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ATP está certa em tirar os pontos da Olimpíada?
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 3, 2015 às 5:52 pm

Os grandes nomes do tênis, como Novak Djokovic, Andy Murray, Roger Federer, Rafael Nadal acredito que virão pela honra e glória dos Jogos Olímpicos. Mas não há dúvidas de que a decisão da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) em tirar a pontuação no ranking irá prejudicar a competição.

A decisão, na verdade, ainda não é oficial. Nasceu de um pedido insólito da ATP. A associação quer da ITF uma compensação financeira aos Masters 1000 de Toronto, no Canadá, e de Cincinnati, Estados Unidos, que estarão colados ao torneio olímpico e, por isso, podem sofrer prejuízos.

A ITF sequer paga prêmios em dinheiro na Olimpíada. Foge ao espírito. E não cogita dar qualquer compensação aos eventos do Canadá, na semana anterior ao torneio no Rio, e Cincy, na seguinte.

O campeão no torneio olímpico do Rio receberia 750 pontos para o ranking. Nada, que possa ser tão significativo para Djokovic, Murray, Federer ou Nadal acostumados às finais de eventos de maior peso, como um Grand Slam, que dá dois mil pontos ao vencedor.

Jogadores integrantes do meio da chave, ranking intermediário, podem sim chorar a perda de pontos no torneio olímpico. Estes deverão investir em competições como Toronto e Cincy que podem sim sofrer ausências de alguns dos principais nomes do tênis.

Aliás, muita gente pode ficar aborrecida, mas a grande maioria dos tenistas não curte a Olimpíada. Para eles é mais importante ganhar um Grand Slam, ou mesmo um Masters 1000. Além disso, aqueles que não ostentam fortunas como os líderes precisam pagar suas contas e jogar sem premiação em dinheiro no Rio não seria um bom negócio. Existe apenas uma outra opção para esta semana, o Aberto Mexicano, em Los Cabos.

Brigas entre a ATP e a ITF vem de longa data. Certa vez, na tentativa de valorizar seus eventos, a Associação dos Tenistas dava maior peso às suas competições. Os Grand Slams disputados em chave de 128 e em jogos de cinco sets foram praticamente equiparados, ou melhor, quase rebaixados. A Federação Internacional reagiu com a proposta de criar um ranking próprio. Quem sabe agora, esta possibilidade não ganhe força para solucionar este impasse.

Curiosamente a WTA não se manifestou e, à princípio, manterá a pontuação no ranking feminino.


Comentários
  1. Ulrich

    De pleno acordo. A Olimpíada deveria ser visto como o máximo, o auge do atleta e é uma estupidez não contar pontos para o ranking. Isso só desvia o foco e diminui a qualidade do espetáculo. Mas essas discussões políticas vem de longe e adicionadas de outras mais profundas como devem participar atletas profissionais ou amadores? Deve haver limite de idade por categoria? Por que o Futsal não participa, e o beach tennis?

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Esporte mundialmente jogados podem candidatar-se aa Olimpiada. Ano que vem entram duas novas modalidades; o rugby 7 e o golf. O squash tb concorreu mas nao entrou no Rio.

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    2. João

      Ao meu ver, o futsal não entra no programa olímpico por causa da igualdade de gêneros (homem e mulher) que o COI passou a pregar. E o futsal feminino, diferentemente do masculino, ainda é semi-profissional e não faz parte da FIFA (há um campeonato mundial feminino, mas não é organizado pela sua entidade máxima, a FIFA). Isso é um provável problema, pois o COI aumentou a participação das mulheres nos últimos anos, e foram incluídas em modalidades esportivas que antes eram exclusivas para os homens.

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  2. Lucas

    Creio que as olimpiada poderiam oferecer pontos a nível de um Grand Slam , pois é uma competição vista mundialmente, alem de ocorrer de 4 em 4 anos, ou seja possui um glamour a mais.

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