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Por ora, apenas o sol brilha no AusOpen
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 16, 2014 às 5:24 pm

Pelo menos até agora, quem mais brilha neste Aberto da Austrália é o sol. Por conta de desmaios, desistências, temperaturas acima de 40 graus centígrados, coletes de gelo, reclamações, o tênis parece que está em segundo plano. Afinal, como exigir jogos de alto nível em condições como as destes dias em Melbourne?

A última vítima foi Maria Sharapova. Ela sobreviveu ao encontro desta rodada e saiu de quadra com uma dúvida interessante: a de que ninguém sabe exatamente como é a chamada política de calor para suspender as partidas. A organização revela uma fórmula que considera temperatura com índice de umidade. Mas, quem acredita nas informações oficiais?. Certo ano, a própria Maria Sharapova ‘assou’ por horas nas quadra de Melbourne Park e depois de tantas reclamações da russa, é que o então diretor do torneio informou os critérios para se interromper um jogo. Neste ano ainda não ouvi nada sobre o caso, mas em outras vezes pairava uma suspeita sobre a veracidade dos termômetros.

Ora, por que colocar em risco a integridades destes artistas das quadras? Por que a organização correria riscos de ver algo mais grave? Outra condição meteorológica, como a chuva, já levou Wimbledon a encontrar solução. Roland Garros também vai pelo mesmo caminho, assim como o US Open, que chega a usar até a segunda feira para fugir do desgaste do Super Sábado. O Slam americano tem também os jogos à noite em diversas quadras. E na Austrália, já que todos sofrem com o fuso horário, não sei se haveria reclamações de se jogar na sessão noturna. A diferença talvez esteja apenas numa ironia… Nova York é conhecida como a cidade que nunca dorme. Melbourne eu não sei… mas tem um enorme cassino nos arredores do torneio que agita as madrugadas.

Não sei também se o Australian Open não fosse um Grand Slam haveria tanto interesse dos jogadores. Esta competição, para quem não lembra, era jogada em dezembro. Mas ao final da temporada, os tenistas já estavam exaustos e houve então a mudança, ocasionando um hiato.

Por ser um Slam todos que estão ligados no que rola no mundo da bolinha amarela ficam atentos e torcendo para ver o melhor do tênis. Por ora, só o sol brilha, mas seria legal que os tenistas brilhassem mais. Isso só o tempo dirá, ou melhor, a temperatura.


Comentários
  1. Lisandro Luiz

    Caro Chiquinho, vou discordar totalmente. O Austrália Open é reconhecido como o Slam que se antecipa a todos os outros para melhorar a performance dos jogadores e o conforto do público e é o Slam que se adianta na elevação dos prêmios. Foi o primeiro Slam a colocar cobertura na quadra principal, depois veio Wimbledon. Colocou o teto retrátil numa segunda quadra enquanto Us open e RG não te nenhum e todo na precisam fazer a dança da sol.
    Que solução RG e Us Open trouxeram ? RG tem um complexo que, apesar do charme, há muito pede transformação – brigas entre prefeitura, população local e organizadores travam essa mudança; Us Open há quase uma década sofre com finais sendo jogadas na segunda por conta da chuva, e o teto retrátil, onde está ? Todo ano há reclamações dos jogadores. Colocar final na segunda onde muita gente não pode ir é solução?
    O problema na Austrália é grande não por conta de organizador do torneio, mas por natureza, ali sempre vai fazer esse calor infernal. Se for ficar adiando jogos indefinidamente por conta do calor, nunca termina. Acho que há a fórmula e ela é aplicada, existe uma regra: deve ultrapassar certa temperatura e TR tanto de umidade, mas ela só é aplicada no começo de um set – no caso do jogo da Sharapova, o set estava no meio quando houve o limite, mas preferiram esperar o jogo que parecia que ia acabar, mas prolongou-se. Se tivesse parado o jogo, esfriado os ânimos das atletas, perdido 20 minutos com a cobertura, a Sharapova ia reclamar porque quebrou o ritmo dela e tal…

    Acho que na medida do possível, contra todas essa força da natureza, a organização faz o que pode.

    Não entendi a questão do fuso horário ? Os jogadores chegam com uma semana de antecedência e, com 2 dias de estadia, um atleta bem preparado já não sente o efeito do fuso.

    Finalizando, o AO é tido como o torneio preferido dos jogadores e com público mais entusiasmado e onde se recepciona melhor os turistas. Claro que o torneio sofre por ser “do outro lado do mundo”, mas foi-se o tempo em que o pessoal não ia porque era muito longe. Hoje é sinônimo de diversão, é sucesso de público e, ainda que sofra criticas, estas são comedidas pois os atletas sabem que no tocante ao que podia ser feito a organização não mediu esforços.

    Gostaria de saber que soluções o senhor sugere para a organização conseguir domar essa força da natureza: o calor infernal?

    Abraço

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Que Slam é esse em que o próprio locutor da TV diz que o principal assunto de todos os dias é o calor. Pergunto… e os jogos?
      abs
      Chiquinho

      Responder
      1. Marcos Noronha

        Que canal você assiste? Tua opinião é muito tendenciosa. MUITOS jogadores gostam demais daqui. Os brasileiros não, mas os brasileiros não são a maioria, por sinal, longe disso.

        Responder
    2. Chiquinho Leite Moreira

      Bem se vc gosta que o tênis fique em segundo plano, não tenho como discordar… Pergunte aos jogadores se Australian Open não fosse um Slam se eles iriam jogar em Melbourne nesta época do ano?
      Abs
      Chiquinho

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  2. Marcos Noronha

    O Chiquinho realmente não gosta da Australia/ do Australian Open. O torneio está muito bom, o calor está judiando sim e concordo que as regras deveriam ser mais claras e deveriam tentar poupar os jogadores um pouco mais. Mas pra quem vê de perto o torneio é muito bom, jogos muito disputados, atmosfera alegre e descontraída, vale a pena conferir. Chiquinho, você deveria tirar férias em Janeiro, daí não precisava falar nada do Australian Open, poupa você e nos poupa também.
    Abraço

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Caro não sou eu que não gosto do Australian Open. Basta ler as entrevistas e irá observar que Nadal, Sharapova, Serena etc e tal é que não gostam…
      abs
      Chiquinho

      Responder
  3. Rodrigo Marcolino

    Com todo respeito as tradicoes Chiquinho, quem pode me explicar decentemente como a Australia tem um grand slam nos dias de hoje? sem jogadores tops da casa , geograficamente mal localizada, e uma organizacao que pouco se esforca por novidades e investimentos,quem ja foi ao US open por exemplo sabe do que falo, assistir seus shows de abertura tudo aqui eh magico, claro que wimbledon tem seu charme com morangos e os campos de vaca como diz o Meligeni rsrs , e roland garros ,sempre sera a casa do saibro, mesmo o US open foi teimoso com questoes como a do teto sim, mas veja que hoje o US open fatura mais inclusive que o super bown, e esse pessoal nao mistura amor com dinheiro nao, investimento eh investimento, do contrario me diga como a MLS pasmem com menos de 20 anos tem times mais valiosos que poderosos e centenarios Corinhtians e Flamengo, e nunca ganharam um titulo internacional de times do Mexico que sao limitados inclusive financeiramente?, Para mim esse pessoal da Australia passa o mesmo daqueles campeonatos de grama que sao supervalorizados em termos de jogos estrutura e ate premiacao (aparentemente corrigidas), so pode ser comodismo pois sabem que estao com o rei na barriga ,eu acompanho Newport em Rhode Island por exemplo, vivo em Connecticut realmente eh bem organizado e tem o Museu Hall Of Fame fantastico sugiro quem possa que visite mas eh um campeonato 250 e assim sera por infra-estrutura e tudo,da mesma forma eu acho mais prudente respeitar as tradicoes mas nao limitar o tenis que AUSopen seja um master no maximo, e se suba Miami a slam, mas ai eu sou suspeito porque pra mim seria mais facil assistir rsrs abraco

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      A tradição é algo muito importante para os conservadores dirigentes da ITF. Existe uma pressão para um Slam na China, mas a ITF é sempre a última a aceitar mudanças. Wimbledon exige o branco, nos Slams os jogos seguem em melhor de cinco. Nas duplas não há o sem vantagem, enfim, não acredito em mudanças.
      abs
      Chiquinho

      Responder
  4. Fernando C S

    Pessoal, o Chiquinho relatou fatos: calor extremo que rouba a atenção que deveria ser dedicada a jogos e jogadores e falta de empatia dos jogadores em relação ao torneio.

    Responder
    1. Chiquinho Leite Moreira

      Como já disse minha formação é acadêmica. Na minha escola de jornalismo aprendi que a notícia não se inventa, ela acontece. Ora, eu gosto de ir a um torneio e ver jogos de tênis. Não curto muito a ideia de Novak Djokovic fritar um ovo na quadra, nem mesmo de ver a Serena Williams jogando apenas o suficiente para vencer, sem mostrar o seu verdadeiro jogo, com temor de não chegar ao fim da partida. Enfim, não fui eu que coloquei o sol de 40 graus em Melbourne. Já estive lá por diversas vezes e posso garantir que os jogadores odeiam jogar lá. O Slam é o mais importante circuito do tênis, não dá para deixar de jogar, tanto pelo pontos, pela grana ou pelo compromissos com patrocinadores que pagam as contas. Na transmissão dos jogos tb existem bons jornalistas e ouvi o reconhecimento que o assunto é o calor, seja lá quem estiver em quadra. Ora, não dá para esconder a notícia.
      abs
      Chiquinho

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      1. Marcos Noronha

        O maior Fato é que o Chiquinho não gosta do Australian Open, e todo ano a gente já pode esperar os comentários “super” baseados em fatos, kkkk. Nunca vi ele falar nos recordes de público por exemplo (fato pouco importante?). O OA este anos tem tidos jogos muito bons, mas quem não quer ver não vai ver. Gasquet x Robredo foi excelente, Tsonga jogando muito, Stosur x Ivanovic foi excelente. Mas é claro que quando o cara não gosta não tem jeito, só se olha para o negativo.
        Vi o comentário do Rodrigo Marcolino, que comentou que Australia não tem jogadores tops da casa , geograficamente mal localizada, e uma organizacao que pouco se esforca por novidades e investimentos. O camarada fala sem conhecer do que fala. Qual o primeiro Slam a ter teto retrátil? O hawk eye foi testado primeiro na Australia antes de virar o que é. O AO não se limita a seu torneio, os torneios que o antecedem giram muito dinheiro aqui, o país todo acompanha e o mais importante, tem patrocínio, então é financeiramente viável e é um excelente torneio. Sem falar que se pra se ter um Slam fosse necessário ter torneios tops da casa não se tinha Wimbledon a muito tempo já que ficaram anos sem ninguém que sequer pudesse ter esperança de ganhar. O melhor de tudo é que o AO vai continuar existindo, independente da opinião contrária, ano após ano, do Chiquinho. Abraço

        Responder
        1. Chiquinho Leite Moreira

          Será que alguém acha que vou por em risco mais de 30 anos de jornalismo baseado na credibilidade e com não rápidas passagens por órgãos como o Estadão e Rede Globo, e puxar a sardinha para este ou aquele Grand Slam? O jornalista tem uma visão crítica, diferente do torcedor fanático. É mais do que uma profissão é uma religião. Não se pode fugir aos fatos. A primeira semana em Melbourne o sol foi o grande astro – sem ironias -. Nem sempre o que escrevo agrada a todos. Mas tenho de estar fiel aos princípios básicos do jornalismo sério. Se quisesse popularidade buscaria temas de grande audiência. Mas este é um espaço para a verdade dos fatos. Não gosto de falar de minha pessoa. Acho que nem precisaria. Sou talvez o brasileiro que mais tenha frequentando os Slams. Tenho mais Slams que o próprio Federer. Talvez nos dias de hoje o Carlos Bernardes este superando meus números, ou já tenha superado, só que com outra visão. Um exemplo: aos olhos do público, do torcedor alguns torneios são os mais atraentes. Mas no olhar crítico esta atenção vai para outro lado, pois valorizamos o jogo, a competição, o esporte. A grama de Wimbledon, como estava há um certo tempo, não proporcionava um jogo de tênis para o estilo e nível atual dos jogadores. Houve mudanças mas apesar de toda sua beleza, tecnicamente não é uma superfície condizente com o jogo moderno. Enfim, para alguns, críticas como esta não agradam, mas fazem parte do dever de quem tem a responsabilidade de transmitir a experiência e conhecimento.
          abs
          Chiquinho

          Responder
  5. Lisandro Luiz

    Caro Chiquinho, volto a pergutnar: que soluções o senhor acha que a organização do AO deveria tomar ? Fazer cobeertura em todas as qudras ? Jogar de madrugada ?

    E, quais foram as soluções adotadas pela organização do Us Open e RG para fugirem dos dias de chuva ? Até hoje nenhuma.

    Contra o calor extremo não há muito o que fazer(é realizar as partidas ou adiar indefinidamente o torneio); contra a chuva, sim. E isto Wimbledon e AO fizeram: construiram coberturas. Us Open e RG que você elogiou nada fizeram. Adiar a final em um dia não é solução, basta iamginar o seguinte: se chover por 4 dias seguidos, a final seria na sexta seguinte ?

    Se o torneio é no “outro lado do mundo”, ruim geograficamente, isso não é culpa dos organizadores. Ao menos que um tsunami desloque a Austrália para a fronteira da Espanha.

    Cá entre nós, você citar que Sharapova e Ndal reclamaram, não é nada. São notórios reclamões. Fosse Federer falando mal do torneio, aí sim, seria algo mais sério.

    Abraço

    Responder
  6. Sergio Ribeiro

    Ao fim da Década de 70, houve uma quase unanimidade de que o AOPEN teria que sair de Dezembro de qualquer maneira, ou perderia as grandes estrelas. Isto feito, passou a ser o primeiro do Ano sem atrapalhar os demais tradicionais. Eles convivem como o Mundo Inteiro com o problema do efeito Estufa. Serena queria o mesmo tratamento dado a Novak ( igualmente N1, e já aos 32) e jogar mais a noite. Roger Federer com a mesma idade, e Ex- N1afirma que o calor e’ pra Todos, e o mental entra nessas horas. Com o seu Tetra ficou a frente de Sampras. Este com o seu Bi , se mantém a frente de Nadal. BORG optava em tirar ferias. Azar do Sueco…ABS!

    Responder
  7. Sergio Ribeiro

    O mais Teimoso do Circuito ( o maior vencedor de Títulos e de Partidas em SLAN ), confirmou que seus críticos estavam certos. Ao ter a humildade de aos 32, trocar de equipamento e buscar novos rumos com Edberg, nos brindou com quase todos os golpes deste fascinante Esporte. Para desespero do Russo, abriu a caixa de Ferramentas para delírio da Torcida. Para Tsonga , fica a certeza que vai precisar dar o seu melhor, pois voltou a chegar nas bolinhas no tempo certo. Improvável que chegue a Final. Mas Roger Federer da mostras que para a Grama Sagrada…Abs!

    Responder
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