensão de quatro anos por doping, está processando a WTA em US$ 20 milhões após provar que a sanção foi injusta e que a Associação de Tênis Feminino (WTA) a fez perder a carreira por negligência, ao não alertar as jogadoras sobre o risco de contaminação por meio do consumo de carne.
Moore, de 33 anos, ex-nº 1 britânica de duplas, foi suspensa em junho de 2022 após testar positivo para boldenona e nandrolona em um torneio em Bogotá. Ela negou o uso de substâncias ilegais e, 18 meses depois, provou que o resultado positivo se devia apenas ao consumo de carne contaminada, e não a drogas.
Um painel a considerou inocente e sua suspensão foi revogada por um tribunal independente, mas apenas por alguns anos, entre 2024 e julho de 2025- Um recurso da Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) à Corte de Arbitragem do Esporte (CAS) anulou essa decisão e Moore recebeu nova sanção de quatro anos, válida até dezembro de 2027, após a dedução dos 19 meses da suspensão anterior.
Enquanto a suspensão continua, Moore processou a WTA e pede 20 milhões de dólares em indenização, alegando que a culpa foi da WTA por não alertar as jogadoras sobre o risco de contaminação ao comer carne. Sua equipe jurídica observou que a WTA alertou sobre o risco de contaminação em alguns torneios, mas não o fez em Bogotá, na Colômbia, onde Moore testou positivo. Se a WTA tivesse alertado suas jogadoras, ela não teria comido aquela carne e sua carreira teria continuado.
“O sistema antidoping está falido. Eu sou a prova disso. Não por mim, pois já é tarde demais, mas para as futuras jogadoras que se encontrarem nessa situação infeliz”, publicou Moore, agora com 33 anos, nas redes sociais.
Moore alega que as autoridades, especificamente a ITIA, demonstraram tratamento preferencial a jogadores de maior destaque, como Jannik Sinner e Iga Swiatek, que receberam suspensões de três e um mês, respectivamente, após contaminação. Um porta-voz da WTA declarou ao jornal inglês The Guardian: “Estamos cientes do processo movido por Tara Moore no tribunal distrital dos EUA e responderemos por meio dos procedimentos legais cabíveis. A arbitragem foi conduzida por um árbitro neutro e não há fundamentos para anular a decisão arbitral. Respeitamos o processo judicial e não faremos mais comentários enquanto o assunto estiver pendente.” Não foi possível ouvir a ITIA sobre o assunto.











Está certíssima ela, o sistema antidoping do tênis está falido, todo sistema de controle que pune alguns privilegiando outros que são mais influentes, precisa ser revisto.