Nova York (EUA) – Novak Djokovic voltou a falar sobre a possibilidade de se retirar do circuito, mas destacou que ainda tem metas a atingir, já que segue conseguindo atuar em alto nível. O sérvio garantiu que ainda não chegou a hora de encerrar a carreira, mas está ciente de que esse momento está cada vez mais próximo.
Em participação no Fanatics Fest, em Nova York, o dono de 24 títulos de Grand Slam avaliou o atual estágio da carreira e admitiu que o fim da trajetória profissional se aproxima. Ele está se preparando para a disputa do US Open, em busca do pentacampeonato e do 25º título de Grand Slam.
Mesmo motivado, Nole também ponderou como fará essa importante transição. “Ainda sinto que posso competir no mais alto nível, e os resultados mostram isso. Ainda consigo me manter competitivo, mas, sim, esse momento está mais perto”, admitiu.
“Há atletas que querem se aposentar no auge, outros porque o corpo já não responde e outros porque percebem que já não conseguem competir com os melhores. Ou talvez seja uma combinação de tudo isso”, refletiu o tenista de 39 anos.
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Djokovic reconheceu que pensa no assunto com frequência, mas vai evitar tomar uma decisão na base da impulsividade. “Eu estaria mentindo se dissesse que não penso nisso. Penso, sim. E não sei se existe uma forma perfeita de parar. Por isso, continuo tentando aproveitar a competição. Essa conversa fica para mais tarde”, ponderou.
O sérvio relatou uma conversa com Andre Agassi, que participou do documentário “The Wolf in Winter”, sobre sua vida e carreira. Segundo o norte-americano, o momento da despedida chegará de forma repentina. “Andre me disse que não sabe quando será o meu fim no tênis, mas que, quando acontecer, será muito rápido. Acho que ele tem razão”, confidenciou.
O ex-número 1 e atual sétimo colocado do ranking será cabeça de chave em Flushing Meadows e defende as semifinais de 2025, quando caiu para o eventual campeão, o espanhol Carlos Alcaraz, em três sets. Djokovic venceu o torneio nas edições de 2023, 2018, 2015 e 2011.











Quando vai entender que o 25GS é quase impossível?!
Eu não gosto dele, mas quando ele chega a final do Australia Open e vence o primeiro set é difícil ainda pensar que é impossível. Se Zverev venceu, ele poderia ter vencido também. Ele precisa de alguma sorte dos dois prodígios não estarem tão bem, mas de vez em quando isso pode acontecer, como em RG.
vc mesmo respondeu , enquanto for quase, e sendo “quase” então ainda existe uma possibilidade, pode acontecer…né ! o Zerev com o Alcaraz e o Sinner participando não tinha chance nenhuma de ganhar um GS mas aconteceu ,
A forma de parar é quando cai no ranking ladeira abaixo, foi o que aconteceu com Nadal e Federer, nesse ponto, Djokovic vai sobrevivendo muito bem, só agora está um pouco abaixo, mas ainda no top10, convenhamos, depois de 3 anos sem sequência de títulos, e ainda pulando um monte de torneios, tem chance de sobra de jogar mais 2 anos ficando de sobra no top50, se cair muito.
Da pra chegar nas olimpíadas tranquilo, nem que seja pra jogar duplas! Já fazem 3 anos que estão falando dele como “ex-jogador”, muito tempo pra esta profecia ter sido cumprida, resta a continuarem e esquecerem que erraram tanto!
ex-jogador em atividade
Melhor do que muitos que estão em atividade, né !!!
A forma perfeita de parar é ver que virou coadjuvante e que os grandes títulos já não estão mais disponíveis para ele.
O momento perfeito seria em 2024. Ainda que não tenho ganho nenhum título no circuito, conseguiu a inesperada vitória na olimpíadas, um torneio equivalente a um 500 do circuito.
Em 2024 o Nadal aposentou, ele não queria se aposentar junto com o Nadal, pois seria ofuscado pelo espanhol, que, no cômputo geral, foi muito mais jogador do que ele.
22 < 24 é maior jogador no geral?
O único que foi e será melhor quer o Djoko é o tempo,pois é e continuará sendo o único invicto! Vida e carreira longa para o GOAT!
Eu não sei se você falou para perturbar nolistas, mas fiquei refletindo sobre “no cômputo geral, foi muito mais jogador que ele”. E sei lá, os números do Djok são absurdos e eu sinto que em algum momento ele hackeou o tênis, no sentido de não ter nenhum ponto fraco (minimamente no smash, mas é um golpe secundário na construção dos pontos). Então, concordo que o Nadal possa ter parecido mais impressionante e senti isso muitas vezes, porque enfrentou muitos problemas físicos, tinha os lados muito desiguais, passou a carreira evoluindo bastante em voleio, saque e slice, e parecia sempre ser um gladiador. Era algo incrível de se ver. Mesmo em RG, os jogos dele eram sempre muita correria, ele não parecia nos jogos que tinha aquilo como ganho. Fora os 14 títulos em RG que por si só, tornam a carreira dele absolutamente única. Sinto que ele sempre tinha um gap maior nos jogos para vencer. O Federer é o verdadeiro jogador que de forma constante fazia o chamado “outplay”, aquilo que faz os outros jogadores profissionais estivesse jogando um outro jogo, porque da sua variação, ataque constante, bolas desconcertantes e calma como se nada estivesse acontecendo. Djokovic quebrou isso porque, ao contrário de todos os outros jogadores, tinha recursos técnicos que não lhe deixavam em situação ruim no ponto, ele tinha passadas precisas e um backhand tão sólido que os slices do Federer não o tiravam do ponto. Já Nadal não, ele ganhou do Federer porque era canhoto e jogou tanto spin na esquerda do Federer, mas tanto, que ele pifou esse golpe por anos. A cada slice do suíço, Nadal corria como um maluco para pegar de forehand. O Nadal tinha que achar atalhos, lutar até a última gota, Djokovic poderia jogar de forma mais convencional, usando uma técnica que não tinha falhas. Falei demais, mas entendo porque pode parecer que Nadal era mais impressionante. Claro que impressionante é relativo, cada um se impressiona com algo e todos os três têm muita coisa pela qual se pode impressionar.
Seu texto foi extremamente preciso parabéns, eu tenho uma teoria, o sérvio foi o que menos forneceu jogadas genias aquelas que vão pro resumo do YouTube, e o espectador médio adora assistir com saudosismo esses lances.
O sérvio sempre teve o revez muito mais sólido o que lhe trouxe enorme vantagem sobre seus rivais note que ele perdeu final de wb pro Murray mas nunca pro Federer justamente pela sua precisa explanação.
Enquanto ele curtir jogar irei curtir assistir.
Eu acho que é exatamente isso, caro Marcelo. Talvez menos highlights, porque os highlights justamente dependem de uma bola improvável necessária em uma situação de desvantagem no ponto. Ele é tão sólido que esteve em muito menos vezes que os outros dois em situações em que uma bola maluca pudesse ser feita. Não é que não tenha, tem inúmeras e tem capacidade para isso, mas não se botava no jogo em tantos apuros. Federer fazia porque gostava, Nadal porque precisava e Djokovic dominaria de muitas formas, mas fazia o jogo mais na solidez da construção dos pontos. É tão interessante essa discussão que quando você passa para olhar as carreiras de Nadal e Djokovic comparadas, é gritante a diferença de dificuldade que Nadal teve para passar a ter um jogo agressivo frente a quase nenhuma que Djokovic teve em implantar esse estilo. Nadal tinha insegurança, Djokovic tinha recursos para isso (ambos tinham um estilo mais de solidez no início da carreira). Djok mais facilmente criou um saque perfeito. Só por isso pode parecer menos impressionante, mas todos são impressionantes e por isso essa geração foi tão boa de acompanhar. Até em termos de personalidade eram bem diferentes, o que sempre acho que pode ter um reflexo como entendem o jogo. Por último, tem uma análise do Agassi dos três no programa do Roddick que eu achei tão simples e tão brilhante, mais ou menos explicando a dinâmica mental e tática quando se enfrentava cada um deles. Ele descreveu um Djokovic como um cobertos em cima de alguém que está se afogando. Achei muito legal essa ideia. Aí ele conta que Djokovic começa a te dominar defendendo. E aí ele diz que o adversário pensa ‘ok, o jogo é esse, eu ataco e ele defende’z Mas aí, de uma hora para outra, Djokovic começa a atacar. E o adversário se perde, porque obesa: estou perdendo desse jeito e do outro. Tipo, fica meio sem alternativa tática. Vale a pena ver. Abraço!
Como disse o Roddick: “primeiro ele te tira as pernas, depois a alma…” Não sei se foi necessariamente nessa ordem.
E parabéns, para um cara que começou dizendo: “não gosto dele” e terminou com uma análise perfeita, garantindo que até o momento, ele é o melhor tenista que já habitou a história desse esporte.
O que lhe coloca em um local, bem distante dos que se dizem entendidos e tudo que o sérvio fala, faz ou pensa, é motivo de esculhambação.
Luiz, esses caras são patéticos…
Caro Luiz Fabriciano, acho toda essa discussão sobre Goat, em ter mais feitos não cabe nem discussão. É fática, por ser numérica. Gosto no entanto é outra coisa, porque o que o torcedor de cada um valoriza, no fim, é como cada tenista o fez sentir durante sua trajetória. E isso é muito pessoal. Eu tenho um amigo que gosta só dos caras que batem muito forte, só isso. Eu, por exemplo, adorava o Kohlscreiber porque achava o jogo dele muito bonito, em que pese ser um jogador de expressão mediana. O melhor subjetivo é diferente do melhor objetivo por conta disso, porque enquanto o primeiro é sensação, o último é numérico. Por outro lado, eu acho que na vida a gente não pode ficar preso a uma sensação muito tempo, seja positiva ou negativa, porque essas paixões te aprisionam. Então, cada vez desgosto menos do Djokovic e vejo suas qualidades. E realmente a maturidade lhe caiu muito bem, muito melhor do que achava que ocorreria. Não acho que ele soube lidar bem com o alto nível de competitividade e suas próprias expectativas durante os 75% da sua carreira. Isso o consumiu muito tempo e o tornou, para mim, uma figura por muito tempo, bastante antipática. Mas isso muda também, não dar o direito de alguém mudar é basicamente não dar o direito de mudar a si próprio em sua abordagem em relação ao que se experimenta. Eu não levo isso como preceito para mim. Mas em termos de tênis, não temos discussão até que algum outro o ultrapasse. Abraços!
Perfeito complemento!
Pergunta ao Nadal se é verdade…
kkkkkkkkkkk no computador geral ????
explica aí que cômputo e esse ?
500 não né, pode considerar no mínimo um Master 1000