Big 3 em xeque: peça importante, Federer, está fora de combate
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 16, 2021 às 3:57 pm

Como num jogo de xadrez o Big 3 está em xeque. Ainda não é um xeque-mate, mas vai exigir de Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer uma defesa ou um bom planejamento para um contra-ataque. Peça importante nesse tabuleiro, o tenista suíço está fora de combate. Com mais uma cirurgia não jogará o US Open, nem tem previsão de volta, nem de aposentadoria.

O fato mais dramático é que pela primeira vez em 20 anos, o Big 3 está fora de ação dos preparatórios para o US Open: os Masters do Canadá e Cincinnati. Isso não acontecia desde 2001, quando Federer sentiu uma lesão na virilha e não participou da temporada norte-americana de quadras duras. Desde então, pelo menos um dos três sempre jogou no Canadá ou em Cincy.

A situação é preocupante. Afinal, também Rafael Nadal deixou a América e viajou para a Espanha com objetivo de consultar-se com seu médico, Ángel Ruiz Cotorro. Ficou sem sequer treinar por 3 semanas após sua eliminação em Roland Garros. Abriu mão das participações em Wimbledon e dos Jogos de Tóquio. Tentou voltar em Washington, perdeu na segunda rodada, viajou para Toronto, mas não jogou. Sua volta é incerta. Mas mesmo que aconteça entraria num Grand Slam sem uma devida preparação. Além disso, o espanhol não disputa qualquer competição sem ter a certeza de que pode lutar pelo título. Jogar uma ou duas rodadas, não é com ele.

A situação de Novak Djokovic, ao meu ver, é estranha. No início do ano conquistou o  9° título do Aberto da Austrália, levou a segunda Taça dos Mosqueteiros em Roland Garros e brilhou também em Wimbledon, pela sexta vez na carreira. Mas em busca de uma medalha de ouro inédita na Olimpíada deixou a desejar. Não só saiu de mãos abanando de Tóquio, como colocou dúvidas para sua volta ainda marcada para o US Open. O sérvio terá a chance de fechar o Callendar Year Grand Slam e igualar os feitos do australiano Rod Laver (por duas vezes) e do norte-americano Don Budge.

Além de toda essa pressão, Djokovic está vendo Daniil Medvev ameaçar a sua liderança no ranking. Em função das alterações provocadas pela pandemia, agora nessas semanas irão cair pontos ganhos em 2019 e 2020. Por isso, o sérvio depende apenas dele para manter a posição de número 1 do mundo, mas já avista o segundo colocado no retrovisor.

Enfim, estamos diante de novos tempos. Por sorte temos uma nova geração de muito talento e carisma. Mas não me arrisco a dizer que chegou a hora da troca da guarda.

 


Comentários
  1. Alessandro Siqueira

    Chiquinho, não confundir EM XEQUE e EM CHEQUE. Cheque é título de crédito, conforme a Lei Uniforme de Genebra. Em XEQUE, sim, quer dizer EM QUESTÃO, POSTO À PROVA, QUESTIONADO etc, etc.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Então… rolou uma confusão. Mas tudo resolvido. Fiz uma pesquisa interessante e descobri fatos curiosos e, alguns deles muitos fortes, sobre o “xeque “ . Confesso que em alguns casos não gostei… soou como execução… sei lá… a história da humanidade é cruel

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Não sou professor, mas tive bons professores kkk . Por em xeque. Curiosamente o termo vem do jogo de xadrez, mas, ao pesquisar, vi que tem história milenar até com origens árabes etc e tal …. Como diria Noriega e Orlando Duarte “esporte é cultura “ hehehe

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  2. eu

    Nao entendo colocar o djokovic em cheque. Até a derrota pro zverev, ele vinha jogando um absurdo em tóquio. O próprio vinha falando que estava melhor a cada jogo e etc. Acredito que a derrota foi um acidente de percurso, e ele ainda é favorito com MUITA margem pro us open. Estão tentando colocar ele em decadencia. Nao acredito que medvedev, tsitsi ou zverev ganhem dele em 5 sets.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Vc tem razão. Mas não há dúvidas de que ficou em xeque, como no jogo de xadrez. Há relatos de que sente problemas no ombro. Já busquei confirmações mas sigo no aguardo. Djokovic é favorito para US Open… vamos aguardar

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  3. Rogério R Silva

    Boa noite querido Chiquinho.
    Vc passou a real situação dos três dragões mas,vou ser sincero,quero muito que seja feita a passagem de bastão.
    Cansado de ver os mesmos ganhando sempre.
    Chega,já deu.
    Prolongaram demais esse período inédito de conquistas.
    E não é porque ficaram doentes.
    Eles já começaram a perder finals e masters,slam será breve.
    Mas acho que devemos sim observar que a atual geração é melhor que a anterior e mais capacitada.
    Forte abraço e saúde para você.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Rogério essa passagem do bastão é contestada há tempos pelo Marat Safin. O russo acha que já deveria ter sido. Mas vamos seguir curtindo. E forte abraço pra vc tb e muita saúde…

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  4. Renato

    Infelizmente, 2022 é o fim do Big3. Federer deverá voltar pra algumas apresentações no meio do ano e vai ver que os joelhos não possibilitam mais ser competitivo. O pneu de Winbledom não foi gratuito. É o fim. Nadal está sentindo o seu vigor físico abandoná-lo e não é surpresa pra ninguém qual é o forte do seu jogo. Não vai querer ser coadjuvante. Djokokovic deu chilique em Tokyo e mostrou mais uma vez ao mundo que tênis tem de sobra mas caráter não é seu forte. Se não vencer US Open vai entrar em queda livre. Se vencer ainda segura mais um pouco antes do tombo. Mas não vai conseguir voltar. Diferente dos outros dois (podendo acrescer Murray), ele gosta mais do espelho que do esporte. A temporada de chiliques está só começando.

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