TenisBrasil - Tenis.Com Chiquinho
RG na semana dos grandes desafios
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 1, 2015 às 5:56 pm

A eletrizante atmosfera dos primeiros dias, com alamedas lotadas e bons jogos espalhados por todos os cantos, dá lugar agora aos grandes duelos, nas chamadas ‘show courts’. Particularmente gosto muito da primeira semana. Mas não dá para reclamar das emoções reservadas para os dias mais decisivos.

O mais esperado encontro da competição, desde o sorteio da chave, vai mesmo acontecer. Novak Djokovic e Rafael Nadal jogam nas quartas de final. Se até agora, o sérvio caminhou tranquilo, sem sequer ceder sets, o espanhol melhora a cada jogo. Só isso já é o suficiente. Ir além seria antecipar-se aos fatos.

No mesmo lado da chave Andy Murray vai para ‘o teste’ no saibro. Ganhou na temporada dois títulos na terra batida, mas só agora verá o que é enfrentar um espanhol chamado David Ferrer.

A esperança de surpresas ronda cada vez mais a cabeça dos japoneses. O ‘catimbeiro’  Key Nishikori enfrentará um clima festivo com a torcida francesa incentivando Jo-Wilfried Tsonga. Enquanto a Suzanne Lenglen terá os suíços Roger Federer e Stan Wawrinka em busca de uma vaga nas semifinais.

No lado feminino, Serena Williams deixa a impressão de que é vulnerável. Parece que vai perder, mas na hora em que precisa vence. Terá pela frente Sara Errani… nada a declarar.

Maria Sharapova perdeu. Mas quando ela entra em quadra tudo pode acontecer. Faz jogos difíceis parecerem fáceis. E jogos fáceis transformarem-se num pesadelo. Diante de Lucie Safarova não foi além. Esforçou-se ao máximo, mas não foi o suficiente.

A boa notícia é a volta de Ana Ivanovic nas quartas de final de Roland Garros. Torneio que ela ganhou em 2008 e depois disso nunca mais esteve na segunda semana de Paris. Terá pela frente uma das novas estrelas: a perigosa, mas ainda inexperiente, Elina Svitolina. Outra da nova geração que pode brilhar é Garbine Muguruza.


Comentários
  1. Igor Menezes

    Perigosa e gata, Elina Svitolina, diga-se de passagem! Me amarro nessa loirinha… rs Uma belíssima jogadora!! No sentido que quiser interpretar…

    Responder
  2. bruno

    Aproveita então e peça para o comentarista que se acha engraçado,para parar de torcer durante os jogos.e outra dizer certo os nomes dos tenistas,muito sem graça esse saretta.

    Responder
  3. Vial

    Só falta o Djoko perder pro nadal rs… Se não vencer agora, pode esquecer Roland Garros!! Mas duvido muito que ele vai deixar escapar essa oportunidade e vou além: Esse ano ele ganha os 4 slams.

    Responder
  4. João Bento

    Bom dia Chiquinho! Gosto dos seus comentários abalizados na TV ou aqui. Eu nunca fui muito de apreciar o tênis jogado pela Nadal, principalmente depois daquela final com o Nishikori no ano passado (Nishikori se arrastando em quadra, lesionado, e o Nadal vibrando a cada ponto e incitando a torcida, como se fosse mérito ganharr de um “aleijado” do outro lado!!!), mas agora, vendo alguns jogos dele em RG, eu pergunto a você: quando é que alguém vai dar um basta na catimba do espanhol quando vai sacar? O Bernardes tentou e Nadal ganhou no tapetão, ao que parece! No último jogo dele cronometrei os intervalos entre os pontos, é é sempre 28, 35, 30 s., nunca os 25 regulares!!! Eu bato minhas bolinhas nos fins de semana, e sei o quento é desconcentrante ficar esperando o cara do outro lado raspar o chão, tirar a cueca, etc, etc, etc. Será que ninguem vai fazer nada? O Djoko também ficava batendo a bolinha no chão por até 20 xs (!!!), mas agora té dentro das regras. E o espanhol? O que você acha? Um abraço e parabéns pelo seu blog.

    Responder
  5. Renato Toniol

    Acredito que Djokovic enfim vença Nadal em Roland Garros, porém, este jogo está longe de ser uma final antecipada. Primeiro pela qualidade dos próximos adversários, já que não acho nenhum absurdo, Stan, Tsonga ou Murray, levarem o caneco no domingo. E mesmo vencendo Nadal, o fator psicológico ainda pode pesar um pouco em cima do sérvio.
    Para efeito de comparação, vamos lembrar de Roland Garros 2009, ano em que Federer quebrou o tabu e enfim conquistou o único Major que ainda não possuía. Mesmo após a queda do seu grande rival Nadal, o suíço teve jogos dificílimos, em que normalmente se impunha e ganharia, se não com facilidade, mas certamente sem ter as dificuldades então encontradas, como enfrentou diante de Tommy Haas nas oitavas, e diante de Juan Martin Del Potro na semifinal. Tenho certeza que a pressão em cima de Nole é a mesma sentida por Federer naquele ano.

    Responder
Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Comentário

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>