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Valeu Feijão
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 14, 2015 às 7:47 pm

Sem ranking para entrar direto na chave, João Souza, o Feijão, precisou de um wild card para disputar o Brasil Open. Por pouco, muito pouco, muito pouco mesmo (como diria Geraldo José de Almeida, que empresta seu nome ao Ginásio do Ibirapuera) ele não chegou a final. É que justamente diante do surpreendente italiano Luca Vanni, o brasileiro não fez a sua melhor atuação no torneio. Pelo contrário, esteve distante de outros dias. Mas valeu… lutou para salvar os dois primeiros match points e liderou o terceiro set. Só que sentiu o desgaste de uma semana exigente, tanto no aspecto físico como emocional.

Já na primeira rodada fique feliz e satisfeito com a atuação de Feijão. Especialmente no segundo set de seu jogo de estreia com Pablo Carreno Busto. Estava numa situação difícil em que em outros tempos muito provavelmente teria falhado. Mas agora não. Mostrou maturidade e poder de reação. Sem contar que no aspecto técnico é um novo jogador. Felicitações a ele e a seu treinador o inventivo Pardal, Ricardo Acioly.

Sei lá… mas acho que Feijão soube usar a torcida – que infelizmente não foi como a dos outros anos no Ibirapuera -. Não foi exagerado e é de se levar em consideração que pela primeira vez estava no foco das atenções com duas tevês transmitindo seu jogo e carregando as esperanças de muita gente. Não entendi muito bem os patrulheiros. Ora, se Bellucci não joga com a torcida o pessoal reclama. Se o Feijão joga com ela, o pessoal reclama também.

Argentinos – jogadores e twiteiros –  falavam que Feijão mereceu perder porque não se comportou bem. Juro… quero ver Brasil e Argentina pela Davis, lá em Buenos Aires. Em Montevideu, então nem se fala. Mas para não ficar apenas entre sul americanos, lembro que em Pau, diante da França, o clima também não foi nada amistoso para com a gente. Nem mesmo na Suécia, em Helsinborg, ou ainda em Genebra, contra a Suiça, ainda antes de Federer e Wawrinka.

Por isso, acho melhor lembrar Vinicius…

Há dias que eu não sei o que me passa
Eu abro o meu Neruda e apago o sol
Misturo poesia com cachaça
E acabo discutindo futebol…

 


Comentários
  1. Claudio

    Chiquinho, desculpe mas você deixou de comentar um detalhe: o João comemorou vários erros do adversário de forma efusiva. Isso, para mim, vai além da questão torcida. Você o conhece e sabe que não é, nem de longe, a primeira vez que ele apresenta este tipo de comportamento. Isso vem de longa data e, hoje, foi além do razoável. Infelizmente, não posso relevar este tipo de atitude. Respeito pelo adversário foi uma das primeiras coisas que aprendi numa quadra de tênis. E a última que ele, se realmente quer ter uma carreira de sucesso, deveria ignorar. Grande abraço!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Eh verdade vc tem razao. Tb nao gosto desta historia de gritar na cara do adversario. Mas estava falando dos patrulheiros que adoram achar q os estrangeiros sao melhores. Vc nem imagina o q passei em Llerida qdo o Brasil derrotou a Espanha

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    2. Matheus

      Acho que depende, amigon. O cara dar uma dupla falta ou um erro não forçado bem bobo, não deve ser mesmo comemorado. Mas numa troca longa, que você se segura no ponto com o cara atacando ou você dar uma placa com o cara na rede e ele errar o voleio, acho que dá para comemorar sem ser desrespeito. Abs!

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        1. Matheus

          Exatamente, amigo. Talvez o quê o tenha confundido é que esse erro infelizmente tem se tornado regular, inclusive em publicações de algum prestígio. Explica, mas não justifica, claro. Abraço!

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  2. Eddy Beutter

    É verdade, deve ser uma grande performance pelo ATP N° 88 (João Souza) de ganghar (non sufoco) contro o ATP
    N° 108 (Luca Vanni). Valeu Chiquinho!

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  3. Nilton Capuano

    Torço contra este metido – espero mesmo que ele perca sempre – já vi ele ignorando crianças que solicitavam autógrafos. A torcida de São Paulo uma lástima – o adversário precisava esperar mais do que UM minuto para sacar todas as vezes que este TOP 100 fazia um ponto – estava irritante assistir o jogo – e ele ainda chamava a torcida para gritar em vez de pedir silêncio para que o adversário pudesse sacar em tempo regulamentar. Tinha gente assoviando no momento do saque do adversário. Gostaria de ver o tempo de jogo se fosse respeitada a regra de 20 (é isto, não é?) segundos para sacar!! Eu ia ver os jogos mas desisti depois de ver este verme gritar para o adversário e a torcida sem pudor. No RJ parece que eles respeitam mais!! parece!!

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  4. jorge nader

    assisto pouco os jogos do feijão , mas os que assisti sempre ele demonstrava muita garra, nesse torneio em são paulo ele ganhou o meu respeito nas trocas de bola, com muita segurança, espero que ele jogue a partir de agora, já no rio nessa primeira partida ele jogou muito também, ganhando de um jogador que ele nunca tinha ganho um set.
    já bellucci contra nadal deu uma boa melhora após a davis, e parece que de cabeça também.
    a reporter da sportv toda entusiasmada de ver a transmissão e ver o Euzébio e o Dácio durante o jogo comentar a instabilidade momentânea de bellucci cascou uma pergunta no estilo a ele, bellucci com diplomacia deu um passa menininha a reporter explicando a ela que não foi esse o caso de sua derrota para rafael nadal.
    ou seja bellucci melhorou de jogo e de cabeça está hoje mais pronto para enfrentar grandes jogadores.
    abç.

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  5. Eddy Beutter

    Sr. Chiquinho , vc que é um fervente defensor do tenis no Brasil, mas tenho a impressão que você está rezando no deserto, gostaria ter sua visão. Foi no Rio Open ontem e assisti muitas partidas também na TV. Fora do jogos com jogadors top (Nadal, Ferrer e.o) não tinha espectador quasi nenhum, maximo 2-300) especialmente no feminino. Brasil quer o ATP final….never, considerando também a pessima organização, tanto a Rio que a São Paulo. Aqui conta só o futebol (que é pessimo também). Grato pela sua opinão (franca please)

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Não estive no Rio este ano. Mas acredito que assim como São Paulo a cota de ingressos destinados a patrocinadores provoca um fato curioso e revoltante ao público. Não se consegue comprar ingressos, apesar de as arquibancadas estarem praticamente vazias. Quem paga vai… que recebe gratuitamente o convite, nem sempre. Enfim, acho que este problema precisa de uma nova fórmula para o próximo ano. E, é claro, aqui é o pais do futebol.

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