Meninas do Brasil vivem um conto de fadas
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 2, 2021 às 5:39 pm

No clima agitado dos Jogos de Tóquio ainda há tempo para celebrar a histórica medalha de Luisa Stefani e Laura Pigossi. A façanha soou como um conto de fadas, com final feliz. Em um evento com tantas desistências, o espírito olímpico invadiu o coração das meninas brasileiras. E a conquista também premiou o esforço e insistência da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), através das ações do seu diretor Eduardo Frick.

O título acima “meninas do Brasil” é uma forma também de homenagear o tênis feminino brasileiro, como enfatizou a jornalista Diana Gabaniy.  Em um post muito bem escrito nas mídias sociais, ela  exaltou o esforço e dedicação de todas as jogadoras do País que, de uma maneira ou de outra, também escreveram seus nomes na história.

Assim como muitos contos de fadas, o resultado final é improvável, mas revela a importância do imaginário no pensamento positivo. É acreditar sempre. Tanto Luisa como Laura estavam num caminho difícil, mas certeiro para obter sucesso na carreira, ou seja, buscando um lugar ao sol, fora do Brasil. Afinal, para os sul americanos jogarem tênis em nível competitivo as viagens são imperativas.

Os acontecimentos que levaram o Brasil a conquistar a sua primeira medalha no tênis já são conhecidos. Mas creio que nunca é demais enfatizar que Laura Pigossi estava no Cazaquistão e foi surpreendida pela notícia – depois de insistentes tentativas de contato por Frick -. Sem contar ainda com a corrida contra o tempo do diretor da CBT para acordar Luisa, nos Estados Unidos, e fechar a inscrição da dupla brasileira lá no último minuto.

O improvável começou já na estreia, com vitória sobre as cabeças de chave número 7, as canadenses Dabrowski e Fichman. Seguiu com um verdadeiro milagre nos quatro match points diante de Pliskova e Vandrousova. E depois de passarem por Mattek-Sands e Pegula, não desistiram após a derrota para Bencic e Golubic. A ponto de num entusiasmo de encher os olhos saíram de um buraco enorme, com desvantagem de 9 a 5 no match tie break para garantir um lugar no pódio depois de superarem Kudermetova e Vesnina.

Essa medalha representa o resultado de um esforço coletivo. O time brasileiro contou com a experiência e competência do capitão Jaime Oncins. Não se pode esquecer que Daniel Melo – irmão de treinador de Marcelo Melo – também colocou todos os seus conhecimentos para ajudar uma outra dupla e merecer também festejar com todos essa incrível conquista em Tóquio.

 


Comentários
  1. Sérgio Ribeiro

    E realmente um conto de fadas realizado no maior palco para qualquer Esporte . No ano em que a Pira Olímpica foi acesa por uma Tenista . Comprovando que esse Esporte permitido aos Profissionais desde 1988 , tem um alto patamar na maior competição do Planeta. Os que desdenharam com argumentos exdrúxulos de esvaziamento do mesmo , quebraram a Cara com uma Semi de altíssimo nível entre o TOP 1 x TOP 5 . Alexander Zverev escreveu seu nome na história ao lado de André Agassi , Rafael Nadal e Andy Murray , conquistando seu maior Título . Sobrou para alguns fanáticos a sensação que tentar diminuir a importância da conquista, foi rebatida de pronto pelo desespero de Novak Djokovic com sua retumbante derrota em simples a duplas . Quem sabe em Paris 2024 …rsrs. Abs!

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