Vika está de volta
Por Chiquinho Leite Moreira
março 21, 2016 às 3:25 pm

O discurso emocionado de Victoria Azarenka na cerimônia de premiação em Indian Wells, com o reconhecimento à brilhante carreira de Serena Williams – uma fonte de inspiração – marcou o reaparecimento aos bons momentos desta talentosa tenista da bielo-russa. Ela, não tenho dúvidas, faz bem ao tênis. E protagonizou uma grande final na Califórnia, que soou quase como uma ironia as impropriedades ditas pelo diretor do torneio sobre o feminino. Afinal, a decisão das mulheres acabou sendo a melhor, uma vez que Milos Raonic não estave 100% diante de Novak Djokovic, que seria o favorito de qualquer maneira.

A volta de Vika ao grupo das dez primeiras é bem vinda. Seu talento é indiscutível. Sua simpatia também é contagiante. Ela se relaciona bem com a torcida, com os pegadores de bolas e distribui sorrisos e bom humor pelos bastidores dos grandes torneios.

Ano passado em Roland Garros, um episódio deixou claro para mim, e também acredito à colega de Bandsports, Thais Baffini, sua atenção e sinceridade. Como regra tínhamos apenas três perguntas para a chamada entrevista one-on-one (exclusiva). Logo que me apresentei como sendo do Brasil, ela fez uma festa. Puxou um papo tão interessado e descontraído que tratei de avisar o tour communication manager da ITF que ainda não tinha dado o start na minha cota de perguntas. Afinal, queria passar aos assinantes suas expectativas e sonhos em Paris. Por sorte – diria eu competência – os editores em São Paulo colocaram na íntegra a conversa, inclusive com as curiosidades e o interesse da bielo-russa pelo Brasil e seu plano de estar por aqui em agosto para os Jogos Olímpicos.

Não só o Rio 2016 ganha com Vika Azarenka. Ela arrebanha fãs por todos os cantos do planeta. Também revela um tênis bonito de se ver. Em Indian Weills quebrou um tabu. Não vencia Serena há tempos, ou seja, por cinco encontros. Agora, tem um retrospecto diante da número um do mundo de 17 derrotas, contra quatro vitórias. São elas: em 2009 em Miami, 2013 em Doha e Cincinnati e agora em Indian Wells.

Um detalha curioso, que pode revelar o motivo das duas raquetes quebradas por Serena. A americana não ganha um título desde agosto do ano passado. É claro que jogou pouco: semifinal no US Open, final em Melbourne e agora final em Indian Wells. Que venha Miami…


Comentários
  1. Luiz Fabriciano

    Chiquinho, acho que você quis dizer que os editores de São Paulo colocaram na íntegra a conversa e não na intriga, certo?

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  2. Francisco

    Cara a Serena pode ser uma das melhores de todos os tempos, ela joga muito mas o jeito que ela se comporta em quadra como se comportou ontem dá uma sensação de arrogância, parece que ela pensa tipo “ah! hoje eu não to afim de correr muito mas não to nem aí”; Parabéns pra Azarenka jogou muito correu em todas as bolas mereceu demais!

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Serena terá um belo desafio pela frente agora em Miami. Afinal, não vence um torneio desde agosto do ano passado, mas, é lógico, que jogou muito pouco neste período.

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  3. Jeosan

    A impressão que eu tive, tanto assistindo ao jogo da Serena contra Azarenka, bem como do jogo dela contra a Radwanska, é que a Serena acha que mesmo jogando mal, com quebra de saque contra, conseguirá ao final vencer a partida. Contra a Radwanska de fato ela conseguiu. Contudo, não conseguiu repetir contra a Azarenka. ‘As vezes nem sempre é fácil devolver uma quebra, nem mesmo para a número um.

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  4. henderson

    È fato que Serena não está jogando o melhor tênis de dela, mas começar a ver arrogância também é demais. Azarenka sempre joga bem contra Serena.

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  5. Renato

    Serena joga tanto que um retrospecto contra de 17×4 chega a ser muito respeitável não é mesmo. Fora que Vika valorizou muito várias destas derrotas. Sem querer polemizar, sou a favor sim da igualdade de prêmios; embora o torneio masculino apresente maior volume de jogões no início dos torneios, próximo da final em ambos há partidas ótimas…e se formos contar que ultimamente Djoko passa o trator e que Serena não está tão dominante como o ano passado, o feminino passa até por um momento mais interessante. Abs Chiquinho!!

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