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Rio Open Show
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 21, 2014 às 5:06 pm

Se a primeira impressão é a que fica, o Rio Open é um show. O torneio traduz as expectativas de um evento especial. O cenário é fascinante para visitantes e venerado para velhos conhecidos. A organização corresponde ao nível do evento e os bastidores não escondem a saborosa badalação. Na quadra tem Rafael Nadal, apenas o número um do ranking mundial. Também meninas correndo atrás da bolinha em busca de um lugar ao sol, que não tem faltado nestes dias.

Este primeiro encontro é importante para o relacionamento. Consertar a primeira impressão é sempre muito difícil. Mas a tendência do evento é crescer ainda mais. Afinal, este desejo de aprimoramento está claro nas perguntas de vários organizadores. Ouvi de três importantes personagens do evento, cada um em sua área, a mesma indagação. Está bom? O que podemos melhorar?

Se esta é a visão dos organizadores, pelo lado dos torcedores observei apreensão e descontentamento pela questão dos ingressos. Afinal, como não se encontrar mais entradas se em vários jogos as arquibancadas não estão cheias?

Pelo lado dos jogadores o Rio de Janeiro continua lindo. Na viagem do hotel até o Jockey Club Brasileiro tenistas de várias partes do mundo viviam uma experiência antagônica. Se olhavam boquiabertos para o mar, para a natureza, os surfistas, o calçadão, De outro arregalavam os olhos para as ‘manobras radicais’ do trânsito carioca. Para este jeitinho brasileiro de travar o fluxo para desembarcar passageiros, causando fila enorme. Com eventos como a Copa e a Olimpíada o susto tende a ser ainda maior em futuro breve.

Tudo isso, no entanto, tem adeptos. Rafael Nadal revelou-se num embaixador do Brasil. Fez muitos elogios e afirmou que o País merecia ter até um ATP 1000. Mas, é lógico, que para isso, o tênis teria de ter um complexo definitivo. O construído no Jockey Club Brasileiro é também merecedor de elogios. O clube está bonito, tem talento e classe, mas o palco principal é para corridas de cavalo. A esperança é que o complexo olímpico fique pronto em breve. No planejamento as instalações do tênis são excelentes. Mas confesso que só ouço falar sobre obras em estádios de futebol. Da Olimpíada…

A ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) revelou-se plenamente satisfeita com a primeira edição do Rio Open. O novo presidente da entidade, Chris Kermode contou que seu sonho de gestão é ter eventos em que o sentimento seja de algo especial. Estar num lugar inesquecível, marcante, característico. E confessou ter encontrado estas virtudes no Rio. Colocou o torneio como top 20 de seu ranking, de um total de 61 eventos. E esta foi sua primeira impressão sobre o Rio Open.


Comentários
  1. Sonia Fonseca de Carvalho

    Compra de Ingressos. Sempre ele. A eterna dor de cabeça!!!!! Tentei de tudo comprar para os dias dos jogos do Nadal! Só na mão de CAMBISTAS. Não fomento esse comércio e fico cética quanto a autenticidade dos mesmos. Mas vai a minha revolta: como ESGOTADOS com tantas, não foram poucas e vocês devem ter visto, a quantidade de cadeiras vazias em todos os setores? Uma falta lá ou aqui, eu entendo…..mas tantas daquele jeito? Para o jogo do Rafael Nadal? Até agora não digeri isso. Assisto tênis de madrugada, deixo de ir praia etc. Era meu sonho vê-lo jogar ao vivo…e apesar de meu esforço e vigilância, não consegui sucesso. Tudo bem, de repente consigo num torneio fora do meu país.

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  2. joao sawao ando

    esse negocio dos indressos euma incognita ha muito tempo,quando eu era criança e o borg veio jogar acho contra o vilas a organizaçao fechou o portao 5 minutos antes do jogo,dizendo que nao tinha mais ingressos,e depois de muita conversa com o pessoal do protao($$$) nos conseguimos entrar e para susrpresa nossa o maracanhazinho estava praticamennte como estava ojogo da teliana e do bruno soares,eu queria ver o jogo da japonesa nara e nao fui ao jockey,pois alem de ser um sacrifico parar ocarro la nao ia conseguir entrar sem ingresso;so ha estacionamento para os socios e para os torcedores nada e um absurdo,o rio ate pode ter um atp1000,mas nao no jockey,e isso

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  3. joao sawao ando

    chiquino ,vc viu deram um apagão na quadra central para esfriar o ferrer e quem se ferrou foi o belluci,la no marina quando da um apgao nas quadras oque e muito raro ,aluz volta em 15 minutos,la demorou mais de uma hora para voltar a luz …piada

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Bem não foi para ‘esfriar’ do Ferrer. São coisas que acontecem e, igual ao meu clube, quando a luz apaga tem de esperar esfriar para voltar a ligar. Mas, o momento em que aconteceu dá mesmo para se pensar em artimanha típica do futebol. Pena que o Bellucci não manteve a intensidade e a regularidade.
      abs

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  4. Ricardo B. de Carvalho

    Perfeito Chiqhinho. “Rio Open Show”. Pelas declarações do Kermode, o torneio deveria levar este nome. A sua preocupação é até 2016. Bem, até lá pode virar até Grand Slam, melhor do que o “US Open Show”. E aí tenistas como a Fonseca de Carvalho podem assistir ao Nadal com tranquilidade.

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  5. joao sawao ando

    como e que pode uma final de wta ,não ter nem 100 pessoas vendo? a organização tem que ser mais inteligente e vender ingressos para semi fem,semimasc, final fem ,final masc ,e de uma burrice tremenda,eu gostaria de ver a final fem e não posso,a colônia japonesa com certeza iria ver a nara jogar e não pode,um absurdo

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  6. Alexsandro Azevedo

    Eu e 3 amigos viajamos mais 3000km para ver o torneio. Chegamos na quarta e todos horários estavam esgotados. Já viajamos para diversos torneios ao redor do mundo e é a primeira vez que vejo um torneio esgotado, cheio de lugares vazios. É uma pena mas estamos no Brasil e aqui a banda toca assim!
    É muito feio ver o torneio vazio, se isso é um sucesso? Não entendo o que é fracasso!

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  7. Rodolfo Kieser

    Estive na quarta e na quinta no Rio Open e fiquei muito contente com a infra, melhor por exemplo da que o Torneio de Barcelona que tb é 500. Para esse torneio, em Barcelona, comprei o ingresso pela internet, aqui do Brasil, e deu tudo certo. Para assistir a esses 2 dias no Rio foi o maior sacrifico. Infelizmente a questão dos ingressos foi mal administrada, típico no Brasil, mas não para um evento de alto nível como esses. Outro ponto a melhorar sao os banheiros.
    O nível alto do Rio Open precionará o Brasil Open a melhorar muito a infra. Por falar em Brasil Open, estive lá no sábado e o ginásio esta perfeito, principalmente o saibro, mas quadra 1, maquia tenda de circo, me perdoem, mas é ridiculo.

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  8. mariliense

    Boa noite Chiquinho!
    Rafael Nadal, o maior fenômeno do tênis moderno, mesmo sem estar na sua melhor forma física ele não dá chance pra ninguém. Contra Andujar ele jogou a pior partida de sua carreira e mesmo assim sobreviveu para alegria de Ronaldo fenômeno e seus milhões de fãs em todo o mundo. Parabéns fenômeno, caminhando para ser o maior e mais temido demolidor de todos os tempos. E jogando com a mão esquerda mesmo sendo destro

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