Bolonha (Itália) – Apesar de garantir que a Federação Internacional de Tênis segue aberta a diálogos e sugestões, o espanhol Feliciano López, diretor da fase final da Copa Davis, afirma que não há intenção se se mudar o atual formato pelos próximos três anos, de acordo com contrato firmado com os italianos e que mantém a fase decisiva do torneio, entre os oito países classificados, na cidade de Bolonha.
“Estamos felizes com o que temos agora. Acho que vale a pena manter esse formato por esses três anos, mas estamos abertos a continuar colaborando com todos para encontrar, se houver, algo melhor”, afirmou López, durante entrevista coletiva. “A inclusão de mais um confronto, como os antigos tempos de local e visitante, é muito positiva para a competição e dá aos países a oportunidade de disputar pelo menos dois confrontos em seu próprio território, enquanto o formato com oito equipes funcionou muito bem em Málaga no ano passado e foi um sucesso estrondoso”.
A Federação Internacional mudou o formato da nova Copa Davis e agora realiza duas rodadas em confrontos diretos entre os países, no sistema tradicional de que um local recebe um visitante, o que acontece no qualificatório mundial e na segunda rodada. Os oito mais bem classificados então disputam a fase final durante uma única semana, em formato de eliminatória simples, como acontece nesta semana em Bolonha. Desde a mudança, no entanto, foram extintos os jogos em melhor de cinco sets.
López garante que a entidade segue aberta a sugestões. “Desde que comecei a jogar, ouço diferentes ideias e sugestão de formatos, tudo para envolver os melhores jogadores. Na minha época, diziam que os tops não estavam participando devido ao formato exigente, jogos de cinco sets. Para chegar neste novo formato, a ITF ouviu capitães, federações e jogadores e estamos abertos a continuar ouvindo as pessoas, especialmente todos os envolvidos no mundo do tênis, para tentar aprimorá-lo”.
O movimento que sugere a disputa da Davis a cada dois anos é conhecido por López, porém o espanhol não parece entusiasmado com isso. “Acho que chegamos a um bom entendimento sobre o formato atual, com a fase final entre oito países. Muita gente sobre o comprometimento dos jogadores com a Davis, mas isso é como jogar uma moeda para o ar. Vemos isso constantemente no circuito: o que um jogador pensa hoje pode ser diferente daqui a um ano e meio. Eu vivenciei isso como jogador e ainda vejo acontecer, até mesmo nos Masters 1000. No fim das contas, o tênis está em constante mudança, assim como as preferências dos jogadores. Um grupo de jogadores se beneficia de uma coisa, outro grupo de outra, então conseguir que todos concordem nunca é fácil”.












