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Um bom ano para o tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 5, 2015 às 7:30 pm

Assim como nas melhores safras dos vinhos (un bon vintage), 2015 promete ser um bom ano para o tênis. Vários aspectos levam a acreditar nisso. As novas caras colocam perspectivas interessantes. Será que Simona Halep, Genie Bouchard, Carol Wozniacki, Grigor Dimitrov, Milos Raonic ou Kei Nishikori ganharão o primeiro Grand Slam? Entre os grandes astros há novos desafios. Será que Novak Djokovic vence em Roland Garros? E Roger Federer voltará a ganhar um Slam? Rafael Nadal conseguirá uma volta tão sensacional como em 2013? Serena encontrará adversárias mais fortes, do que as crises de virose declaradas no ano passado?

As respostas caminham entre realidade e sonhos. Difícil não acreditar em fortes emoções na atual temporada. Uma das dúvidas mais prontas enfoca a volta de Nadal. Em recente entrevista a Rafael Plaza, o tenista espanhol fez revelações interessantes. Tirei alguns pontos cruciais, como em que destaca o fato de seu atual retorno estar em diferentes condições ao sensacional ano de 2013, com seus dez títulos.

Nadal destacou que naquele ano sua volta estava ‘perfeita’. Em torneios no saibro, sem as quadras duras. Não concordo quando ele se refere a perfeição. Afinal, não esqueço suas reclamações no Brasil Open, quando dizia sofrer muito ainda com dores no joelho. Ora, jogar com dor está longe para mim de ser perfeito. Mas, apesar desse início irregular do espanhol, aprendi a não duvidar da capacidade do touro miura.

O sonho de fãs de todo mundo envolve mais uma conquista de Roger Federer. Recentemente Pete Sampras declarou que vê o suíço jogando com a mesma intensidade de outros anos. Ora, não dá também para duvidar das palavras de Sampras.

Djokovic deixa para mim certa insegurança. Ano passado chegou a Roland Garros esbanjando boa forma. Mas justamente na partida final perdeu intensidade, depois de vencer o primeiro set. É claro que se sentiu mal, vomitou em quadra. Mas sua linguagem corporal revelou-me conformismo.

Para o tênis brasileiro o ano chega também com desafios. Logo teremos o confronto contra a Argentina. Thomaz Bellucci mostrou uma bela atitude nos jogos contra a Espanha no Ibirapuera. Isso deve deixa-lo tranquilo e certo de que pode voltar a figurar próximo aos 20 primeiros do ranking. Ainda na Copa Davis João Souza, o Feijão, precisa de uma oportunidade. Afinal, se não for convocado sua participação na Olimpíada do próximo ano fica sem esperanças. Ele disse que irá se dedicar aos Slams nesta temporada. Acho que já é mesmo tempo de sonhar alto.

No tênis feminino, Teliana Pereira já alcançou enormes objetivos, mas ela não é de se conformar. A boa notícia vem com a volta de Bia Maia à equipe da Fed Cup. Se existe alguém que pode conseguir resultados surpreendentes um nome é o dela.


Comentários
  1. Gustavo

    A ÚNICA CERTEZA do ano é que o maior da história, RAFA NADAL, vai ganhar o décimo Roland Garros e voltar ao número 1, enquanto veremos fãs do aposentado lamentando mais um ano sem Slams…

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  2. Gustavo

    A ÚNICA CERTEZA do ano é que o maior da história, RAFA NADAL, vai ganhar o décimo Roland Garros e voltar ao número 1, enquanto veremos fãs do aposentado lamentando mais um ano sem Slams… e o Djoker abrir as pernas pela sétima vez para o Touro na Philippe Chatrier!!!

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    1. Marquinhos

      Com certeza veremos Rafa passando vergonha em slam para um Brown, Rosol, Darcis, Kyrgios ou quem sabe até para o Berrer, que deu uma surra no baloeiro agora de pouco. kkkkkkkkkkk

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  3. Antonildo S Costa

    Boa noite Chiquinho, depois do torneio de exibição em Abu Dhabi, finalmente começou a temporada 2015, Chiquinho vc acha que esse ano teremos mais um novato ganhando Grand Slam?, qual ou quais tenistas vc acha que está mais preparado para tal feito? Entre o Djokovic ganhar o 1º título de Roland Garros e o Federer ganhar mais um título de Grand Slam, qual o mais provável que aconteça em 2015? Um abraço pra toda galera do ACE!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Antonildo acho tudo provavel. Vejo que Dimitrov pode levar um slam. Djokovic ganhar em RG e tb Federer acrescentaraos um Slam.

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  4. joao sawao ando

    Chiquinho ,vc deve selecionar os posts que são colocados aqui pois tem um que usa um linguajar chulo,de baixo nível ,e o nosso tênis não merece isso….

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      João tenho deletado os comentários de baixo nível. Mas o clima pesa quando vira briga entre Federistas e Nadalistas. Neste post, por exemplo, o assunto não é esse e vc comenta justamente isso.

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  5. Ricardo - São Paulo

    Bom dia Chiquinho! Gostei demais do primeiro texto, porém senti falta de uma análise da Maria, visto que ela pode virar nº1 já na Austrália. Abraços

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  6. lEvI sIlvA

    olá, chiquinho! por favor, me esclareça algo. no tênis de altíssimo rendimento, em especial em se tratando do top 4, não é comum que se jogue com dor quase que o ano inteiro? afinal, os caras treinam e jogam com muita intensidade e horas e horas a fio. nadal dizer que jogou com dores não me parece nada além de chover no molhado! pra mim, ele admitiu algo que sentia, mas isso não o impediu de alcançar muitas vitórias e títulos. abraço!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Silva vc tem razão. O esporte de alto nível caminha ao lado das dores. Mas no caso específico do Nadal naquele ano no Ibirapuera, ele dizia que a intensidade superava o aceitável. Enfim, são testemunhais que nem sempre correspondem à realidade. Lembro que Agassi acusava Sampras de ser um ‘artista’. Se fingia de morto e, de repente, reagia na partida.

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      1. lEvI sIlvA

        entendo, chiquinho. não sou ninguém pra afirmar, mas os resultados de nadal neste início de temporada em que tanto reclamou de dores, falam por si. como você mesmo bem disse, nem sempre aquilo que se torna público, corresponde a realidade. sobre sampras ser um ‘artista’, talvez agassi tenha tido como referência, seu próprio estilo de jogo. agassi, obviamente corria mais que sampras e seu maior desgaste em quadra, era uma consequência natural, não acha? talvez tivesse como parâmetro isso pra afirmar que o outro aparentasse estar morto em quadra. mas não sou ingênuo ao ponto de não saber que, fingir-se de morto, faz parte da tática de jogo! rsrsrs abraço!

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