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New York a espera de Federer
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 24, 2015 às 1:03 pm

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Roger Federer conquistou 87 títulos, sendo 24 Masters, sete só em Cincinnati. São números impressionantes. Poderiam satisfazer a qualquer um. Só que, ao meu entendimento, seus olhos miram o 18. Isso mesmo o 18.o troféu de Grand Slam. E para tanto, não há dúvidas de que New York irá recebê-lo com todas as honras e expectativas.

Os 34 anos o tenista suíço se reinventou. É um novo Roger Federer. Ele ressuscitou o saque e voleio, reviveu o chip-and-charge. E quem já o viu jogando, vai querer revê-lo agora, nesta nova fase, não menos deslumbrante do que toda sua carreira.

A expectativa é mesmo de que Roger Federer sonhe alto com o número 18. Mas o US Open também tem suas peculiaridades. É jogado no distrito de Queens, um dos cinco que formam New York – ao lado de Bronx, Brooklin, Staten Island e Manhattan, o mais glamoroso -.Tem a vocação popular. Cerca de 50 mil pessoas cruzam diariamente as bilheterias de Flushing Meadows e proporcionam duas atmosferas distintas, com diferentes velocidades de jogo.. Na sessão diurna o calor é arrasador e um público apaixonado. Na sessão noturna as condições mudam com uma torcida mais sofisticada e que mistura os amantes do esporte aos convidados das suítes num clima de festa. Vencer este Slam é, sem dúvida, um tremendo desafio. Os organizadores costumam colocar Federer nas noites da Arthur Ashe, mas ao longo do campeonato ele terá de conhecer também o calor do alto verão nova-iorquino.

Com a conquista em Cincy, Roger Federer recuperou a vice-liderança do ranking. Assim só poderia rever Novak Djokovic numa eventual decisão de título. Mas não se pode deixar de lado um fato. O sérvio não esteve bem durante toda a semana passada. Sofreu diante de David Goffin, quase foi embora contra Dolgopolov e na final com Federer parece que só resistiu ao primeiro set. Não tenho dúvidas de que o número um do mundo joga mais do que mostrou em Cincinnati e deve reviver seu bom tênis em Nova York.

Também Federer deve adotar em Flushing Meadows a mesma tática agressiva com a qual jogou em Cincy. Este torneio marcou também a primeira conquista do suíço com vitórias sobre o número dois do mundo, Andy Murray, e sobre o líder, Djokovic. Não há dúvidas de que este último Slam da temporada promete ser um dos mais emocionantes e disputados do ano.


Comentários
  1. Leonardo

    A sessão noturna do US Open deixa a quadra mais lenta ou mais rapida? Porque aqui no post você diz que fica mais rápida e
    no post mais recente do José Nilton Dalcim ele diz que a quadra fica mais lenta.

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  2. Ricardo - São Paulo

    Foi uma apresentação impecável sem enfrentar um break sequer…Foi muito bom vê-lo jogando tão bem a ponto de deixar o Novak louco…risos. Abraços Chiquinho

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  3. Gabriel

    Chiquinho, vc diz que a quadra na sessão noturna fica mais rápida e o Dalcim no post de hj diz que ela fica mais lenta…afinal, fica mais rápida ou mais lenta ???

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      É verdade, ele diz que o piso é menos veloz. Há uma tese de que no calor a bola – de borracha esquenta – e faz com que o quique seja mais rápido. Mas pelas informações que tenho a respeito do piso, com sereno e temperatura mais amena as condições são mais rápidas. Por isso, Federer tb prefere jogar à noite…

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      1. Chiquinho Leite Moreira

        “Obviously, night sessions always maybe play a touch slower than the day,” Federer said. “I really have the feeling conditions are slower this year than last year here at the Open. I think it takes some getting used to. You’re not getting as many free points maybe with your serve. Maybe that was part of the inconsistent play I had early on in the first couple of sets.”

        Esta é a declaração de Federer em 2011 confirmando a informação do Dalcin e indo de encontro às minhas informações. Vou então optar por uma diferença de atmosfera no post.

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  4. Altaisio dos Santos Paim

    Chiquinho, bom dia!
    Federer pode recuperar a liderança do ranking ainda esse ano?
    Mesmo que remotas, ainda há possibilidade?
    Abraço.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Preciso fazer algumas contas… Mas a princípio sim… pois se Djoko, por exemplo, não puder mais jogar pelo restante da temporada por lesão ou qualquer outra coisa e o Federer ganhar tudo. Enfim, se nada de anormal acontecer acho difícil o sérvio perder a liderança. Mas vou estudar o assunto

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    2. Ricardo - São Paulo

      Parece que o Roger teria que ganhar o USOPEN, Xangai, Basiléia, Paris e o Finals e ainda assim o sérvio teria que se sair muito, mas muito mal.

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    3. Gume

      Caro Paim:

      O ranking de entradas (resultados somente do ano) apresenta a seguinte situação:

      1. Novak Djokovic: 10,785
      2. Andy Murray: 7,190
      3. Roger Federer: 5,525

      Diferença entre Djokovic e Federer: 5,260

      Principais torneios: USOpen (2,000), Xangai (1,000), Paris (1,000), Basiléia (500) e Finals (1,500 max)
      Total a jogar em 2015: 6,000 pontos.

      Não é impossível Federer atingir o #1 em 2015, porém é muito improvável.

      Abraços,

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  5. Renato

    Chiquinho aproveitando seu post sobre federer vc acha que federer pode ser considerado o melhor jogador no geral do tênis masculino de todos os tempos ( como o próprio nadal já afirmou uma vez ,se não me falhe memória, e alguns tenistas)?

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Eu acho sim que podemos ficar no conceito de um dos melhores de todos os tempos…. O melhor vale uma enorme discussão.

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  6. Fernando

    O que mais esse tenista precisa fazer para ser considerado por todos como o melhor de todos os tempos ?
    O que ele faz com a bola , ninguém faz . É um enorme prazer vê-lo jogar . Suas jogadas genias e seu currículo
    demonstram isso .

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  7. Miguel Ângelo Pereira Delfes

    Federer melhor de todos..sem medo de afirmar..
    Outros gigantes..Rover..Sampras..Djoko..Nadal..Borg
    Simples..o mais dificil está entre Grand Slams e Semanas como líder..nois dois quesitos ele é o cara a ser batido..
    Qt ao seu estilo..estádios cheios..maior torcida no mundo..mais ético..comportado..respeito aos colegas..tempo extremamente bem investido em vê-lo jogando tênis..

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  8. Alberto Hiltner

    Independente de líder em todas as estatísticas do tênis, o suiço já superou o status de jogador. Agora é lenda, mito. Mesmo sem ser o número 1, é sempre o mais solicitado, é o que tem melhor público. Isso sim, vai levar tempo para ser superado.

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