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Esporte é cultura… valeu Noriega
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 5, 2013 às 6:07 pm

Para quem ainda não sabe não sou tenista…aliás longe disso. Minha formação é acadêmica, com muito orgulho. Meus primeiros contatos com o tênis surgiram no Clube Floresta, hoje Espéria. Raquete de madeira Jack Crammer. Nas férias, jogava em Serra Negra, onde minha família tem casa até hoje. Com meus irmãos íamos a vizinha cidade de Amparo para bater bola no Clube Atlético. Quando não dava, num paredão ao fundo da casa, ou numa quadra improvisada, no terrão, em declive. Ainda não sei até hoje quem se dava melhor. Quem jogava do alto, ou quem batia de baixo p’ra cima. Comecei cedo… mas sigo como um pangaré. Sim com muito orgulho. Ainda hoje jogo no Clube Paineiras do Morumbi. Suo, corro muito, me divirto e ganho em saúde.

Gente, se hoje estou aqui, claramente não é pela minha performance na quadra. Se tenho esta oportunidade de dividir com vocês toda a minha experiência foi por influência da dupla Noriega e Duarte. Com eles aprendi a gostar de tênis de uma maneira especial, justamente, nas transmissões dos jogos da Copa Davis na TV Cultura. Soube o que é tênis e jornalismo. Ou não sei se seria melhor jornalismo e tênis. Enfim, aprendi a amar as duas coisas.

Por favor não me levem a mal. Não existe aqui qualquer recado para ninguém. Apenas pago um justo tributo. Os caras eram bons. Orlando é um grande amigo que gostaria de ver mais vezes. E também gostaria que os mais novos tivessem tido a oportunidade de acompanhar as transmissões da Cultura, com Noriega e Orlando Duarte. Até sonhei em algum momento em tê-los no cabo, mas não aconteceu. Eram outros tempos. De um lado Thomaz Koch e Edison Mandarino. De outro Ilie Nastase e Ion Tiriac. O sorteio das chaves acontecia na casa do tenista Luis Felipe Tavares. Ney Craveiro era o repórter.

Na quadra um tênis em preto e branco de encantar. Nas transmissões Luiz Noriega e Orlando Duarte. Um espetáculo, dentro ou fora das quadras sob o slogam de ‘esporte é cultura’. Nestes últimos dias recebi a triste notícia de que Luiz Noriega, com sua voz marcante, nos deixou. Ah, já estou com saudades. Mas sim, tive a oportunidade de viver momentos grandiosos com ele, nos quatro cantos do planeta. Um grande companheiro. Imaginem receber um convite de um ídolo como ele, para ir almoçar em Fishman Wharf, em San Francisco, na Califórnia, saborear um salmão fresco, e depois entrar numa limosine até o aeroporto para encontrar a delegação do Clube Sírio de basquete e seguir no tour da equipe. O cara sabia viver. E o melhor dividia suas experiências e cultura com os amigos, mesmo com os pangarés do jornalismo como eu. E com muito orgulho eu digo obrigado Noriega pelas lições.


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