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Cilic vs Nishikori: foi bom para o tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 9, 2014 às 8:16 pm

A julgar pelas imagens de Zagreb e de Tóquio, com uma multdidão nas ruas à frente de telões, num clima de Copa do Mundo, pode-se dizer que a inédita final do US Open fez um bem para o tênis. Os Slams – assim como a Davis e os Olímpicos – são eventos da ITF, a Federação Internacional de Tênis. E uma das atribuições mais importantes da entidade é o desenvolvimento do esporte nos quatro cantos do planeta.

A presença de um asiático na final masculina de um Grand Slam premia os olhos voltados para o Oriente do circuito da ATP. Há alguns anos, países como Japão e China investiram em grandes competições. Criou-se uma cultura pelo esporte. Há muitos anos, poucos colegas japoneses viajavam pelo circuito. Um deles tornou-se amigo por um motivo dos mais justificaveis. Noru Tanaka fala português com sotaque de Portugal. Ele cobria provas de atletismo e namorou uma maratonista. Nunca revelou-me o nome. Mas desconfio que tenha sido Rosa Mota. Em nossas conversas descobriu que eu gosto de comida japonesa. E sempre que nos cruzamos nos torneios, ele levá-me a um japonês para jantar. Curioso que, apesar de sua habilidade com o haschi, prefere o que diz ser tradição de seu país e algumas especiarias come com as mãos. Repito o gesto e assim apanho menos dos palitinhos.

Num destes encontros revelou-me que no Japão o tênis era esporte para mulheres. Quase como era o vôleio aqui no Brasil. A contar pelo sucesso de Kei Nishikori, certamente, este preconceito acabou e o número de praticamentes cresceu.

Na Croácia, Marin Cilic mantém a tradição de excelentes sacadores. Um detalhe que chama atenção é o atual jeito de lançar a bola para o saque. Bate no momento zero, ou seja, na altura em que a bolinha encontra-se em peso neutro, justamente entre o parar de subir e começar a descer. Uma habilidade vista nos tempos de seu atual treinador, Goran Ivanisevic.

Enfim, seja com Nishikori, ou com este discípulo de Ivanisevic, o tênis mundial ganhou novas cores, novas caras e manteve velhas técnicas.


Comentários
  1. Antonildo S Costa

    também acho Chiquinho, nos próximos torneios o publico do tenis ficará mais ligado nesses dois jogadores, além é claro do trio de ferro. Fala pra Renata não ficar triste, pois o Federer levantará o sétimo caneco do ATP FINALS, pode acreditar, abraços!

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      1. Antonildo S Costa

        respeito sua opinião MR, logo após a conquista do Stan, muitas pessoas se expressavam assim como vc, esquecia uma vida mais que vitoriosa do Roger para apostar no Wawrinka, sem demérito nenhum ao número 4 do ranking e muito menos ao croata, Cilic jogou muito bem no Grand Slam americano e mereceu ser campeão, porém não o vejo disputando títulos o ano todo(participando de várias semis ou finais). Federer mesmo sendo aposentado por muitos, mostrou que ainda irá conquistar muitos títulos e de ATP FINALS ele entende, a final é o maior vencedor da competição, e já se encontra em 2º no ranking da temporada. Só uma perguntinha Marcos: vc é torcedor do Nadal, Djokovic ou Murray ?

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  2. Marcus Vinicius Penna

    Chiquinho, sem querer tirar o mérito do próprio jogador e do seu técnico, você não acha que ao menos em parte o Marin Cilic deve ao Roger Federer a sua incrível evolução técnica, sobretudo na consistência dos golpes de fundo? Afinal, os dois vem treinando juntos já há algum tempo.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Não tenho essa informação de os dois estarem treinando juntos há tempos. Mas treinar com o Federer é, sem dúvida, uma boa forma de melhorar o seu tênis.

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  3. Foster

    Eu vi apenas os pontos finais desse jogo . Realmente eu pensei que o jogo de base do japonês ia dar muito mais trabalho , até por que as quadras sintéticas não são novidade para ele .Mas o Cilic sacou demais mesmo.
    Os japoneses tinham um anime sobre tenis , eu não assiti , mas eu sei que tem , ou tinha , assim os jovens que viam na tv não devem ter esses preconceitos , ainda mais agora com um representante brigando com os grandes do esporte .

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Foster o Nishikori está acostumado às quadras rápidas, pois vive nos Estados Unidos há muitos anos. É praticamente ironizado pelos próprios japoneses como um jogador asiático americano.

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  4. Wallace

    O Djoko, por quem torço, anda me decepcionando, não sei se pelo cansaço, mas anda entregando os jogos muito facilmente. Abaixa a cabeça e desanima. Gosto mais da garra do Nadal, esse não se entrega nunca. Com relação ao japonês, não vamos esquecer que ele deu um trabalho grande ao Nadal, em pleno saibro de Madri.

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  5. Ignacio

    Uma reclamação: você deveria postar com mais frequencia, pois seus post são muito bons, sempre com análises e histórias que não se encontram na mídia tradicional… como essa do reporter japonês!
    Brincadeiras a parte, parabéns pelo blog.

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