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E agora o Brasil Open
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 25, 2014 às 7:48 pm

Em tempo: Nadal veio, jogou e ganhou, como sempre no Brasil. Campeão no Sauipe, em São Paulo e agora no Rio Open. Deu emoção, especialmente, em seu jogo diante de Pablo Andujar. De resto passeou em quadra.

Descansando em Cozumel, antes de Indian Wells, é lógico que Nadal não defende o título este ano no Brasil Open. Mas poderia, não fosse a ingrata data destinada pela ATP para o torneio de São Paulo. Não só pelo proximidade do Carnaval, mas especialmente pela concorrência de dois eventos de peso: Dubai e Acapulco. Isso praticamente anula qualquer possibilidade de negociação com grandes estrelas. Embora, ainda assim, tenha se encontrado a alternativa de Stanislas Wawrinka. Existia sim a possibilidade de se ter o atual campeão do Aberto da Austrália.

Um torneio com a tradição do Brasil Open, desde 2001, com o sucesso de bilheteria dos últimos anos, merecia sim uma atenção maior por parte da ATP. Em seu primeiro ano no Ginásio do Ibirapuera, as arquibancadas estiveram cheias desde as primeiras rodadas. Ano passado, com o advento Nadal lotou, com mais de 60 mil pessoas cruzando as bilheterias.

A ingrata data do Brasil Open deste ano pode, mas não está ligada ao problemas encontrados em 2013, com reclamações do piso entre várias outras. As condições agora estão elogiáveis. Tanto é que até surpreendi-me com um twitter do argentino Guido Pella revelando toda sua satisfação por jogar em São Paulo. A Koch Tavares sempre mereceu atenção pela excelência de sua organização. E não iria deixar que os problemas apresentados fossem manchar sua reputação de longos e longos anos na promoção do esporte no Brasil.

A briga do Brasil Open agora é com Buenos Aires. O torneio argentino, ao contrário do que se pode pensar, não pertence ao país vizinho. É da empresa do ex-tenista Miguel Nido, associado a Butch Buchholz, o antigo dono do Masters 1000 de Miami. Portanto, também poderosos.

A decisão, com o futuro do Brasil Open, deve ser conhecida no próximo mês. O atual presidente da ATP, Chris Kermode, esteve no Rio e em São Paulo. Gostou do que viu no Ibirapuera. Confessou-me num bate papo de corredor, que gostou também da cidade. Falei pra ele “não força a amizade”. Mas a metrópole tem lá seus talentos. E adicionei a informação de que o público local adora tênis e prestigia os bons eventos.

O Brasil Open mostrou sua força de recuperação. A ATP agora precisa mostrar sua força de organização e manter os objetivos de Kermode de ter em sua gestão repletas de ‘eventos especiais”. Mas para isso São Paulo precisa de um melhor calendário.

 

 


Comentários
  1. Machado

    Não adianta querer defender Chiquinho. Este torneio é um fracasso. Com Porto de Sauipe você não teve cuidado nenhum, mesmo que a maioria dos tenistas fizessem comentários elogiosos ao local e ao evento. Agora você pega uma opinião isolada de apenas um tenista para defender um torneio sem público?? Quero esclarecer uma coisa aqui: O torneio só saiu de Porto de Sauipe porque as datas coincidiram com o carnaval e o complexo não quis abrir mão de um evento que é mais rentável que o Brasil Open.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      O q vc queria? Q nao houvesse torneio. Curti o kogo do Haas do Feijao. Ha ingressos a cenda eh soh chegar e curtir tb. Ou bv nao gosta de tenis?

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  2. Machado

    Não é que eu quisesse que não houvesse torneio Chiquinho!! Estou dizendo que o Sr. deveria ser menos imparcial por fazer duras críticas ao evento em Sauipe justamente por falta de público. Vai ficar provado que o torneio em São Paulo só deu público no primeiro ano por ser novidade e no segundo pela presença de Nadal. Ou o senhor acha que Nadal vai preferir ir a São Paulo do que ao Rio, que é uma cidade muito mais agradável, além de ser um master 500??
    Em Sauipe a estrutura era melhor e havia mais público do que neste troneio de 2014 mesmo sendo a 100 km de SSA.
    Achei a sua atitude tendenciosa e preconceituosa. O público de São Paulo não gosta de Tênis e sim da culto a personalidades como é o caso de Nadal.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Machado respeito a sua opinião. Confesso que sou um fã da Bahia e da Costa do Sauipe. Adorava o torneio lá. Só que, apesar de vc não concordar, o público de São Paulo costuma frequentar os torneios de tênis, seja lá onde for, no Sauipe, no Rio. É claro que o Brasil Open este ano está prejudicado pela data, pela concorrência de Dubai e Acapulco, impossibilitando a negociação com qualquer top ten. Tentou-se realmente o Stan Wawrinka. Agora, está se tentando encontrar uma nova data. Lamento tantas reclamações. No Rio faltava ingresso. Em São Paulo reclama-se que está vazio. Enfim, como disse, estou curtindo vários jogos, encontrando amigos, assistindo tênis de bom nível. Viria mesmo que não tivesse de trabalhar.

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      1. Felipe Toledo Martins Baccetto

        Chiquinho, primeiramente parabéns pela belíssima cobertura que vocês estão fazendo na Bandsports! Mas, infelizmente, este Brasil Open não são só flores. Sou de Campinas, e ontem decidi ir com o meu pai para SP, para que pudéssemos assistir o jogo do Tommy Haas e da dupla do Bruno com o Peya. Chegando ao Ibirapuera, me deparo com uma pequena e tolerável fila na bilheteria, entretanto, segundo informações dos empregados da Tickets4Fun, apenas estavam disponíveis ingressos da arquibancada superior, tendo todos os outros esgotados. Tudo bem, não me decepcionei na hora, e comprei, mesmo que a contra gosto, os ingressos para arquibancada superior. Adentramos no estádio, assistimos o fim do jogo do João Souza, esperamos o início do jogo do Haas, e nada de lotar os setores inferiores, cujos ingressos estavam na faixa de R$ 50,00 até R$ 80,00. Aguardamos, aguardamos e nada de lotar a arquibancada inferior!! Será que acontece o mesmo que no Rio Open, em que se distribui a torto e a direito ingressos aos patrocinadores, que não redistribui aos seus empregados, ou simplesmente não querem vender ao mundo todo que trata-se de um evento ao menos com público decente e próximo à quadra de tênis?? Em eventos tão grandes como estes não dá para acontecer tal situação, ou distribua ingressos em setores mais afastados, privilegiando o consumidor.

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        1. Chiquinho Leite Moreira

          Entendo sua decepção… mas a informação que recebi é a de que boa parte dos ingressos ficam nas mãos dos patrocinadores. ´
          E estranho não ter ingressos e a arquibancada estar vazia. No Rio aconteceu o mesmo. Este é um importante detalhe que os organizadores terão de buscar uma alternativa.

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  3. Gustavo Soares

    O problema maior foi a data mesmo. Essa é uma das piores semanas do ano para se locomover em São Paulo. E os preços não estão muito convidativos. Fui nos dois últimos anos e mesmo amando tenis, acabei desistindo de ir amanhã (o único dia que iria poder) porque ia ter que encarar transito pesado, ingresso caro e ainda o calor do ginásio do Ibirapuera. Ano passado, vi grandes jogos, mas a má organização deixou traumas. Talvez vendo bons comentários sobre esse ano, eu volte ano que vem. Aí talvez a Koch aprenda que tem respeitar o consumidor de tenis.

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  4. Leandro Lima

    Chiquinho, parabéns pela brilhante cobertura do Brasil Open, está mandando super bem e espero que a Band continue dando importância para nosso esporte como vem fazendo. Agora avisa o Saretta para rever a maneira como ele comenta o jogo do Belucci, comentários implicantes jogando a torcida ainda mais contra o Thomaz. Parece que ele tem inveja de não ter conseguido nem 10% do que o Thomaz conseguiu. Thomaz é salvador da pátria, está garantindo a presença de público no Brasil Open, Imagine ele na final, Ibirapuera lotado!!! vai ser show……. Abraço….

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  5. Rodolfo Kieser

    Concordo q a data do torneio é ruim e que a ATP deveria olhar com mais carinho para América do Sul. O calendário ideal seria:
    Viña del Mar (1 semana)
    Viemos Aires (2 semana)
    SP (3 semana)
    Rio Open (4 semana)
    Dessa forma daria para trazer ótimos jogadores para a gira sulamericana.

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