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Entre mortos e feridos salvaram-se todos
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 18, 2014 às 8:49 pm

O Aberto da Austrália chega a segunda semana sem grandes perdas, apesar das condições desumanas dos primeiros dias de jogos em Melbourne. Com temperaturas mais amenas, as atenções voltaram-se para as quadras, com os melhores do mundo conseguindo passar ilesos. Rafael Nadal, se é que se poderia pensar ser possível, melhorou ainda mais ao bater tranquilamente Gaels Monfils em três sets. Roger Federer, sinceramente causou preocupação nos primeiros jogos, mas na última rodada esteve impecável. Lembrou os bons tempos. Andy Murray seguiu seu caminho, sem alarde, como deve ser a volta de um jogador, depois de cirurgia.

No feminino, Maria Sharapova diz que aprendeu uma lição, ao sofrer bem mais do que queria e imaginava diante de Alize Cornet. Mas não sei se será diferente daqui pra frente. A russa faz o melhor e o pior do tênis num mesmo jogo. A vantagem é que se estiver num bom dia pode dar trabalho a qualquer uma, até mesmo a Serena, que talvez nem se lembre mais de ter perdido uma partida para ela. Wozniack foi embora, mas não sei se pode-se dizer que foi uma zebra, assim como foi a derrota de Richard Gasquet, um talento pleno com a mão, mas de pernas não tão ágeis como exige o tênis atual. Seu preparo físico ainda está muito aquém de seu jogo. Uma vitória cheia de emoção foi a de Grigor Dimitrov sobre Milos Raonic, em um tie break tido como eletrizante. Gosto do jogo do búlgaro. E me divirto quando o Flávio Sareta diz que só elogio o Dimitrov pelo fato dele ser namorado de Sharapova.

A tendência é de os jogos ganharem em emoção. Se a temperatura deixar, o que realmente vai esquentar é a rivalidade em quadra. Quem ganha com isso são os amantes de um bom tênis. Aquele jogado de verdade.

As partidas passam a concentrar-se nas principais arenas de Melbourne, nesta segunda semana. Já estive por diversas vezes no Aberto da Austrália e posso assegurar que nas quadras secundárias é disputado um torneio. Nas chamadas show courts outra competição. Quem sabe ler vai me entender. Detesto explicar razões óbvias. Gostava do Nelson Rodrigues…

Na Rod Laver Arena ocorre um curioso controle da sombra. É isso mesmo. O teto retrátil não é usado apenas para os dias de chuva. Faz uma linha bem definida entre o sol e a sombra. Basta olhar para cima e ver que as abas se movimentam lentamente, mantendo sempre a mesma linha.

Certa vez na RLA sentei-me justamente na última cadeira ensolarada do media e players box. As da sombra estavam tomadas. Olhei para o céu e pensei… logo. logo vou ficar também na sombra. Os games iam passando e continuava no sol. Foi a deixa para notar que o fundo quadra está sempre na sombra e os locais em que são disputados os pontos ao sol. Não sei, mas os ingressos do fundo quadra devem ser mais caros. Bem, pelo menos nas touradas é assim…


Comentários
  1. Lígia

    Engraçado, parece que o Djokovic não está jogando o AO. Li um texto do Dalcim e o seu e nenhum dos dois faz qualquer menção a ele ou ao Berdych.

    Responder
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