Rio Open de braços abertos para o tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 16, 2022 às 6:37 pm

Uma das imagens mais marcantes para quem chega ao Jockey Club Brasileiro, sede do Rio Open, no Rio de Janeiro, é o Cristo Redentor braços abertos sobre  a Guanabara (Minha alma canta/ Vejo o Rio de Janeiro/ Estou morrendo de saudades/ Rio teu mar praias sem fim) Esta também parece ser a missão do maior torneio de tênis da América do Sul: abrir a modalidade, mesmo em tempos difíceis. Não temos atualmente grandes jogadores, infelizmente. Mas ainda assim os brasileiros podem sentir a atmosfera de uma grande competição, passando a admirar muitos outros astros do esporte.

Não há dúvidas de que o Rio Open deixou saudades, com o cancelamento do ano passado. Mas nesta semana os amantes do tênis estão reunidos, tanto presencialmente, como nas transmissões pela tevê. Andar nesses dias pelas quadras e alamedas do Jockey Club é de reviver bons tempos, cruzando com muita gente amiga de antigas viagens pelo circuito internacional e também observar um público apaixonado pelo esporte da bolinha amarela. É uma emoção diferente.

O Rio Open é um torneio de múltiplas funções. Além da competição entre os tenistas profissionais, o evento cumpre uma função social, com iniciativas como o tênis Kids e o Winners, que abre as portas para o esporte a crianças que normalmente não teriam essa oportunidade de jogar e conhecer uma modalidade tão interessante. Tem ainda a vocação de reunir num ambiente saudável música, arte e a tão badalada atualmente gastronomia. Um destes pontos tem como chef convidada Carol Vaz. Ou seja há muito mais o que se fazer além das quadras. Em certos lugares, o cenário lembra um pouco Roland Garros, como o espaço La Boutique e o poster oficial, conhecidas tradições do Grand Slam francês.

Nos palcos mais importantes 63 atletas jogam por um total de US$ 1.915.485 em prêmios. Desde de sua primeira edição o Rio Open já teve como campeões Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, DominicThiem, Diego Schartzman, Laslo Djere e Cristian Garin. Este ano são vários jogadores bem ranqueados em busca do troféu de campeão.

Nem só os atuais astros são lembrados nesta competição. Agora em 2022, o Rio Open homenageia dois grandes nomes do tênis brasileiros, como Flávio Saretta e Rogerinho Dutra Silva. A ideia é de toda organização, mas, sem dúvida, tem um toque genial do diretor do torneio Lui Carvalho. E no mundo do tênis este evento tem um carisma tão especial que após mais de 20 anos sem vir ao Brasil, o hoje vice-presidente da ATP, o italiano Nicola Arzani deu o ar da graça… prestígio.


Comentários
  1. Gabriel

    O Cristo Redentor não está submerso debaixo d´água ao que se saiba…. portanto, escreve-se SOBRE e não SOB…. enfim, escrever em língua portuguesa não é lá muito a sua praia. E antes que o patrulhamento ideológico saia em sua defesa a resposta é: não, isso não é um erro banal nem um erro de digitação. É falta de conhecimento básico sobre a língua portuguesa MESMO.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Poxa Gabriel só quis repetir um trecho de uma música dos tempos da bossa nova. Vc tem razão, mas em nome da licença poética vou pesquisar a letra e se estiver errado vou corrigir….

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  2. Rubio Ribeiro

    Chiquinho
    Parabéns pelo excelente texto.
    Ter estado no circuito mundial como árbitro e poder acompanhar diariamente mesmo que de longe,moro em Santos,SP, toda a transmissão desde as 16:30 me faz relembrar os grandes momentos que vivemos durante 35 anos de dedicação a esse esporte.
    Viva o tênis
    Deus abençoe
    Rubio Ribeiro

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  3. Eduardo

    Ótimo seu texto como sempre, Chiquinho.
    E não dê bola para os mal educados de plantão que, ao invés de focar no tênis, procuram de alguma forma criticar algo, como possíveis erros de Português.
    Você foi um gentlemam em sua resposta, o que é uma característica sua.
    Grande abraço

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