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Djokovic faz história em Miami, mas sonha com RG
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 5, 2015 às 10:05 pm

Novak Djokovic não deixou dúvidas de sua imensa capacidade em Miami. Mesmo sem mostrar o seu melhor conseguiu um grande feito. Conquistou Indian Wells e Key Biscayne seguidos por três anos, 2011, 1014 e agora. Estes títulos consagram um início de ano excepcional, que começou com o Aberto da Austrália, em Melbourne.

É curioso que mesmo em meio a esta celebração, o assunto seja Roland Garros. A mídia internacional lembra que o grande objetivo é o troféu de Paris, no único Grand Slam que o sérvio ainda não levou. O tema, por enquanto, é tratado com discrição. Em Indian Wells, Marian Vajda nem quis comentar o fato para uma reportagem do L’Equipe. Nada de colocar pressão. Afinal, estamos apenas as portas da temporada europeia de quadras de saibro e muita coisa pode acontecer nas semanas que antecede o grande evento.

Alguns jogadores carregam esta sina. Pete Sampras nunca ganhou Roland Garros. Ivan Lendl jamais venceu em Wimbledon. Não acredito que isto possa acontecer com Novak Djokovic. O tenista sérvio sabe como poucos enfrentar dificuldades e sair ileso de buracos. Afinal, mesmo com a vitória sobre Andy Murray, o jogo mais comentado é o de Alexander Dolgopolov. Ainda estava em Miami neste dia. Assisti de perto o sofrimento do sérvio. Mas, sinceramente, quando ele levou a decisão para o terceiro set e vi o ucraniano chamar por atendimento médico, não tive dúvidas. Deixei a quadra central e fui ver os brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares nas duplas.

Há um detalhe no comportamento de Djokovic que me chama atenção e justifica o fato dele ser um campeão. Seu foco. Nos seus tempos de juvenil teve a oportunidade de treinar na Alemanha com Niki Pilic. É um ex-tenista do Leste que trabalhou com Boris Becker e possui enorme experiência e comprovada competência. Mesmo muito jovem, o sérvio já sabia desta importância. Por isso, no pouco tempo que tinha com o treinador aproveitava ao máximo. Já entrava aquecido em quadra e ele mesmo tratava de pegar as bolinhas para não desperdiçar os preciosos minutos que teria de aprendizado. São detalhes como este que diferenciam um grande jogador de um vencedor.

E com este espírito não duvidaria que Novak Djokovic consiga realizar o sonho de ter na prateleira de sua casa os troféus dos quatro Grand Slams. Mas os passos mais importantes deste caminho começam a ser dados agora… no saibro europeu, e, por favor, sem querer parecer esnobe, mas com a licença de todos, para mim a parte mais charmosa e gostosa do circuito internacional. Na chamada terra batida, onde o tenista tem de mostrar todos os seus recursos, Novak Djokovic pode começar a desenhar seu futuro para Paris.


Comentários
  1. Luiz Henrique

    Mon Cher, Petit François du Lait, bon soir !!
    Como o senhor ousa afirmar que Shangai é menos excitante que Roma ? Como se atreve a dizer que Paris (ahh, Paris !) tem mais charme que Miami ? Pretende me convencer que Cincinnati pode ser menos poética que Monte Carlo ?
    Pois é, Petit François, você esta absolutamente certo ! As pessoas “moram” em Shangai, Miami ou Cincinnati mas,….as criaturas “VIVEM” em Paris, Roma ou Monte Carlo !!
    Acho que este ano, com Nadal em baixa, Djokovic encerra seu jejum em Roland Garros.
    Depois dos jogos, caro François, o que é melhor ? Um jantar no Quartier Latin, com um bom Puligny-Montrachet ou, um jantar às margens do Tevere, acompanhado de um grande Barolo ?
    Salutations, mon ami !

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Luiz Henrique nao conheco o circuito asiatico. Nunca estive em Shangai, mas dizem que o evento eh maravilhoso. Confesso, porem, q a opcao do Barolo parece me muito atraente. abs

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      1. Luiz Henrique

        Caro Chiquinho, nada suplanta o charme europeu, não é verdade ? Sua escolha foi excelente, ainda mais se vier acompanhada de uma linda jovem loira de olhos verdes ! Claro que somente para os solteiros. Abs.

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  2. Fabio Pereira

    Djokovick é um bom jogDor. Federer é excelente. E talvez algumas coisas acontecem para Federer não deslanchar totalmente. Federer tbm melhorou muito e creio q mereça e deva ser o melhor sim. Se Djokovick vacilar Federer assumirá a ponta. Com Miami agora será mais difícil mas temos q ver como se saíram nos Grand Slam. E logo vem Paris. E não e a praia de Djokovick . Lembre se q Federer sonha com o bicampeonato. Eu falei pessoalmente com ele pois somos amigos. E Nadal é uma lenda viva e atuante em Paris. E fora as revelações q irão surgir. Então missao muito difícil para o atual número 1 Djokovick . E eu torcerei para meu querido amigo Roger Federer

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Fabio tb sdmiro o Federer, mas o Djoko estah disparado na lideranca e o saibro da temporada europeia nao costuma ser o melho momento do ano para o suico. Vamos ver o q rola nas proximas semanas

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Fernando cada torneio tem seu fascinio. Wimbledon a tradicao, RG o charme, US Open a gigantismo, enfim, gosto de todos

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  3. Bete Ito

    Chiquinho sou muito fã do Djoko. O considero o melhor da atualidade. Mas você consegue identificar qual o calcanhar de aquiles do grande Djoko? Achava que era o saque, mas contra o Isner Djoko sacou muito!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      É verdade, ele nunca foi muito forte no saque. Mas, talvez por isso, esteja tb ao lado de Becker atualmente. Melhorou seu serviço e voleios. É claro que sua base ainda é o fundo. Mas vejo hj como maior virtude de Djokovic sua rapidez. Chega sempre muito bem na bola, está leve. Joga como uma pantera.

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  4. Reinaldo

    Respeito diazer sobre a temporada de saibro, mas qualquer top 500 pode fazer graça no saibro jogando balões pro outro lado.
    Me encanta mesmo é a temporada de grama, infelizmente a mais curta, onde só rola pancadaria e o “punho/precisão” predominam.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Particularmente gosto muito da temporada de saibro. Mas a grama tem também suas peculiaridades, ainda mais agora que as quadras nesta superfície estão mais lentas do que nunca.
      abs

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    1. Bete Ito

      Acompanho os jogos do Djokovic desde 2008 quando ele começou a despontar. E, já via nele atitudes de um grande campão. E em 2011 chegou ao topo. Talvez ele não seja espetacular como Federer. Mas é muito melhor que Nadal e os outros. Atualmente é o melhor dentro e fora das quadras

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    2. David Amaro

      Oswaldo concordo com vc, queria ver se fosse o Nadal ou o Federer , se iriam estar falando que não estão jogando nada e mesmo assim ganhando! Djoko para mim só fica um pouco atras do Federer, por enquanto , porque tem idade e talento para chegar no federer!

      Quando digo fica atras do Federer, é tenistas de todos os tempos!

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  5. Francisco

    Chiquinho

    Vendo “apenas” os highlights da partida de ontem, deu pena do Murray ao vê-lo tentar volear. O que houve com o britânico que há dois anos atrás vencia Wimbledon e pouco antes as Olimpíadas e o USOpen? O que havia naquele Murray que não existe mais no atual Murray?

    Abraços!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Não vi o Murray assim tão ruim. Ele até tirou um set de Djokovic, mas no terceiro as coisas parecem que fluíram bem para o sérvio, enquanto Murray viu passar os games sem conseguir reagir. Não achei que o pneu foi justo, mas, as vezes, acontece.

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  6. Alan Guimarães

    Chiquinho, bom dia!!!!

    Na minha opinião o Djoko precisa melhorar dois golpes, o smach e voleios, apesar de ter evoluído bastante, ainda é seu ponto fraco.

    Quanto aos Slams, tive a oportunidade de ir aos 4 GS no ano passado e para mim o mais fraco em mídia e como entretenimento , é RG, me surpreendi com o AO, e o mais Show, sem dúvida, é USopen!!!!! concorda com isso??

    lembrando que estou desconsiderando a localização do torneio, e sim o Torneio somente como show para o publico!!!!!

    OBS: quero ver Djoko ganhar RG esse ano, seria fantástico!!!!!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Alan sinto em não concordar com vc… e não pelo fato de estar no Bandsports. Mas muito antes disso já dizia que nenhum Slam tem Paris como sede. Concordo com vc sobre o US Open. É realmente um Disneyworld do tênis. Wimbledon, para ser sincero, não curto muito, apesar de toda sua beleza e tradição. O Aberto da Austrália melhorou muito em instalações nos últimos anos, mas ainda acho o mais fraco dos quatro. abs

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      1. Márcio

        Bom, acredito que 98 por cento dos admiradores e conhecedores do tênis não concordem contigo, pois para esta esmagadora maioria o maior é Wimbledom, depois Us open, depois, mas bem atrás Roland garros e AO, os 2 últimos não necessariamente nessa ordem.
        O fanatismo altera as percepções, Chiquinho, por isso nunca é saudável.
        Sabes que falo do grande jogador Nadal.
        Abraço.

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    2. julio

      o djovick não tem atualmente nenhum concorrnete á altura, é fácil ser campeão sozinho. quem faz sombra à ele? Ninguém. Isso está parecendo f1 sem o sena na época que o chumaço ganhava todas. E talvesz não vá aparecer ninguem para o igualar, porque o nadal está bichado e o federer está velho. Ninguém fala isto.

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  7. Ronaldo74

    Peco permissao para discordar… Pelo saibro ser o piso mais lento, na minha modesta opiniao, nivela os tenistas por baixo. Tudo bem que tem que ter a “tecnica” para deslizar e se equilibrar.. Mas em Wimbledon o cara tem que ser TENISTA! A maioria dos comentaristas afirmam q jogar na grama he mais dificil. E se vc pegar os campeoes de RG, vai ver que nao tiveram muito sucesso nos outros pisos, alem de terem um estilo bem defensivo. Em fim, o saibro tem la seu charme.. Pra quem gosta de sujeira e jogo defensivo..Rsrsrsr
    Desculpe, tem la seu charme sim, vai..

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  8. Ricardo

    Acho bonito o “deslizar” e o jogo de fundo, mas poderia ter mais jogadores e torneios saque-voleio. Aliás, o saque-voleio do Sampras em Wimbledon era belíssimo (mais que o do Federer, na minha opinião). RG é grande, mas Wimbledon é a grama sagrada (tá bom, cada vez mais “solo” que “grama”) e me desculpem os inovadores, mas jogar de branco torna um jogo lá algo mais solene.

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  9. Rafael Medeiros

    Convenhamos: a máxima de que alguns não conseguiram os 4 Grand Slams não pode servir de parâmetro para os jogadores de hoje.

    Explico: em tempos de Pete Sampras ou Ledl, era MUITÍSSIMO MAIS DIFÍCIL ganhar os 4 Slams. Isso porque os pisos eram bem mais definidos (diferentes) do que hoje: saibro era lento, grama era ultra rápida e o cimento ficava no meio dos dois.

    Além disso, e em razão da diversidade real dos pisos, os tenistas tinham estilos também diferentes, definidos: havia jogadores de saibro, da rápida e da grama. Sque e voleio, jogo de base. Tudo bem definido. Hoje não há mais nada disso. Todo mundo joga igual, todo mundo é “all around player”.

    E daí? E daí que, hoje, conquistar os 4 Slams não é uma tarefa tão hercúlea como era em outros tempos. Prova disso é que esse feito foi realizado por Fedex e Nadal em pouco tempo e será feito por Djoko neste ano.

    Outros tempos os de hoje. Tempos mais chatos.

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  10. julio

    como todo mundo enaltece o dkovick, ele logicamente é o numero um, mas não tem nenhuma concorr~encia, é facil ser o numero 1 assim. Nadal ta bichado e talvez nunca mais vair ser o mesmo, federer está velho, o resto ´´e reto. Ser numero 1 assim é facil, gostaria de ver ele pegando neguinho bom mesmo, porque ele sempre pipoca em certas horas, só cresce quando está la em cima, ele foi quebrado duas vezes em monte carlo logo no inicio das partidas, sendo o numero 1, e em grande forma, mostra que não está 100 por cento. Nadal somente não quebrou ele, porque está bichado mesmo. Nem se fala no resto. A concusão é a seguinte, todos perdem para ele, e não que ele ganhe todas. Todos são mentalmente fracos, não suportam a briga, ninguém está bem e 100 %, assim é fácil mesmo. Mesmo o Nadal, já vem péssimo desde o ano passado. Essa história de falta de ritimo é papo furado, Tá ruim, e vai continuar ruim se ele não mudar a a atitude mental dele.

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