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O efeito Davis
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 1, 2014 às 9:06 pm

É interessante como a Copa Davis pode transformar a carreira de um tenista. Em alguns casos traumatiza e coloca uma sina: fulano não é jogador de Davis. Por sorte, Thomaz Bellucci soube dar a volta por cima. Estava próximo de carregar um peso. Mas a recente vitória sobre a Espanha serviu como a mais eficiente injeção de ânimo que o nosso número um poderia tomar.

Algumas marcas estavam rondando a personalidade de Bellucci. Ora, quem não se lembra das estatísticas que revelavam suas derrotas em partidas que iam para o terceiro set? Costumava também ser acusado de abandonar jogos com frequência. Sofria com o físico. E pagava com a mente.

A Davis marcou um nova era na carreira de Bellucci. Nem é preciso lembrar as vitórias heróicas no Ibirapuera. Ambas em jogos equilibrados, sob pressão e saindo de situações dificeis.

Parece que aprendeu a superar estes desafios. Tanto é que esteve em duas finais na semana passada, em Orleans, na França. Perdeu a simples, mas ganhou a de duplas. Contam que Bellucci não jogou em plenas condições físicas. Estaria febrio. Mas, pelo menos que tenha visto, não usou como justificativa para a derrota em simples.

Agora, Bellucci segue sua rota em torneios da série Challenger. Mas pela qualidade e potencial de seu jogo, não há dúvidas de que pode alcançar o mesmo sucesso na série ATP. O efeito Copa Davis deve recolocá-lo em excelente posição no ranking mundial.

Fato também interessante passou-se com João Souza, o Feijão. A não convocação para defender o Brasil na Davis diante da Espanha poderia servir como uma queda em sua motivação. Mas funcionou justamente ao contrário. Ele também atravessa excelente fase. Final no Challenger, com match point, e seguindo a rotina de vitórias esta semana. O Brasil pode sim estar ganhando o número dois que tanto precisa.


Comentários
  1. Jan Trzesniak

    Então, Chiquinho… Não há como não mencionar o efeito Copa Davis sobre o próprio Djokovic, certo? Foi a vitória da Servia naquele confronto (foi com a República Checa?) que o colocou definitivamente na trajetória de número 1.

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  2. Terson Ribeiro Carvalho

    Muito bom seu comentário Chiquinho. Acredito que o Bellucci pode sim dar uma guinada nesse fim de temporada. Voce começa sua coluna dizendo “É interessante como a Copa Davis pode transformar a carreira de um tenista”, e nesse contexto, só para ilustrar, lembro do tenista espanhol Fernando Verdasco, que no fim de 2008, fez o jogo final da Copa Davis, entre Espanha e Argentina, na Argentina, se não me engano contra o argentino José Acasuso e venceu em um jogo épico, dando o titulo para Espanha. A partir desse jogo, pouco tempo depois, Verdasco fez a semifinal do Australian Open, em outro jogo épico, contra Rafael Nadal e se tornou Top Ten. Bom, é isso, grande abraço e obrigado.

    Terson

    Responder
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