Big 3 enfrenta uma nova era de desafios
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 9, 2021 às 3:24 pm

Trio de maior sucesso da história do tênis, o chamado Big 3 entra numa era agora repleta de imensos desafios. Novak Djokovic amargou resultados negativos na recente participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio e deixa dúvidas de como irá digerir esta situação. Roger Federer comemorou 40 anos, mas o peso da idade apareceu. Com duas cirurgias no joelho e poucas jogos oficiais segue fora das quadras. Rafael Nadal voltou, depois de dois meses. Revelou que sentiu muitas dores numa lesão no pé esquerdo, desistiu de Toronto e coloca dúvidas sobre seu futuro na temporada norte americana.

Já Djokovic admitiu, segundo o site TennisWorldUSA, que não teve nenhum arrependimento de ter viajado a Tóquio. Disse que se sentiu bem ao interagir com atletas de outras modalidades na Vila Olímpica. Porém, informou que sentiu problemas físicos no Japão, mas não buscou essa justificativa para suas derrotas nos Jogos.Superar frustrações faz parte da vida de qualquer tenista profissional. Afinal, como diz o genial John McEnroe “o tênis é um esporte de perdedor. A semana que você não perde é campeão”. Só que não parece ser tão simples assim. Algumas derrotas doem mais e deixam profundas cicatrizes. Este parece ser o caso dos Jogos de Tóquio. Tanto é que o desânimo bateu na porta do sérvio, a ponto de colocar em dúvida até mesmo sua participação no US Open, o que não acredito.Enfim, o número 1 do mundo ainda tem tempo e tranquilidade para o US Open. O Grand Slam norte-americano dá ainda algumas semanas para o sérvio e Djokovic segue com um bom saldo a liderança do tênis masculino.

O ranking passa a ser uma preocupação a mais para Rafael Nadal. O tenista espanhol perdeu a terceira posição para Stefano Tsitsipas nesta semana. Mas, sinceramente, ser três ou quatro do mundo pouca diferença faz, na minha opinião. Para Flushing Meadows, por exemplo, se a lista de classificados seguir como está, Djokovic abre a chave e Daniil Medvedev fica na posição de número 128. Tsitsipas e Nadal vão a sorteio para saber que fica no quadro de cima ou de baixo. Recuperar o terceiro lugar funcionaria sim no aspecto de confiança, que sempre foi uma das maiores virtudes de Nadal. Com bons resultados nesta temporada norte-americana de quadras duras, o espanhol poderia chegar a Nova York em boas condições de defender o título de 2019. Digo defender, pois em função da pandemia, ele ainda tem os 2000 pontos referentes a vitória sobre Medvedev, que só irão cair no dia 13 de setembro.

Situação envolvida em muitas incertezas enfrenta Roger Federer. Era aposta certa que o suíço jogaria em Tóquio, não só pela importância do evento e conquistar uma medalha de ouro em simples, como pela relação com seu patrocinador. Mas nada disso aconteceu. Respeitou os pedidos do seu corpo e recentemente anunciou que não joga nem Toronto, nem Cincinnati.

Toda este cenário, aliado ao crescimento da nova geração, só cria ainda mais expectativas para o quarto e último Grand Slam do ano: o sempre eletrizante US Open.


Comentários
  1. Mateus Cruz Tamiasso

    Não entendo a lógica de analisar estes três em um “mesmo pacote” (“big 3”). Estão em momentos bastante diversos. Federer está na iminência de aposentar, Nadal ainda tem um pouco de lenha para queimar, principalmente no saibro e Djokovic segue líder absoluto do ranking, tendo vencido os três maiores torneios deste ano. Realidades muito particulares para cada um desses três gênios.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      É verdade vc tem razão, mas seguem sendo o Big 3. Difícil Mateus segmentar essa história. Nunca três jogadores em um mesmo período conquistaram tantos títulos. Vamos celebrar o fato de sermos contemporâneos desses 3 gênios, assim como foram sortudos os que viveram na época de Mozart!!!

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  2. Marlon

    Essa matéria era pra falar do big 2. O simples fato de Djoko ter perdido em tókio não diz nada. Se colocarmos a úmidade, calor e o fato de ele estar competindo em duplas e simples, com certeza poderia dar ruim. Mas, incontestávelmente ele é o favorito no melhor de cinco sets. Agora o Fedal, esses sim são dúvidas pra essa e para as próxima temporada. Esse ano não está nada fácil para Nadal, e, olhando os próximos torneios indoors, poucas chances vai ter.

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