Federer consagra era dos grandes técnicos
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 25, 2014 às 6:52 pm

Mais do que conquistar todos os grandes prêmios do tênis, Roger Federer coroou com a Copa Davis o que pode ser chamado de a ‘era dos grandes técnicos’. Aos 33 anos, ele soube gerenciar seu momento e buscar novas alternativas num circuito cada vez mais físico e forte. Com Stefan Edberg, o tenista suíço alcançou seus objetivos, chegar mais a rede, encurtar os pontos e agora nem sequer se fala mais em aposentadoria.

Por coincidência ou não, a alternativa de ter como guia um tenista de experiência e também dono de troféu de Grand Slam não se trata de privilégio de Roger Federer. Stefan Edberg marcou uma época. Era um dos raros suecos que não seguiu ao estilo de Bjorn Borg, no que se transformou numa verdadeira escola. Ele era agressivo, saque forte (com muitos foot faults), uma esquerda linda de apenas uma mão e voleios geniais. Com estas virtudes e características transformou-se no técnico ideal.

Anseios semelhantes, mas com outras características, tomaram conta também de Andy Murray. O britânico alcançou seu melhor momento ao lado do tcheco naturalizado americano Ivan Lendl.

Esta ideia seguida por Roger Federer com Edberg fez aparecer novas e consagradas parcerias. Só para se confirmar esta tendência basta lembrar o ‘banco’ dos tenistas classificados para o ATP Finals de Londres. Boris Becker com Novak Djokovic, Michael Chang com Kei Nishikori, Goran Ivanisevic com Marin Cilic, Ivan Ljubicic com Milos Raonic, Magnus Norman com Stan Wawrinka e Amelie Mauresmo com Murray.

A experiência de quem já passou por momentos marcantes e alcançou um alto patamar convenceu os melhores tenistas da atualidade a buscarem estas parcerias. Em tempos de tão acirrada competição, não só os atuais líderes do ranking têm a ganhar, mas o tênis mundial, com estrelas em quadra e também fora delas.


Comentários
  1. Ulrich

    Chiquinho,
    Só discordo numa coisa. Foi a parceria Murray & Lendl pioneira nessa modalidade. Federer & Edberg, Novak & Becker e outros vieram depois.
    abraço,

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Cada ano melhor… especialmente no aspecto físico. Novos talentos estão surgindo fortemente. Veja o que Cilic fez no US Open. Nishikori já brilha… Raonic é outro que surge forte. Logo após o estilo Federer vem tb o Dimotrov e assim vai

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  2. Antonildo S Costa

    Mais um título para Roger, esse é mais especial ainda por ser inédito, o problema do homem é achar um lugar pra guardar todos esses troféus, pena que o calendário da atp chegou ao fim, Feliz natal pra vc(Chiquinho) e pra toda galera do ACE, e um ano novo cheio de saúde e muito Tenis.

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  3. caco mauricio

    Chiquinho, em vista dessa onda de grandes técnicos/ ex-jogadores, o Guga já mencionou algum interesse em ser técnico um dia? E o McEnroe, será que teria controle emocional para também ser técnico? Abraços.

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  4. GUSTAVO

    Chiquinho,

    Acompanho tênis desde a época em que Ivan lendl dominava o mundo ( mais ou menos 1985) e nestes 30 anos, reconheço muitos grandes tenistas, como Federer e Sampras entre os 5, e inúmeros como Becker, Edberg e Djokovic e outros grandes entre os maiores, mas tive 2 ídolos no período: Agassi e Nadal. Para mim, Nadal é o maior tenista de todos os tempos.

    Sempre quis saber o porquê da teimosia dele em trocar seu tio e técnico Tony, com quem não consegue evoluir mais, por algum outro ex-tenista de calibre do passado? Inclusive no início do ano, quando ele era número 1, deu uma declaração que não entendia seus colegas que recorriam a grandes ex-tenistas. Eu fiquei triste com esse pensamento do meu ídolo, que o ano de 2014 mostrou estar errado. Acredito ainda que um novo técnico faria ele jogar de forma mais agressiva, o que o tornaria um jogador ainda mais difícil de ser batido.

    O que você pensa a respeito?

    Muito obrigado e parabéns pelo blog e informações! Abraço!

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    1. marcia bastos

      Nadal, o maior de todos os tempos??? KKK, Nadal joga algo parecido com tênis, Já assisti os três primeiros do ranking, Nadal, Nole e Federer, a diferença de golpes deles são imensas, Nole mistura força e técnica, Nadal é balão pra todo lado, e Federer não faz força nenhuma, é uma coisa absolutamente natural. Aí como toda NADALETE vai dizer, Federer é fregues, tudo bem, então podemos dizer que França é maior seleção de todas, por ser carrasca do Brasil.

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      1. Marcelo F

        Marcia, você dá a entender que já assistiu os três ao vivo, se não me engano. O que diz sobre Federer e Djoko é verdade, mas fica implícito que acha que Nadal não tem técnica. Não confunda jamais plasticidade com técnica. Por ex, as espetaculares passadas que Nadal dá (Federer que o diga) são o que? Sorte? Se não sabe, a empunhadura Western com a qual Nadal joga, utilizada para colocar muito spin na bola, faz com que a bola inevitavelmente suba. Quanto mais spin, mais a bola tende a subir. Então vai passar alta sobre a rede mesmo. Ninguém consegue por o spin que Nadal põe na bola, por isso só ele joga assim, com bolas altas (não balões). Experimente tentar fazer isso e vai ver quão difícil é. Parada é difícil, na corrida então? E isso não é técnica apurada? Já o backhand é normal, de duas mãos. Mas se você acha que isso é balão, é porque não entende nada (como muitos), com todo o respeito. Pode dizer que é feio, mas tem muita técnica sim.

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  5. Sergio Tinoco

    Os tenistas ganham uma boa grana com prêmios, mas mais ainda com os contratos com patrocinadores, etc….

    Imagino que um técnico “de peso” custe caro….

    Há algum dado sobre salário destes camaradas?

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  6. Renato Toniol

    Chiquinho, me desculpe por eu fugir do assunto do post, mas estou intrigado com a ausência do Dácio Campos nas transmissões do SPORTV após a Davis entre Brasil e Espanha. Você sabe o que ocorreu? Se não sabe, conseguiria verificar para nós? É porque essa é uma dúvida que martela não somente a minha cabeça, mas também a da maioria dos internautas.
    Obrigado.
    Renato

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  7. Fernando Fernandes

    Chiquinho,

    Concordo c seu post quanto a importância de ter um técnico ex-atleta e de preferência de ponta. Fico aqui só imaginando o q o Guga poderia ter feito a mais em sua maravilhosa carreira se tivesse essa oportunidade. Digo isso porque assisti a um treino onde o Larry estava na quadro e confesso ter ficado pasmo c a total falta de habilidade dele para c a raquete e a bola. Horroroso!!!
    Quanto a discussão a cerca do melhor de todos, e tendo a oportunidade de ter visto ao vivo tenistas do quilate de Andreas Gomes, Matts Wilander, Guga, Andy Murray, Nadal, Djokovic, etc. O Federer, o professor, está em num patamar acima. Talvez, mesmo assim um pouco abaixo, poderíamos compará-lo a Bill Tilden (reencarnação passada do Federer) e Rod Laver.

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