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A união
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 17, 2013 às 7:41 pm

Não temos mais um Gustavo Kuerten, nem mesmo uma Maria Esther Bueno. Mas encontramos hoje em dia um ingrediente dos mais importantes e que pode ajudar em muito o tênis brasileiro: a união. Não há porque contestar que ela faz a força, pois isso está provado ao longo da história do próprio tênis.

Começo relembrando a força dos suecos. Nos bons tempos os Vikings navegavam juntos em busca de conquistas e repetiram o feito nas quadras ao redor do mundo. No final dos anos 80 e início dos 90 estavam sempre juntos. Era comum vê-los jantando na mesma mesa. De um lado Mats Wilander, de outro Stefan Edberg, ao lado Anders Jarryd, Magnus Larson e por aí vai. Com o maior destaque de alguns, especialmente Wilander, ficou difícil acomodarem-se todos no mesmo ambiente. Mas enquanto as vaidades assim permitiram, os suecos eram conhecidos como a mais forte escola do tênis.

O fenômeno repetiu-se com o tênis argentino. Nos dias mais duros da crise, a ‘fome’ os uniu. Um ajudando o outro, dividindo quartos de hotel e compartilhando benefícios. Se um deles garantia lugar na chave principal, lá iam todos os outros também em busca de um lugar ao sol. A referência já estava dada pelo primeiro.

Esta união ajuda em diversos aspectos. Além da motivação mútua, não há como negar que esta amizade traz benefícios no aprimoramento técnico. Se um ajudar o outro nos treinamentos, estiver ao seu lado na arquibancada durante os jogos, tudo fica mais fácil. A confiança é a chave do negócio.

Esta característica nota-se de diversas formas. Para os suecos os jantares ao estilo reunião de motivação. Aos argentinos as viagens compartilhadas, ao estilo economizar para jogar mais, em mais torneios.

Para os brasileiros esta união ficou evidenciada no Prêmio Tênis 2013 realizado na Costa do Sauipe, litoral da Bahia. Todos os jogadores, sem exceção, fizeram festa juntos. Quem subiu ao palco para cantar o tocar fez tanto sucesso como os que ficaram na plateia cantando e dançando. Esta união não se evidenciou apenas entre as estrelas, como Thomaz Bellucci, André Sá, Bruno Soares, Marcelo Melo, Rogerinho Dutra, enfim, todos os premiados. Mas também tomou conta de toda a base da nação do tênis, ou seja, os participantes das diversas modalidades, veteranos, seniors, cadeirantes. Foi incrível ver a empolgação de muitos com a final entre dois tenistas com mais de 80 anos. Divertiram-se e jogaram em quadra, num verdadeiro espetáculo, cujo o maior vencedor foi o tênis.

Esta turma do tênis espera realizar sonhos em 2014. A torcida fica para que os duplistas alcancem o buscado título de um Grand Slam. Nesta linha de pensamento, Bellucci também tem a ganhar e pode reencontrar-se com seu bom tênis. Atrás dele pode vir Guilherme Clezar, Tiago Fernandes, Tiago Monteiro e quem mais estiver unido a este grupo.


Comentários
  1. Maurício Luís

    Além da união, apoio do governo e patrocínio seriam muito bem vindos, ainda mais que a Olimpíada o Rio de Janeiro se aproxima. Ah, mas isso já é viajar na maionese…

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  2. Paulo

    Com todo respeito, o que voce esta falando eh Utopia, nao se engane com essa uniao, no tenis nao funciona, na Argentina era por necessidade nao por melhoria ou achar que isso iria ajudar, so quem vive no circuito sabe que isso nao existe, os grandes jogadores tem cada um sua equipe, cada uma na sua mesa e ponto, amigos quando for cada um para a sua casa irao la encontrar , torneio eh trabalho nao vida social, mesmo em que seja em prol ao tenis.

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  3. Antonio Luiz Carvalho Ribeiro

    Me desculpe mas isso tudo é bmentira.
    São todos muito falços. Estão preocupados com seus EGOS.
    Não vejo nada em prol do tenis.
    desafio a voce publicar minha resposta para ver se algum desses tenistas vai me mandar seu programa em beneficio do tenis e não do seu .
    Abraços, e estou aberto para um dialogo aberto
    Antonio Luiz

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Antônio não sei pq vc está tão irado. Confesso que até pensei em não publicar seu comentário para preservá-lo em razão da forma que vc escreveu a palavra ‘falso’, o que denota uma certa dificuldade com o nosso vernáculo. Mas, enfim, aí está.
      abs
      Chiquinho

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  4. REnato

    Olá Chiquinho! A união é importante, qualidade que vemos nos argentinos em suas cruzadas pelo mundo. Todavia e se pudesse replicar gostaria de ler, lá tem união sim mas tem qualidade, o que não temos aqui. Já falei mais de uma vez aqui, esses simpáticos e esforçados tenistas que vc mencionou não vejo com toda sinceridade condições de avançar no circuito. Além de duvidosa técnica e talento, alguns sequer tem tamanho para enfrentar o tênis atual. Não se joga vôlei e basquete sem tamanho e o tênis virou mix de técnica, força e altura. Acho, com todo o respeito, que é preciso comentar algo em torno do tênis nacional mas de nada adianta jogar tênis com raquete sem corda!Abcs

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  5. Antonio Luiz

    É isso a que me referi no meu comentário.
    Falta profundidade nas ações, e não uma preocupação com as coisas menores,como o nosso vernáculo, assim sendo não estou preocupado com a maneira que escrevi, mas sim com o que escrevi.
    Também não estou irado, só que não vejo nada sendo feito pelo tenis, acho que é um modelo a ser mudado. Temos muitas quadras, dinheiro, mas falta pouco papo e muita ação, sem se preocupar com o domínio do vernáculo, e dando a cara no tenis
    Abraço, obrigado
    Antonio Luiz

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  6. Antonio Luiz

    Como não recebi resposta , espero que tenha entendido o meu comentário.
    Abraço, feliz natal e um ano cheio de coisas boas.
    Antonio Luiz

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  7. Nelton Lopes

    Boa Tarde a todos. Só gostaria de deixar meu ponto de vista: ao Luis Antonio primeiramente: há algo que tem sido feito sim, só que ainda não teremos os resultados sonhados pois é muito cedo para isso. O que falta acredito, é maior parceria entre clubes e federações, pois aqui em Natal tudo está engatinhando. Chiquinho, assisto toda semana seu programa no Bandsports mas tenho que discordar um pouco de você, com certeza a união faz a força, mas dizer que por uma cerimônia de premiação o tenis brasileiro está unido é forçar a barra. Não vemos essa união em viagens ou excursões, o que não vemos são os nossos juvenis treinando com profissionais durante a temporada. Quando isso ocorre é apenas na pré-temporada. Na essência, o tênis é um esporte individualista, esse negócio de “união faz a força” ainda não estamos preparados para seguir. Gostaria que vc publicasse meu comentário e se possível respondesse. Muito obrigado a todos.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Ai está o seu comentário…
      Vc definiu bem..o tênis é um esporte individual e as rivalidades afloram, mas gostei de ver no Sauipe a turma toda unida, formando uma banda e demonstrando união.
      abs
      Chiquinho

      Responder
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