Torcida dá o tom da emoção no Rio Open
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 19, 2022 às 4:34 pm

Nem mesmo as muitas interrupções dos jogos por conta das fortes chuvas foram capazes de apagar o ânimo da torcida. O Brasil, infelizmente, não conta mais com um jogador de ponta para as disputas de simples. A última esperança de um título por um tenista da casa nesta competição foi no encontro de Thiago Monteiro contra o italiano Matteo Berrettini. As chances eram poucas, mas ainda assim o público conseguiu criar uma atmosfera eletrizante na quadra Guga Kuerten do Jockey Club do Rio de Janeiro.

Não foi apenas em jogos envolvendo brasileiros que a torcida deu o tom da emoção. Alguns tenistas ganharam o curioso apoio em suas disputas. São nomes conhecidos e de muito talento como Fabio Fognini. E a situação se justifica. Afinal, não são muitas e nem fáceis as oportunidades de se ver de perto um habilidoso jogador como este italiano.

Alguns jogadores até se surpreenderam com essa torcida. Este foi o caso da revelação espanhola Carlos Alcaraz. Jovem, talentoso e dono de um jogo impressionante que dá perspectivas de no futuro levantar um troféu de Grand Slam, ele reconheceu que este apoio foi importante, especialmente no seu jogo de estreia. Simpático e atencioso, Alcaraz correspondeu com gestos gentis, como chamar os pegadores de bola para se protegerem da repentina chuva no seu box de quadra.

Aliás a simpatia e educação de diversos jogadores chamou minha atenção. Não gosto de me colocar como personagem. Mas apenas passar a longa experiência nos torneios do tour internacional. O café da manhã na bolha da Covid-19 num local específico do Sheraton Hotel levou-me a lembrar dos velhos tempos. Em muitas viagens costumava ficar por um bom tempo curtindo os bons buffets, em especial nas competições na Alemanha, como no hotel Intercontinental, em Hamburgo, ou o Maritim, em Stuttgart.

O grupo de jogadores aqui no Rio mostrou-se respeitoso. Não se atropelam em filas, cedem lugar, usam máscara, quando não estão na mesa e cuidam bem da alimentação. Omelete para alguns só de claras. Azeite… só um fio. E quando um treinador pediu uma tapioca com doce de leite foi um protesto geral “não, não, não”… “não pode começar o dia assim”. Divertido e descontraído.

Hoje em tempos de mídias sociais é o local para cumprirem alguns compromissos. Ao lado de agentes e equipe técnica enviam mensagens para fãs, respondem manifestações e cumprem bem o papel junto aos seus seguidores de todos os cantos do planeta. Por isso, fica até difícil acreditar que em quadra, alguns são capazes de quebrar raquetes em atos de pura raiva…


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