Djokovic # 1 que faz bem ao tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 14, 2014 às 5:47 pm

Com todas as honras, Novak Djokovic recebeu o troféu de número um ao final da temporada de 2014, em cerimônia na O2 Arena de Londres. Resultado de um ano brilhante dentro de quadra e acrescentaria de muita simpatia fora dela. É o tipo de ídolo que faz bem ao esporte.

Há anos ouço fofocas sobre o comportamento do Djokovic nos bastidores. Algumas delas vindas de gente influente e que vive intensamente o tour profissional. Mas, sinceramente, jamais tive uma constatação. Vale lembrar que já não viajo tanto, como nos tempos de Guga. E, por isso, minha visão pode ser diferente de quem está lá dentro das principais competições do circuito, como fazia.

O primeiro contato mais intenso com Djokovic aconteceu justamente nos tempos do Guga Kuerten. O brasileiro fazia sua turnê de despedida e em Miami deu uma festa à brasileira, com direito a churrasco do Fogo de Chão e etc. Djokovic tinha tomado uma primeira rodada e roubou a cena na celebração do brasileiro. Chegou de ônibus, com outros convidados, e distribuiu simpatia por todos os cantos. Divertiu-se e divertiu a todos.

Muito legal também suas imitações. Não sei o motivo de tantas reclamações a ponto de Djokovic desistir de suas incríveis performances. Sinceramente não via nenhuma falta de respeito. A primeira vez que ele deu um show fora dos vestiários foi o Arthur Ashe, em Nova York. Não lembro mais o nome do repórter da tevê americana que pediu para fazer as imitações de Rafael Nadal, Roger Federer e Maria Sharapova. O jogo já tinha terminado, era tarde da noite, e ninguém foi embora… hilário.

Voltei a ter um contato com Djokovic este ano em Roland Garros. Recebeu-me para uma entrevista exclusiva. Antes da primeira pergunta puxei um assunto para descontrair. Disse… você viu seu amigo Guga assistindo ao seu jogo e enfatizei que estava na Tribuna Presidencial. Simplesmente respondeu “o Guga merece”.

No bate papo falou com simpatia, atenção e, como estávamos às vésperas da Copa no Brasil, comentou também sobre futebol. Só não acertou nos palpites… Espanha como favorita, o seu país vizinho, a Croácia; e o país sede, o Brasil.

Não daria mesmo para esperar que este gênio da raquete e personagem marcante pudesse também ser certeiro nos palpites do futebol.


Comentários
  1. Leo

    Djokovic, assim como o Federer fazem um bem danado para o tenis.
    Obs, se prepare contra ataques e xingamentos dos fãs do Nadal.
    abs

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Quem trabalha com ele reclama de suas exigências. Mas vejo um cara muito profissional e disciplinado. Cada minuto para ele tem de ser planejado. Não acho que seja metódico, mas sim disciplinado.

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  2. Luiz Fabriciano

    Eu continuo acreditando nisso mesmo Chiquinho. Acho ele “o cara”. Não bastasse meu sentimento, tenho conhecidos que corroboram minha opinião pois o conheceram pessoalmente.
    Grande abraço.

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  3. Antonildo S Costa

    Apesar de não gostar do estilo de jogo do sérvio, concordo com vc Chiquinho, o Djoko merece o posto de número 1, o que não garante que ele irá ganhar o FINALS. estou esperançoso por uma vitória da dupla croata-brasileira, e espero por dois grandes jogos na chave de simples.

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  4. Cauê Campos

    Chiquinho boa noite as fofocas sobre o comportamento do Djokovic nos bastidores são fofocas sobre uma pessoa boa??

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  5. Luis Nascimento

    Eu não tenho dúvida em afirmar que o Djokovic já é um dos maiores jogadores da história do tênis.

    O cara sabe que ainda precisa melhorar seu slice e o voleio, talvez por isso contratou o gênio Boris Becker para ser seu treinador. A sua evolução tem sido enorme, nota-se um Djokovic mais completo, precisa melhorar sua subida a rede, e quando estiver no nível Becker de qualidade, com certeza será o tenista mais completo da história, dominando todos os golpes.

    Mais um ano com o Djoker como número 1 do mundo….aos antis o melhor conselho é ir se acostumando com a realidade. O tênis tem um dono, e chama-se Novak Djokovic.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      O texto, mais ou menos, responde sua curiosidade. Mas nem todos gostavam de suas imitações. Dizem que tb é muito exigente e no tratamento com pessoas não seria tão simpático como aparece na mídia. Enfim, fofocas são fofocas. Alguns jornalistas espanhóis diziam que o Corretja era um falso simpático. Mas jamais acreditei. Ele é uma pessoa atenciosa. Certa vez atravessou uma calçada só para chegar perto e dizer “tudo bem’ em português com sotaque espanhol. Não teria motivos para bajular um brasileiro. Então é sim um cara educado.

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  6. Jeremias

    ótimo comentário. O brasileiro é muito imaturo. Muitos têm a petulância de desmerecer este tenista super dotado porque comparam os números dele com os de Nadal e os de Roger,como se apenas recordistas máximos merecessem o título de legendas do esporte. Becker,lenda,tem 6 slams;edberg,lenda,tem 6 slams; Wilander,lenda,tem 7 salms, e porque o sérvio com 7 aos 27 não seria já uma? O Djoko, se nos próximos anos segurar sua média de 1 slam por ano terá 10 slams, amigo, 10 slams!!!Isso é numero de lenda, de gênio do tenis, como disse o chiquinho. Ele tem 3 anos antes de completar 30, após o qual, 31,32,o físico deverá pesar e talvez ele não ganhe mais. Mas até os 30 são 12 slams que ele disputará. Com a queda física do espanhol, com a idade para federer, com a cabeça ruim de Murray, e com a falta de super talentos mais novos do circuito alguem duvida que desses 12 ele não ganhe, sei lá, 4?Tem razão,chiquinho, o rapaz é um genio e daqui a 10 anos estaremos falando da era de Roger, Nadal E Djokovic. Três monstros sagrados desse esporte numa mesma era.

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    1. Carlos Henrique

      Concordo em gênero, número e grau. Numa visão bem pessimista, Nole tem tudo para faturar 3 Slams nos próximos anos. Ajde Novak!

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