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É hora do Brasil Open
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 9, 2015 às 7:05 pm

Para quem realmente gosta de tênis chegou a hora do Brasil Open. O torneio tem uma rica história em 15 anos de vida. Na galeria dos campeões estão nomes como Gustavo Kuerten e Rafael Nadal. Hoje, o cenário é outro. Não há uma grande estrela como tantas que a Koch Tavares trouxe aos brasileiros ao longo dos anos. Mas não se pode negar que a chave é forte.

Os jogos tendem a ser interessantes desde o início. Tommy Robredo e Nicolas Almagro podem se encontrar já na segunda rodada. Apesar de Almagro ter pela frente um tenista dos mais perigosos, como o eslovaco Blaz Rola. Em todo o quadro existem duelos que prometem ser emocionantes. E aproveitar para ver de perto estes encontros é, para mim, como andar pelas quadras secundárias de um Grand Slam, deixando um pouco de lado a Central.

Particularmente gosto mais da primeira semana dos Slams. É hora de ver de perto, praticamente debruçado na grade, o que está acontecendo no mundo do tênis. Dá para conhecer melhor os jogadores. Observar o comportamento de cada um, em jogos que tendem a ser uma guerra.

O Brasil Open sem Nadal ganhou um pouco desta característica. Exemplo é este italiano que furou o quali. Nunca ouvi falar de Luca Vanni. Não sei se vai longe, mas que tem estilo… sim ele tem. E se o assunto é curiosidade… respondam a pergunta. Por que o belga Kimmer Coppejans aparece na chave principal como wild card?

Para os brasileiros a chave de duplas também valorizou a modalidade. Bruno Soares, ano passado, caiu logo na estreia. Ele mantém Alexander Peya como parceiro e agora entra em quadra como papai. Marcelo Melo fez um 2014 excepcional. No Ibirapuera estará também com um austríaco, Julian Knowles. Espero que as duplas também mereçam um lugar na quadra principal do torneio.

 


Comentários
  1. Carlos Cypriano

    Por que será que este wild card dado a um belga desconhecido, não foi dado a um brasileiro???
    Quem souber por favor me responda.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      O Kimmer foi campeão juvenil de RG. Tb concordo com a prioridade aos brasileiros. Mas, enfim, lembro que há muito tempo em Itaparica todo mundo reclamou quando deram o wild card para Agassi. Isto foi lá em 1997 e deu no que deu. abs

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      1. Henrique Farinha

        Olá Chiquinho, na verdade, a história do Agassi foi dez anos antes, em 1987. É que ele ficou tanto tempo no circuito que dá até para desconfiar da data… rs. Mas foi pena o Bellucci demonstrar a irregularidade que tanto o impede de estar mais adiante no ranking. Vamos ver o que o Feijão conseguirá fazer. Abs!

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  2. Bruno

    Não sei se há algum acordo da CBT com alguma associação sobre o wild card no Brasil Open Chiquinho, mas o motivo principal com certeza é o fato do Kimmer ter sido campeão juvenil de Roland Garros 2012. Mas até ae eu acho que poderiam ter dado o Wild Card para o chileno Christian Garin, campeão de RG no ano seguinte, porém 2 anos mais jovem(18 anos hoje), rankings parecidos, e o garoto teria chance de jogar um ATP perto de casa, ainda mais agora com o fim do ATP de Santiago/Vinã.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Bruno legal… vejo como mais uma atração a oportunidade de ver este tenista belga. O chiuleno já vi por diversas vezes. Enfim, ambos mereceriam, mas o inusitado parece me mais interessante.
      abs

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  3. Nilton Capuano

    Chiquinha, boa tarde.
    o publico de ontem foi ridículo – tinha umas 50 pessoas!! não sei o preço dos ingressos, mas gostaria de ver uns jogos? sabe os preços?
    Qual é a classificação na ATP é este torneio de São Paulo – ATP250?
    No aguardo.
    obrigado
    NIlton Capuano

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Nilton nestas primeiras rodadas os ingressos são mais em conta. No site do torneio brasilopen.com.br vc tem as informações.
      Na ATP o de São Paulo é um 25-. A ordem é ATP 1000, depois ATP500 e ATP250, vindo a seguir os Challengers e os Futures. Dubai, por exemplo, é um ATP250 e sempre conta com Federer. O de São Paulo teve Nadal. Enfim, este ano vale pelo equilíbrio na chave. Difícil apontar um favorito. Segunda rodada já tem Almagro e Robredo.
      abs

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    2. Bruno

      Mas não é verdade que tinha apenas 50 pessoas ontem Nilton, na sessão noturna creio chegou a ter mais de 1000 espectadores (mas o ginásio é grande e as pessoas ficam espalhadas), não é o ideal, mas também não é tão ruim para uma segunda-feira em que metade da programação ainda era Qualifying….Com certeza dia após dia no decorrer da semana este número irá aumentar. Quanto ao Ginásio, como fui nos 4 anos em SP, posso dizer que houve uma grande melhora entre o caos de 2013, em que dentro do Ginásio a temperatura superava mais de 40 graus, só havia 1 lanchonete, a qual você demorava por volta de 1 hora na fila em horários mais cheios, e as quadras secundárias, o complexo estava caindo aos pedaços(além de ser muito longe da quadra central). No ano passado foi montada uma nova Quadra 1 com ar condicionado, apenas 30 metros da Quadra Central e a torcida fica grudada na quadra, muito comum você se deparar assistindo o jogo ao lado de vários tenistas lá, no Ginásio foram instalados por volta de 50 circuladores de ar grandes que deixava a temperatura lá dentro uns 10 graus amena, também de 1 lanchonete em 2012/2013, foram montadas 4 lanchonetes. Infelizmente para este ano foi removido os circuladores de ar(por sorte esta semana não fará um calor absurdo), mas na parte de alimentação melhorou, além das lanchonetes, foram instalados 3 ou 4 foodtracks com comidas variadas.

      Abraço

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      1. Bruno

        Só fazendo justiça com a organização, porque na segunda(ontem) não tinham instalado os circuladores de ar espalhados pelo ginásio para amenizar a temperatura como em 2014, porém hoje(terça) eles já foram instalados.

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  4. Machado SSA

    Que público furado heim! Lembro que o principal argumento para tirarem o evento de Costa de Sauipe foi a falta de público. Fui a várias edições deste torneio lá e garanto que havia mais público que no Ibirapuera, além da estrutura de Costa de Sauipe ser melhor, mais atrativa para os atletas (não podemos comparar a beleza de Porto de Sauipe com a feiura de SP) e apesar de ser a 100km de Salvador. Agora vocês tem que engolir Juan Monaco dizendo que não há público para o torneio. KKKKKKK

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Machado tb sou fã da Bahia. Mas no Sauipe estava tudo bastante complicado. Ainda mais nos dias de hj com o perfil dos hóspedes. A logística lá ficou complicada. Acho que foi acertada a decisão de trazer o evento para São Paulo, embora eu preferisse estar estes dias jogando golfe pela manhã e trabalhando à tarde no Sauipe….
      A data b beneficia o evento em São Paulo. Buenos Aires está esperneando. Nenhum argentino gostou da mudança de data. E, é lógico, que o Monaco faz parte deste coro.

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      1. Machado SSA

        Caro Chiquinho,

        Respeito muito você e seus comentários, mas neste caso a questão é meramente matemática e lógica. Apesar da imprensa defender o torneio, não há público para tênis em São Paulo. Isto é fato!!

        Antes era dito que não havia público na Bahia para o tênis e isso foi utilizado pela imprensa para tirar o torneio de Sauipe. Hoje está provado que não existe público para tênis aí em São Paulo também.

        Não se trata de bairrismo, mesmo porque Sauipe abriu mão do torneio porque cairia na data do carnaval, evento que é mais lucrativo para o complexo.

        Desculpe se pareci sarcástico no primeiro post.

        Grande abraço e bom trabalho.

        Responder
        1. Chiquinho Leite Moreira

          Sem problemas Machado. Mas estou tb intrigado com esta situação. Os ingressos não estão assim tão caros, apesar de o preço do estacionamento ser abusivo. Mas uma colega contou-me que foi ver o jogo do Bellucci com o namorado e não conseguiu comprar ingressos para o anel inferior. A bilheteria informou que não tinha mais. A questão é que patrocinadores recebem uma cota de entradas. Distribuem de acordo com seus interesses, mas nesta semana de Carnaval acho que muita gente preferiu sair da cidade a ver o tênis. Já não é a primeira vez que este caso acontece com falta de ingressos e arquibancadas vazias. Enfim, gostava muito do evento no Sauipe, aliás sou fã da Bahia. Estive em Trancoso recentemente e só dias maravilhosos.

          Responder
  5. jorge nader

    chiquinho boa tarde, gostaria de comentar a participação sua no jogo em que o bellucci perdeu ontem, a maioria dos comentáristas hoje fala mais do que os jogares jogam na quadra, não é o seu caso que mesmo istigado pelo narrador ficou na sua,
    só achei que você exagerou em dizer que o adversário estava abusando dos tapas, e jogando sem comprometimento, tanto que ele provou durante o tempo todo inclusive nos games finais.
    o meligeni realmente foi excluído como você disse em estoril mas a jogada foi diferente da sua relatada, só para faze-lo lembrar,
    tinha um torcedor ou um grupo atrás dele, mas só ele sabe se teve a intenção de acertar a lona no fundo da quadra ou se fingiu que errou.
    só ele para dizer.

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Jorge… quem falou em tapas foi o narrador. Mas, enfim, o Klizan jogou como franco atirador, na minha opinião. Estava sem compromisso, especialmente depois do primeiro set. Enquanto o Bellucci pressionado pela responsabilidade de jogar em casa, como número 1 do Brasil. Não acho ainda que o brasileiro tenha jogado mal. Mas ter um adversário pela frente do jeito que estava Klizan é muito difícil. Neste nível todos são habilidosos e se um deles resolve disparar winners a toda hora, sem escolher a melhor opção fica realmente complicado.
      No caso do Meligeni eu estava no Estoril. Mas não vi o lance. Estava na sala de imprensa para a coletiva do Guga. Conversei demoradamente com o Meligeni sobre o assunto e acredito nas suas palavras. Acho, particularmente, que houve um exagero do árbitro geral do torneio na ocasião. Mas, por ironia do destino, o caso acabou gerando uma motivação tremenda do Fino que conseguiu resultados brilhantes depois do episódio.

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      1. jorge nader

        também achei exagero do árbitro, talvez só um warning seria mais justo.
        quanto ao jogo acho que um tenista cruzar o atlântico para jogar despreocupadamente e perder a primeira partida, acho nesse nível um pouco difícil mesmo porque ele tem um ranking bom.
        me lembro de nadal aqui no brasil no Sauípe quando era uma grande promessa mas não era realidade, e depois de quase perder sua partida para o brasileiro, virou o jogo e engatilhou inúmeros títulos em sequencia.
        obrigado pelas respostas, é difícil quem trabalha na mídia se dispor a conversar com um amador. assisto o programa da bandsports sempre que posso, e é interessante também o bate papo entre vocês.
        e para encerrar, assisto todos os torneios de bom nível da atp desde 95 , e o melhor que já assisti até hoje foi a cobertura de rolland garros do ano passado, (tirando os comentaristas que agora adotaram uma postura de fazer piadinhas com sharapova ou ivanovic, volto a frisar menos você que se atém a partida). espero que se repita a mesma cobertura esse ano.

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