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As zebras na terra dos marsupiais
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 19, 2015 às 8:34 pm

Calor intenso, fuso horário, início de temporada. Todos estes fatores por muito tempo sugeriram que o Aberto da Austrália fosse o torneio que mais favoreciam as zebras. Nada mudou no tempo, no horário e na data. Mas sim no profissionalismo dos tenistas. A ideia que seria o Slam mais fácil de se ganhar já não existe mais.

Os atuais tenistas espantaram as zebras, com preparações adequadas. Nos tempos românticos muitos chegavam a oceânia meio despreparados, para o que der e vier. Até que Stefan Edberg chamou a atenção ao investir numa forte pré-temporada ainda no período da festas de fim de ano.

Com ele seguiu-se uma tendência. Já nos primeiros jogos do Aberto da Austrália o nível é impressionante. Rafael Nadal tratou de desfazer dúvidas com vitória consistente. Roger Federer não deixou por menos. Ora, agora pensar que Ernerst Gulbis contraria esta tese é não levar em conta o seu comportamento. Ele, nos tempos de juvenil, não dava chances para Novak Djokovic. Mas enquanto um seguiu pelo caminho do profissionalismo, o outro foi pelo da vida boa.

Antes de qualquer reclamação, no feminino a lista das chamadas zebras é considerável, sem dúvida. Mas isso revela que, ao contrário de outros tempos, as mulheres já não têm vida tão fácil nas primeiras rodadas. Olha só… Svetlana Kuztensova – jogadora campeã de Grand Slam – perdeu para a pouco conhecida Caroline Garcia. Mas esta francesa de nome espanhol tem um jogo dos mais eficientes. O mesmo acontece com Kristina Mladenovic, uma francesa com nome dos Balcãs. Forte e agressiva já não era sem tempo que começasse a mostrar seu talento. Bateu Sabine Lisicki. É para se admitir, porém, a surpresa na eliminação de Ana Ivanovic. Caiu diante da tcheca Lucie Hradecka. Mas os olhos do tênis feminino seguem para outras novidades, como Karolina Pliskova. Há uma geração de novas estrelas nascendo.

 


Comentários
  1. Victório Benatti

    Chiquinho, completando as zebras não podemos deixar de relatar a derrota da alemã Kerber. Nona favorita, Kerber teve altos e baixos antes de cair para a romena Irina Camelia Begu por 6/4, 0/6 e 6/1, em uma partida com 12 quebras de saque, sendo sete só na primeira parcial.

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