TenisBrasil - Tenis.Com Chiquinho
Djokovic: o reconhecimento
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 13, 2015 às 2:54 pm

Por mais que ‘Federistas’ de todo mundo tenham lamentado a derrota de Roger Federer no que poderia ser o mais provável 18. troféu de Slam, senti um reconhecimento geral ao valor e merecimento no título de Novak Djokovic. O sérvio tem o seu carisma, faz bem ao tênis e jogou como digno número um.

O mais curioso nesta história toda é que ao mesmo tempo em que se comentou a derrota de Federer surgiu uma outra forma de lamentação e reconhecimento: tipo “uma pena que Djokovic tenha perdido a final de Roland Garros, pois mereceria completar o Grand Slam este ano.”

As esperanças para Roger Federer também não se encerram com Wimbledon. É claro que depois de exuberantes atuações no All England Club tinha na grama sua maior chance de conquistar mais um Slam. Só que o suíço pode ir bem também no US Open, torneio que tem fortes peculiaridades, como, por exemplo, jogar na sessão diurna ou na noturna. Muita coisa muda… para pior ou melhor, dependendo da característica de cada jogador.

Djokovic, além de comprovar seu espírito competitivo, jogou com inteligência. Não sei se deu para notar, mas a final de domingo foi o jogo em que Roger Federer menos alcançou a rede. Trocou bolas de fundo de quadra como em nenhuma outra partida do campeonato. A tática estabelecida pelo sérvio foi colocada em prática, com eficiência.

Outro detalhe também chamou atenção. Não há dúvidas de que o backhand de Djokovic é espetacular – dizem que ele tem ‘duas direitas’ – . Mas o seu forehand funcionou também de forma exemplar. Com este golpe aplicou 17 winners e cometeu apenas sete erros não forçados. Mais uma tática que deu certo.

Enfim, Novak Djokovic coroou o campeonato com uma atuação soberba. Um título merecido e não sem grandes esforços. Não se pode esquecer seu desafio diante de Kevin Anderson. Mas, como disse o próprio campeão, nada como um troféu de Grand Slam, para esquecer outro… Roland Garros está superado. E que venha o US Open.


Comentários
  1. eduardo

    Depois da vitória do suíço sobre Murray, todo mundo dizia que ele ia ser campeão. Só esqueceram de combinar com Djokovic.

    Responder
    1. Frank Silva

      Dos 17 títulos do Federer de Grand Slam, 11 foi em cima de galinha morta, Andy Roddick ( 4 finais de Slam ), Mark Philippoussis ( 2 finais de Slam ), Fernando González ( 1 final de Slam ), Marcos Baghdatís ( 1 final de Slam ), Lleyton Hewitt ( 3 finais de Slam ), então se imaginarmos que se os 3 fossem da mesma época, a quantidade de Grand Slam do Federer seria menor, certo…

      Responder
      1. ADRIANO LUCAS BILA

        Só que… Há que se multiplicar por sete o número de títulos. Não há como disputar a final sem antes vencer seis partidas. E geralmente acontecem muitas finais antecipadas. Federer chegou à final de Wimbledon em 2015 enfrentando jogadores muito mais perigosos do que Djokovic. Costumamos esquecer a trajetória para se tornar finalista de um Grand Slam.

        Responder
  2. oswaldo e. aranha

    Chiquinho anda bem que fizeste uma colocação correta sobre o melhor tenista da atualidade, pois anteriormente nos blog de tênis e nos títulos desprezava-se a qualidade do Dkovich, tanto em termos de atleta como de pessoa.

    Responder
    1. Pedro

      Talvez daqui a uns 5 anos, se o Djokovic ganhar tudo, ele seja um pouco mais lembrado. Te lembras do Senna e do Schumacher? Quem ganhou mais? E quem foi mais lembrado e que as pessoas gostavam? Uma coisa não tem nada a ver com outra. Todo mundo gostava do SEnna e ninguém gostava do Schumacher (com execeção de alguns do fã clube dele na Alemanha). O Djokovic é forçado, é teatro. É um excelente jogador, o melhor, porém nunca vai ter a dimensão e fãs como Federer.

      Responder
  3. Cezar Rogerio da Silva

    Olá CHIQUINHO

    Gostaria que você prestasse atenção no Badminton também…
    Trata-se de um esporte belíssimo e elegante, capaz de nos ajudar com a formação de nossos jovens.
    É uma pena que nenhuma Tv vai transmitir os jogos,

    Um abração
    CEZAR

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Sem dúvida, o badminton é muito legal e dinâmico. Já acompanhei vários jogos e nos meus tempos de squash tb joguei um pouco

      Responder
  4. Rodrigo Mesquita

    Concordo. Não acho que Federer jogou mal, pelo contrário, jogo muito bem, o Djokovic que fez a sua melhor partida no torneio, bateu de frente com o melhor de todos e sobrou no físico na reta final. O físico que ajudou e costuma a ajudar o Djoko faltou em Roland Garros, mas por pura falta de organização do torneio, creio que se o jogo com o Murray terminasse no primeiro dia, ele chegaria voando na final contra Stan, mas este também teve seus méritos.

    Responder
  5. Pedro

    Vou fazer uma análise. Do meu ponto de vista, eu já imaginava que o Federer iria perder a partida. Eu sou fã do Federer, porém, pelo fato de ser fã, já acompanho os jogos dele há muitos anos. Ele evoluiu muito nestes anos todos. Ele é muito melhor jogador hoje do que na época em que era totalmente dominante. Mas como? Ele é melhor agora e perde? Sim. O problema é que os outros evoluiram mais que ele. Só isso. Não sou fã do Djokovic, pelo contrário, acredito que ele contribui menos para o esporte do que se o Federer estivesse número1, porém, temos que reconhecer que ele chegou num nível de tênis, que é muito difícil alguém chegar, e mesmo ele manter. Ele tem físico, golpes, inteligência, sangue frio e coragem. Logicamente tudo isso não vem do nada. Vem de todo um esforço. Você olha o Nadal hoje e vê que ele está sem confiança, por que? Para mim, é um conjunto, e tudo tem de estar funcionando para se ter o máximo, tem que ter físico, tem que estar de bem com a vida, e tem que ter técnica. Eu já imaginava que o Federer ia perder pelo simples fato de que ele queria muito ganhar. A pressão exercida era muito grande pois todo mundo sabe que com o tempo passando, a chance dele ganhar um Slam diminui e convenhamos, este Wimbledon foi a melhor chance nos últimos tempos. O Federer estava jogando com extrema cautela, com medo. Você observa isso pelos golpes de direita em que ele podia encher a mão e ele apenas empurrava algumas. Resultado: ele errou mais do que devia. Outra maneira de analisar isso é dizer que ele forçou tanto que estava errando, mas eu não acredito nesta segunda hipótese, acho mais que ele estava sim, muito receoso e preocupado, e isso interferiu no jeito dele jogar. Já o Djokovic, não deixou se abalar e com isso fez um excelente jogo, sendo que ele crescia mais nos momentos importantes. Para mim o Federer é mais emocional, e na verdade sempre foi, e isso faz com que o público goste mais dele, além de toda a plástica dos golpes, porém, quando é uma coisa importante, a pressão faz com que ele perca, e isso nem psicólogo pode mudar.É dele. É uma pena, pois tenho certeza que a grande maioria das pessoas queria que ele tivesse ganho. Para o bem do tênis. O Djokovic é o máximo em tênis porém não encanta.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Caro Pedro, como gostos e personalidades são simplesmente únicos.
      O Djokovic, pelas características que listaste acima, me encanta, desde sempre. Acredito também que ele seja mais emocional que Federer.
      Grande abraço.

      Responder
      1. Frank Silva

        Amigo Pedro, vc foi bem infeliz no seu comentário. Você se mostrou uma federete chefe de torcida, mas bem menos heim, tipo, realmente a maioria torcia pela vitória do Federer, por tudo, pela história dele, mas o Djoko fez e esta fazendo muito pelo tenis e pelo esporte. Ele é muito carismático, tem uma história de vida bonita, nasceu e cresceu em meio as bombas no seus país, e conseguiu vencer na vida. Você mesmo disse que o Federer está jogando melhor hoje de que quando ele era o número 1, então essa tese do físico fica meio sem fundamento.

        Responder
        1. Pedro

          Caro Frank. És o Sinatra? KKKK. Que nome hein? Deu para ver que ficaste muito irritada cara menina. Relaxa. Isso aqui é um fórum de opiniões. Tem que ter controle para dialogar sem ofender, coisa que já vi que não tens. Mas vamos lá, Infeliz? Onde? Comentário é comentário. E por sinal foi ótimo, pois veja bem, é fato de que todo mundo queria que o Federer ganhasse e uma minoria torcia pelo Djokovic, e que pena que você faz parte da minoria. Deve ser difícil ser minoria. Nole carismático? Tem gosto para tudo, mas volto a dizer, se ele fosse tudo isso, a grande maioria estaria torcendo para ele. Então tá faltando muito carisma ainda. História de vida bonita, bem vamos lá, você já viu a história de vida do Lula? E aí, gosta dele? A história dele é muito melhor que a do Nole, e aí? Você foi totalmente parcial em sua réplica, o que mostra o quão tendencioso você está sendo. Não adianta trocar ideia, pois já vi realmente que não tens condições de ser imparcial.

          Responder
          1. Chiquinho Leite Moreira

            Pessoal gostaria que as coisas fossem mais brandas. O espaço é para curtir tênis. Enfim, acho que não me fiz entender muito bem no post. Quando digo que o Djokovic é bom para o tênis, realmente não quis dizer que é o melhor jogador em termos plásticos, jogo clássico etc e tal. Mas vejo como uma personalidade marcante e capaz de atrair grande torcida e interesse pelo esporte. Enfim, peço desculpas se este mal entendido acabou provocando polêmicas. Confesso que gostaria muito que o Federer ganhasse este Wimbledon, por tudo que envolve sua carreira. Mas durante o jogo não deu para não torcer também pelo Djokovic, que, na minha opinião, mereceu a vitória.
            abs

      2. Pedro

        Gosto, cada um tem o seu. Mas existe sim uma predominância de gostos. Por exemplo, quem é mais bonita? A Sharapova ou a Serena Williams? KKKKK. Parece que existe mercado para ambas, porém a grande maioria prefere a Sharapova. A mesma coisa diz respeito ao Federer e Djokovic. Quase todo mundo prefere o Federer. Mas, existe uma minoria, a qual você faz parte, que gosta do Djokovic. Fazer o que?

        Responder
  6. Marcelo-Jacacity

    Chiquinho,
    Parabéns pelo excelente post!
    Nem se compara: Djokovic revela sempre as emoções. Já o suíço poker face na quadra e fora, somente na Austrália em 2009. Com seu discurso sempre nulo.

    Responder
  7. David Amaro

    Pedro, realmente gosto não se discute, Djoko é fodaaaaaaaaaaa, simplismente o melhor, não só hoje, mas a uns 3 anos para ca, djokovic mala? pow como vc é fã de federer, não deve acompanhar a vida de djoko, o cara tem varios projetos sociais, fundação para ajudar as pessoas, ele simplismente é um cara mais emocional dentro de quadra do q os outros, como seu idolo federer foi por muito tempo na carreira, se vc não sabe, quebrando muitas raquetes, reclamando e muito mais grosseiro que o djokovic!
    Como eu falei a algum tempo atras, ele infelismente deu azar do stan jogar o q jogou em roland garros, como o proprio jogador disse foi o melhor jogo da vida dele, senão provavelmente o Djoko ganharia os 4 slams esse ano, como disse antes, acho possivel sim um jogador ganhar 4 slams no mesmo ano, basta se preparar para isso!

    Responder
    1. Pedro

      David, só corrigindo o teu português antes, lembrando que infelizmente é com Z. Mas voltando ao assunto, eu não menosprezei o Nole no meu comentário, muito pelo contrário, eu disse que o cara é o melhor e está número 1. QUe tem todos os golpes e tudo o mais dentro de quadra. Mas, que para o tênis, ele não encanta. E é a verdade. Tanto é a verdade que em Roland Garros estavam todos torcendo pelo Stan e sempre que tiver Federer, vão todos torcer pelo Federer. Volto a dizer, o Nole é o melhor, mas não o melhor para o tênis.

      Responder
  8. SRMARTINS

    Esses são os dois tenistas melhores classificados do mundo e fizeram uma grande partida. Se fossemos contar com fator “sorte”, ao invés de consistência, a vitória poderia pender prá qualquer um dos lados. Se fossemos contar o fator “torcida” Federer ganharia com vantagem de 75%. Se fossemos contar apenas a capacidade de superar obstáculos e poder de concentração, pelo menos nesse jogo, Novak ganharia com 100%. Se fossemos contar com o sensacionalismo e perseguição da imprensa britânica, que fez de tudo para minar o sérvio, o suíço ganharia com 100%. Federer não jogou mal, foi grande e é uma lenda que merece respeito. Novak foi GIGANTE, soube aproveitar as oportunidades e mereceu a vitória, e está se consolidando no mundo do tênis com uma boa base de fãs fiéis, ainda que boa parte da mídia só consiga enxergar as virtudes de Federer e Nadal, quiça Murray, e diminuir qualquer conquista de Novak. Basta ouvir os discursos depois do jogo para ter certeza que além de excelentes atletas, são excelentes pessoas, humildes e elegantes como é tradicional nos atletas de tênis. Simples assim, sem apelidos pejorativos, sem desmerecer o vitorioso e sem achincalhar o derrotado, sem o fanatismo xiita encontrado nas arquibancadas de futebol. Quem ganhou mais uma vez foi aquele que teve o privilégio de assistir a um jogaço. Parabéns pela resenha imparcial e objetiva Chiquinho. Ainda há esperança no jornalismo esportivo. Abraços!

    Responder
  9. Giulia Morelli

    Venceu o melhor do mundo. Foi um show do sérvio em cima do suposto favorito ao título (segundo alguns analistas).

    Vejo Novak caminhando a passos largos para se tornar uma lenda do esporte (Se já não é). É frio nos momentos decisivos, e tem TODOS OS GOLPES, fruto da sua obstinação de sempre aperfeiçoar o seu jogo.

    Aos críticos do sérvio um aviso: Usem mais a razão, e menos a emoção. A paixão pela torcida de um jogador, pode cegá-lo nas criticas seu oponente.

    Responder
  10. Rodrigo S. Cruz

    Chiquinho,

    Novak jogou uma partida exuberante, mas por outro lado:

    1) Federer não jogou bem no saque (fez apenas 14 aces); Uma média de 3,5 por set. (na semifinal ele marcara 20 e com média de 6,6 por set) . Além disso, contra Murray ele teve encaixe de 76% no primeiro serviço e um aproveitamento de 84% em pontos. Mas contra Djoko ele encaixou apenas 67% tendo aproveitamento de 74%.

    2) Federer escolheu a tática errada de ficar muito tempo no fundo com Djoko e subir poucas vezes à rede, ou seja, teimou em jogar mais aonde ele é mais vulnerável, e menos aonde ele é mais forte.

    3) Federer estava com um “timing” ruim com a direita, batendo várias vezes atrasado e de forma errática. Isso é claro deve-se em parte também à solidez de Djoko no fundo e ao fato de ter surpreendido o suíço com uma direita afiadíssima. E olha que este nem é o melhor golpe do sérvio…

    4) E acima de tudo, Federer não jogou bem os pontos importantes. Aquela quebra de saque do Federer no primeiro set, em que o suiço jogou em seguida um game HORROROSO e foi quebrado de volta, pra mim foi o principal diferencial da partida. Enquanto o sérvio neste quesito foi perfeito, fechando toda hora a porta na cara do rival.

    Em resumo> Djoko jogou muito tênis nesta final, mas Federer jogou bem abaixo em comparação à semifinal que havia feito com Murray…

    Discorda de algo, Chiquinho?

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Acho que o seu item 3 ‘mata’ o assunto. Djoko forçou o Federer a fugir de sua zona de conforto e foi capaz de segurar o suíço no fundo de quadra. abs

      Responder
  11. Maria José

    Pelo tempo que acompanho tênis o melhor que já vi foi Björn Borg,perfeito golpes finos encantava era muito perfeccionista pena que parou aos 27 anos.Concordo que o tênis de hoje necessita de preparo físico e psicológico.Federer para mim só quando os melhores pararam que começou a aparecer no circuito . O tal estilo clássico do Federer parece um jogo de garotas,e quando ganha e todo gentil mas quando perde tem sempre desculpas esfarrapadas.Gosto de tênis jogado com golpes fortes,inteligência e óbvio estilo.Em Winbledon queria o Djocovich campeão é o número um ,tem classe,força,bom humor,simplicidade e excelentes golpes. O tênis é um jogo que nada tem de torcedor de futebol. Minha humilde análise é que Federer como já disse bem um Sr.aqui atingiu seus 17 Grand Slans em cima de jogadores de nível bem medianos e agora com a idade Federer não tem condições de encarar tenista mais habilidos,inteligentes e jovens.Essa geração veio para tirar a mesmice de Federer com seu jogo e jeito que dá sono.Se quero ver bailarino vou ao Municipal e não ver tênis.Federer tem jeito de porta de saloon da impressão que tanto faz estar ganhando ou perdendo tem a mesma cara enjoada.Prefiro jogadores mais vibrantes.endeusam muito Federer e está difícil para ele parar pois virou obsessão o tal18 Slam.O fanatismo federistas não deixa ver que já foi e tentam sempre desmerecer conquistas de outros tenistas.Para mim Federer treme contra Nadal,Djoko e agora até Wawrinca.Interessante que passou Djoko com sua mulher comemorando e Federer passando de cara amarrada sem sequer um sorriso.E diga-se de passagem a mulher do Federer é uma tranqueira basta o grito dela para Wawinka cry baby lastimável para um esporte tido como de elite.Enfim ,que Djoko continue com seu belo tênis,Nadal possa retornar ,Nishikori uma grande promessa .E quem é melhor dessa época e uma mulher que tem 20 Grand Slans,foi treinada por vídeo pelo pai,teve pneumonia intersticial tendo ficado parada dois anos e é bastante humilde.Federer é suíço portanto suas dificuldades entre os demais foram absolutamente nada.

    Responder
Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Comentário

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>