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Sem Serena, Europa domina o WTA Finals
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 24, 2015 às 8:21 pm

Sem Serena Williams o WTA Finals transforma-se num torneio bem mais disputado. Tanto é que para apontar uma favorita o risco é grande. Tenho colegas viajando para Cingapura pedindo palpites para, dependendo das citações, criar uma referência. Eu coloquei o nome de Garbine Muguruza. Mas, sim sei, que estou correndo grande risco.

Na briga pelo prêmio recorde, de mais de dois milhões de dólares para a campeã, de um total de sete milhões estão Simona Halep, Garbine Muguruza, Maria Sharapova, Petra Kvitova, Agnieszka Radwanska, Angelike Kerber, Lucie Safarova e Flávia Pennetta. Deu para notar que todas são europeias, não é mesmo? Nem americanas, asiáticas ou da Oceânia.

Entendo a dificuldade em apontar favoritismo. Simona Halep não está no seu melhor neste ano, muito menos neste final de temporada. Porém, fez uma estreia brilhante diante de Flávia Pennetta.  Muguruza já vejo com fase ascendente. Esteve na final de Wimbledon, mas ainda sofre com o arrojo de seu jogo. Arrisca muito e, é claro, comete muitos erros. Mas gosto de vê-la em ação e penso que a tendência é dela melhorar cada vez mais.

A seguir vem Sharapova. A tenista russa quase não jogou neste semestre. Deve sofrer com a falta de ritmo e recentemente disputou apenas dois sets, em Wuhan, antes de abandonar a quadra diante de Barbora Strycova. Tanto é que alternou altos e baixos em sua vitória sobre Radwanska, de virada. Petra Kvitova pode sim entrar na lista – bem, pelo menos, a minha – de fortes candidatas. A tenista tcheca tem um estilo lindo e bem adaptado às condições de jogo de Cingapura.

Outra jogadora também em boa fase é Radwanska. Ganhou um bom torneio recentemente e depois de bater a cabeça no primeiro semestre conseguiu bons resultados neste últimos meses. Mas não teve intensidade para superar Sharapova na primeira partida, pois optou por uma tática muito defensiva. Mais esperou erros da adversária do que propriamente investiu em vencer.

A alemã Angelike Kerber também vem forte, mas não conseguiu jogar bem na final de Hong Kong com Jelena Jankovic, muito em função de problemas na região lombar. Poupou-se esta semana não jogando Moscou. Lucie Safarova depois do vice de Roland Garros parece ter caído um pouco de produção e ficou com a última vaga no Finals. Para fechar o grupo aparece Flávia Pennetta, que deverá jogar muito mais com o coração, no que será o último torneio oficial de sua vida. Sentiu, sem dúvida, esta pressão na partida de estreia, permitindo um pneu.

No sorteio dos grupos, em tese o vermelho estaria mais forte. Afinal, tem a número dois e número três do ranking mundial, respectivamente, Simona Halep e Maria Sharapova. Mas como já disse ambas não esbanjam confiança no atual momento. Radwanska e até mesmo Pennetta podem surpreender.

O grupo branco reúne três canhotas: Kvitova, Safarova e Kerber. Todas contra Muguruza. Se for para arriscar mais uma vez ficaria com a espanhola e a tcheca Kvitova.

Enfim, dá mesmo para entender a dificuldade de se encontrar uma grande favorita. Tudo por conta de Serena Williams. Uma pena que a número um esteja fora, mas, por outro lado, a competição ganha um outro tipo de emoção.

 


Comentários
  1. Túlio

    Acredito que Sharapova vai ganhar confiança a cada jogo e vai se sagrar campeã. Halep e Muguruza são as ameaças maiores mas são menos experientes que a russa. C’mon MaSha!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Bom palpite… mas acho tanto a Sharapova como a Muguruza muito irregulares. Batem forte…. e como diria o Nick Bollettieri para a Mary Pierce… fecha o olho e bate na bola…

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  2. Pieter

    Chiquinho, melhor seria dizer que todas são nascidas na Europa mas, a bem da verdade, Maria Sharapova emigrou aos nove anos para os EUA e toda a sua formação e desenvolvimento tenístico se deu lá. Considero-a, portanto, uma tenista formada e aperfeiçoada nos padrões americanos, haja vista que ela treinou e desenvolveu todo o seu potencial lá. Inclusive ela mora até hoje em Bradenton, na Flórida. Pergunte se ela quer voltar a viver na Rússia?

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      É verdade é a russa mais americana do tênis. Os japoneses falam o mesmo do Nishikori. Dizem que é japonês ‘made in USA’

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      1. Marcos Ribeiro

        Parabéns por reconhecer o lapso, Chiquinho. Eu tb estava passando batido nesta, em que o Pieter foi mais atento. Para mim, comentarista que não assume seus deslizes tem problema, ou de insegurança, ou de desonestidade intelectual ou de ambos, e com isso só vai perdendo credibilidade. Não é o seu caso.

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