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Rio Open e a Copa Davis
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 23, 2015 às 2:12 pm

A ideia inicial do título seria uma espécie de trocadilho. Rio: open a homenagens. É claro que o torneio foi um sucesso, apesar da sessão coruja de Rafael Nadal, seu pedido para não ver mais Carlos Bernardes na cadeira, ou mesmo o episódio de Bruno Soares com as bolinhas.

Tudo já discutido e nada resolvido. Enfim, gostei bastante da ala das homenagens do torneio. Um culto a nossa memória e a quem se dedicou ao esporte e ao tênis brasileiro. Primeiro vi pelo FB a credencial de Maria Esther Bueno. Ela, por si só nem precisaria de uma foto pendurada no pescoço. Mas os dizeres valorizaram esta necessidade. Estava lá o número de Grand Slams que a brasileira conquistou.

Em quadra as homenagens seguiram. É claro que jamais iriam esquecer de Guga Kuerten. Até no dia da final ele ganhou uma referência do campeão David Ferrer. Agradecido, o tricampeão de Roland Garros revelou toda sua admiração e reconhecimento a Antônio Carlos de Almeida Braga, o conhecido Braguinha. Desde que fui a Roland Garros pela primeira vez lá em 1985 ele fazia com os jogadores novos ou juvenis o que fez com Guga. Dava uma ajuda, sempre falando ‘garoto isso é pra você comer direito… precisa se alimentar’. Esta atitude o aproximou de diversos atletas em Paris, como é o caso de Cassio Motta, que, se permitem, transformou-se em quase um filho de Braguinha. Lembro também que bem mais recentemente o Zé Pereira – irmão da Teliana – estranhou a aproximação do bom velhinho para sua habitual contribuição. Meio sem jeito não queria receber a doação. Mas aceitou, depois de eu lhe dizer que explicaria mais tarde do que se tratava. Ao saber da história, acho que o Zé Pereira sentiu-se homenageado ao ser tratado da mesma forma como o ídolo Guga Kuerten.

Outra lembrança das mais justas foi a de Thomaz Koch. O tenista gaúcho marcou época e influenciou toda uma geração. Inspirados no seu tênis e seu jeito nasceram muitos tenistas, mais de uma geração. É uma pessoa admirável de tremendo caráter e imenso carisma.

Não sei se perdi outras homenagens. Não estive no Rio desta vez. Mas até nas finais vi o Batata, Wilton Carvalho, todo orgulhoso pelas homenagens e o sucesso de seus filhos, em especial o Lui, diretor do Rio Open.

A NOVA DAVIS  – Com os resultados dos ATPs de São Paulo e Rio, mais o de Buenos Aires, a equipe brasileira da Copa Davis sofre uma drástica alteração. O técnico João Zwetsch deve oficializar a lista de convocados logo mais. Ninguém, porém, tem dúvidas de que João Souza, o Feijão, integrará o time, desta vez. E o mais curioso é que será o número um do Brasil. Thomaz Bellucci com a derrota na estreia na Argentina, diante de Pablo Lorenzi, terá descontado 90 pontos das semifinais do Brasil Open do ano passado, disputado em nova data. fazendo com que perca cerca de dez posições.

Como se sabe o Brasil viaja a Argentina em breve para o desafio de primeira rodada do Grupo Mundial. A Davis, já há algum tempo, prevê no primeiro dia os duelos dos números um. E no domingo o quinto jogo, que pode ser decisivo, coloca invariavelmente os números dois para definir o futuro na competição.

E neste o que seria melhor: ter Feijão ou Bellucci como número dois da equipe?


Comentários
  1. Marcus Rocha

    ..caro Chiquinho..no seu post..Djokovic, um exemplo de campeão..você disse..Ouso dizer que não o vejo como um dos mais talentosos jogadores do circuito..ai lhe pergunto..quem você considera hoje os mais talentosos do circuito..seria o Nadal por exemplo?

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  2. Luiz Henrique

    Prometi para mim mesmo que não falo mais mal do Bellucci. O que não me obriga a falar bem . Não pensem os Srs. que o Brasil fará no Buenos Aires Lawn Tennis Club, aquilo que fez com a Espanha no ibirapuera em 2014. Portanto, não podemos creditar toda a responsabilidade do confronto a João Souza, o Feijão.
    Entretanto, caro Chiquinho, estaremos muito bem servidos com nosso novo Nº 1 !!
    Feijão é aguerrido, combativo e, preparando-se bem fisicamente e, estando descansado, fatura ao menos 1 ponto nas simples.
    Nossa dupla é de altíssima qualidade e pode nos dar, com razoável margem de segurança, mais um ponto no score.
    Resta ao MORTO (ops, desculpe-me a recaída), obter ao menos uma vitória com o 2º Tenista argentino.
    Penso que Leonardo Mayer dificilmente cederá ponto, jogando em casa, à Esquadra Brazuca.
    Só lamento não podermos escalar a Beatriz Haddad Maia, no lugar do BICHO PREGUIÇA (eu tinha jurado que não trairia minha promessa !). Estaríamos na segunda rodada…. Salutations Monsieur Petit François du Lait !

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Eh isso mesmo: domingo jogam os numeros um na primeira rodada. Se o confronto estiver empatado os numeros dois eh q irao definir o futuro.

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