Nova York (EUA) – Tentando enxugar um pouco mais o circuito para acomodar o Masters 1000 na Arábia Saudita, que está programado para estrear na temporada de 2028, uma onda de compras de datas está prestes a acontecer. Segundo afirma o New York Times, a ATP negocia a reaquisição de licenças para quatro torneios menores com a injeção de dinheiro saudita.
“A Arábia Saudita está financiando possíveis novas reaquisições para criar uma abertura mais longa e aumentar o foco no novo torneio”, afirma a publicação, que ouviu quatro fontes a par das transações e negociações, uma das quais está diretamente envolvida no assunto.
Entre as principais negociações, as que mais interessam ao público brasileiros envolvem dois torneios na América Latina, com a ATP tentando adquirir de volta as licenças do ATP 250 de Buenos Aires e do ATP 500 de Acapulco, o que atualmente acontecem próximos ao Rio Open e podem deixar o torneio ainda mais isolado.
Durante o Rio Open, em conversas de bastidores, o TenisBrasil escutou fontes que disseram que foram feitas ofertas robustas pelos torneios de Buenos Aires e Santiago, com valores na casa de seis vezes mais do que os de mercado.
O torneio carioca cada vez mais se aproxima da tão sonhada mudança de piso, saindo do saibro para o piso duro. Já a troca de data ainda é uma incógnita, uma vez que ainda não há indícios de que continuará em fevereiro ou mudará de data, podendo acontecer depois de Wimbledon na preparação para o US Open.
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Ainda de acordo com o New York Times, os ATP 250 de Chengdu e Hong Kong já foram recomprados e a ideia é abrir espaço no fim da temporada reacomodar neste período do ano os torneios de fevereiro, que mudariam de data para a disputa do novo Masters 1000 saudita.
Também foram adquiridos de volta pela ATP os torneios de Metz e Moscou, esse último que não acontece desde 2022 por causa da invasão à Ucrânia.
“A SURJ (braço esportivo do fundo soberano saudita) comunicou pela primeira vez sua intenção de recomprar as licenças de torneios além dos quatro já adquiridos em uma carta enviada a todos os torneios de nível 250 e 500 no final do ano passado, mas alguns organizadores se recusaram a entrar em negociações”, escreveu a publicação nova-iorquina.
A redução dos ATP 250 e 500 vai ao encontro do que defende o presidente Andrea Gaudenzi e seu plano One Vison, concentrando o circuito nos principais eventos (Masters 1000 e Grand Slam). “Um objetivo fundamental desse processo é encurtar a temporada ao longo do tempo e ampliar o período de férias para os jogadores”, contou uma fonte ao New York Times.













Caramba hein, os caras realmente estão querendo eliminar a América Latina do circuito ATP..
Fica vendo que vão trocar a superfície da quadra do Rio Open, mudar a data e ainda assim, a maioria dos jogadores do circuito vão continuar não vindo para cá.
Não se trata de data ou tipo de quadra, o problema da maioria deles é a localização.
Não é localização..é dinheiro, so isso…Tsitsipas ja falou abertamente isso…
Acho que as duas coisas.
Para os top 10/20 é questão de dinheiro, conforme disse o Tsitsipas (“os 250 e 500 são, muitas vezes, as únicas oportunidades em que existem cachês”).
Para os demais, que não recebem cachê por participação, creio que a localização pesa bastante na escolha entre dois 250 ou dois 500 disputados na mesma superfície. Não só a proximidade de casa, como também a do Masters ou GS subsequente.
Talvez seja imprudente levar o M1000 lá devido as tensões e guerra em países vizinhos. Imagina atingirem o país com um drone no meio do torneio.
Essa mudança é prevista para o início de 2028; tem muita coisa para acontecer daqui para lá, são quase 2 anos. Mas com certeza, se fosse para acontecer hoje, este ano, provavelmente não aconteceria.
Acho que a ATP deveria fazer o caminho inverso…
Incrível como esse grupinho da italia está acabando com o que foi construído durante décadas…
Vão fechar um “curralzinho” sempre com os mesmos jogadores…
Enfraquecendo os 250, vai dificultar ainda mais que jogadores cheguem ao seleto grupo de top 50…
Mas nenhuma surpresa para esse grupo de corruptos que tomaram conta da ATP… Só visam dinheiro nos próprios bolsos e mais nada…
E para isso passam por cima de qualquer regra ou moralidade… Inclusive protegendo suas “estrelas” em casos de doping…
Será que ninguém percebe que está muito chato todo torneio ter a mesma final?
Pelo menos os 250 ainda tem surpresas, emoções, luta, superação, público…
Se a recompra da licença do Rio Open não foi cogitada é sinal, a meu ver, de que será preservado, provavelmente transferido para outra data (e com outra superfície), já que a intenção da ATP parece ser a de “limpar” o mês de fevereiro para a gira árabe.
o jornalista portugues José Morgado, tweetou que a possível nova data para o Rio seria Julho
Mudança para julho sera ótima se também mudar para quadra sintética, já que atrairá tenistas bem ranqueados em preparação para a gira da América do Norte (Montreal/Cincinnati/US Open).
Mas se permanecer no saibro, ficará ainda mais esvaziado, já que mesmo os top sul-americanos preferirão jogar nas quadras sintéticas de Los Cabos e Washington.
Caro Dalcim, e demais,
minha sugestão (quem iria me ouvir? kkkk) para devolver o brilho das competições na América Latina, e trazer grandes tenistas para cá, é a seguinte:
tudo no saibro!!!!
a) resgatar a data do 250 de Córdoba, e fazê-lo em SP (acredito existam empresários interessados), mas fazê-lo como um 500;
b) manter o 250 de Buenos Aires;
c) elevar o 500 do Rio para 1000, porém sem obrigatoriedade de participação, e de apenas 01 semana;
d) manter o 250 de Santiago;
e) nas mesmas semanas vários Challengers nos mesmos países e países vizinhos, para uma temporada de saibro para todos os rankings;
apenas isso, poderia haver troca de datas entre esses torneios, se fosse o caso;
quais os resultados?: com 2000 pontos em jogo, todos os saibristas da ATP viriam para cá, e ainda trariam muitos outros que não desejassem ir para a Arábia, por qualquer motivo;
conseguiríamos competir com o 1000 árabe (que também não poderá ser obrigatório), e todos ficariam em paz, árabes, sul americanos e, principalmente, amantes do tênis;
que acha? muita utopia? ou pode ser possível? empresários interessados teríamos, tenistas e público também!
É uma pena. Parece que não valorizam a gira da América sul. Só pensam em lucros.
Propostas absurdas desse Gauden$i. Esse cara vai destruir o tênis!