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A hora e a vez das mulheres
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 28, 2013 às 2:16 pm

Muito importante a realização de um WTA, como o de Florianópolis, para o tênis feminino brasileiro. Um evento destes, aliado a uma série de outras ações que já estão sendo feitas, pode colocar fim a um jejum de mais de 20 anos sem nenhuma tenista entre as cem do mundo, ou na chave de um Grand Slam. A última a alcançar este feito foi Andrea ‘Dadá Vieira lá em 1993, no US Open.

Estes dias tive a honra de estar com Dadá no Ace Bandsports. Ela confessou, nos bastidores, estar muito contente com o recente convite da CBT para colaborar na preparação do time da Fed Cup. É muito importante uma maior participação de jogadores (as) com experiência no Tour para mostrar o ‘caminho das pedras’ para quem está chegando. ´Dadá tem essa vivência, assim como Carla Tiene, a atual capitã brasileira, que também disputou por vários anos o circuito.

Jogadoras como Andrea Vieira têm muito a emprestar para o tênis feminino brasileiro. Para quem não sabe, Dadá foi uma das mais talentosas jogadoras do Tour. Pequena, de braços finos, era realmente incrível a potência e a precisão de seus golpes. Uma biomecânica perfeita, como definia um de seus treinadores, Marcelo Mayer.

Este jeito da brasileira despertava a atenção de muita gente. Lembro de certa vez em Roland Garros, quando estava com Larri Passos, Dadá jogava numa quadra secundária diante de uma adversária muito maior e mais forte. Uma preocupada torcedora francesa buscou-me indignada com o fato de se colocar uma “criança” em duelo com uma adulta. Quando soube que já se tratava de uma profissional, com mais de 18 anos, a torcedora revelou-se aliviada e partiu para os elogios. Ficou impressionada com o jogo da nossa pequena notável.

 


Comentários
  1. Henrique Farinha

    Chiquinho, Dadá foi realmente muito habilidosa, mas parou cedo demais, aos 25 anos. Carla Tiene também tinha muito talento, mas as contusões a levaram a encerrar prematuramente a carreira. Foram, muito provavelmente, as mais talentosas jogadoras surgidas nos últimos 20 anos no tênis brasileiro. Penso que têm muito a ensinar para essa nova geração que está chegando e que promete. Os acertos, os erros, os porquês de não terem uma carreira longeva, o que é bom ou ruim. Além disso, sabem como as meninas se sentem e o que dizer a elas em momentos difíceis. Dadá também é mãe, com filha adolescente, e tem noção exata do que elas passam. Acredito que a escolha da CBT foi acertadíssima. Abs!

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  2. Rafael

    Como é a hora e a vez das mulheres se a imprensa mal cobre o circuito feminino? Fui, hoje, finalmente assistir o Ace Bandsports, programa que você participa, e ninguém falou do circuito WTA, em semana com torneio brasileiro, malaio (que o canal transmitiu) e mexicano (mostraram só o masculino). O pgm só mostrou Radwanska e Wozniacki dançando em exibição e uma série de torneios para atletas veteranos (matéria que parece destacar mais patrocinadores do que a competição em si).

    Agora leio no Twitter que a Laura Pigossi ganhou da Gajdosova, num ITF mexicano. Creio que só lerei a notícia na rede social. Isso pq, na mídia nacional, a vitória será pouco ou nada repercutida. Se aparecer no Tênis Brasil, será muito.

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